Quinta-feira, Setembro 10, 2026
Plantão Policial

GRITOS DENTRO DE CASA LEVAM GCM A RESGATAR MENINO DE 6 ANOS ABANDONADO, COM FOME E ASSUSTADO EM CRUZEIRO


Os gritos de uma criança dentro de uma residência mobilizaram a Guarda Civil Municipal de Cruzeiro e revelaram uma situação de abandono na Vila Loyelo. Um menino de aproximadamente 6 anos foi encontrado sozinho, com fome, sem banho e bastante assustado dentro de uma casa em condições precárias. Segundo as informações recebidas durante a ocorrência, ele estaria abandonado no imóvel desde o fim da tarde do dia anterior.

O resgate aconteceu na quarta-feira, 9 de setembro, depois que uma denúncia anônima chegou ao telefone 153 da Guarda Civil Municipal. Por volta das 13h, a pessoa que fez a ligação informou que havia uma criança gritando dentro de uma residência na Vila Loyelo.

Diante da gravidade da denúncia, uma equipe da GCM seguiu imediatamente para o endereço indicado. Ao entrar no imóvel, os agentes localizaram o garoto completamente sozinho. A casa estava bastante suja e não havia comida disponível para a criança.

O menino usava apenas uma blusa, uma calça de moletom e chinelos. Conforme a nota divulgada pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, ele estava sem banho, com fome e demonstrava medo no momento em que foi encontrado pelos guardas.

Durante o atendimento, a equipe recebeu a informação de que a mãe seria usuária de drogas e teria deixado o filho sozinho na residência desde o fim da tarde de terça-feira, 8 de setembro. Essa informação ainda deverá ser apurada pelas autoridades e não foi apresentada como conclusão definitiva sobre as circunstâncias do abandono.

O Conselho Tutelar foi acionado imediatamente para acompanhar o menino e adotar as medidas de proteção previstas na legislação. A criança recebeu agasalho e alimentação antes de ser encaminhada para acolhimento em local seguro.

Por se tratar de uma criança, nenhuma informação capaz de revelar sua identidade foi divulgada. Também não foram informados o endereço exato do imóvel, a escola frequentada pelo menino ou o local para onde ele foi encaminhado, preservando sua segurança e privacidade.

Enquanto o Conselho Tutelar prestava assistência à criança, equipes da Guarda Civil Municipal iniciaram diligências para localizar a mãe. O objetivo era encontrá-la ainda durante o período de flagrante e apresentá-la à autoridade policial pelo possível crime de abandono de incapaz.

Apesar das buscas realizadas, a mulher não foi localizada. Até a divulgação da nota oficial, as diligências não haviam resultado em prisão. Não foi informado se outros parentes do menino foram encontrados ou se algum familiar poderia assumir temporariamente seus cuidados.

As condições em que a criança foi deixada deverão ser documentadas e avaliadas pelos órgãos responsáveis. A situação da residência, a ausência de alimentação, o período em que o menino teria permanecido sozinho e seu estado no momento do resgate poderão integrar os relatórios enviados à Polícia Civil, ao Ministério Público e à Justiça da Infância e da Juventude.

A apuração também deverá determinar por quanto tempo a criança ficou efetivamente desacompanhada, quem tinha responsabilidade por seus cuidados e se existiam registros anteriores de negligência, maus-tratos ou acompanhamento da família pela rede municipal de proteção.

A Secretaria Municipal de Segurança Pública ressaltou que o abandono de incapaz é crime e reforçou a importância da participação da população na identificação de situações envolvendo crianças, adolescentes e outras pessoas vulneráveis. No caso registrado na Vila Loyelo, uma ligação anônima permitiu que os agentes chegassem ao imóvel e retirassem o menino da situação de risco.

O município também destacou que o trabalho integrado entre a Guarda Civil Municipal e o Conselho Tutelar possibilita o acolhimento, a alimentação e o encaminhamento para cuidados médicos quando necessários. A continuidade da assistência dependerá da avaliação dos conselheiros tutelares e das medidas determinadas pelos órgãos competentes.

A Prefeitura orientou os moradores a denunciarem qualquer suspeita de abandono, negligência, violência ou maus-tratos. As informações podem ser repassadas à Guarda Civil Municipal pelo telefone 153, à Polícia Militar pelo 190, ao Disque Direitos Humanos pelo número 100 e ao Disque Denúncia pelo 181.

A denúncia que levou ao resgate foi feita anonimamente. A identidade da pessoa que acionou a GCM não foi divulgada, mas as informações fornecidas foram suficientes para direcionar os agentes até a residência.

Até a última atualização, o menino permanecia sob a proteção da rede responsável, alimentado, agasalhado e acolhido. A mãe continuava sendo procurada pela Guarda Civil Municipal para prestar esclarecimentos sobre as condições em que a criança foi encontrada.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!