Quinta-feira, Setembro 10, 2026
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44 DIAS ENTRE LÁGRIMAS, ORAÇÕES E ESPERANÇA: PEQUENO MIGUEL SEGUE LUTANDO PELA VIDA NA UTI


Há 44 dias, a rotina da pastora Priscila Nogueira Bueno passou a ser marcada pelo som dos equipamentos hospitalares, pelas conversas com médicos e pelas orações feitas ao lado do filho. Miguel, de apenas 3 anos, permanece internado e enfrenta uma difícil recuperação depois de uma pneumonia, infecções bacterianas e a identificação de um fungo no sangue.

A maior parte desse período foi vivida dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva. Entre avanços, complicações, uma alta que durou apenas dois dias e uma transferência hospitalar considerada delicada, o menino continua resistindo. Na quinta-feira, 10 de setembro, a mãe compartilhou mais uma mensagem sobre a batalha do filho e não escondeu o desgaste provocado por tantas semanas de medo e incerteza.

Priscila contou que acordou chorando e orando por Miguel. Ao mesmo tempo em que agradeceu por cada sinal de resistência apresentado pelo filho, revelou o cansaço acumulado durante a longa internação. A fé permanece como o principal apoio da família, mas a mãe reconheceu que também existem dias em que a tristeza e o esgotamento se tornam difíceis de esconder.

“Eu estou um pouco triste hoje. Mesmo estando tão grata a Deus”, desabafou Priscila. Em seguida, ela ressaltou que Miguel continua vencendo obstáculos e superando as dificuldades impostas pelo quadro de saúde.

O menino tem Síndrome de Down e começou a enfrentar as complicações após ser diagnosticado com pneumonia associada a uma infecção bacteriana. A gravidade do quadro exigiu internação, intubação e sedação. Miguel permaneceu inicialmente durante 22 dias na UTI e chegou a receber alta hospitalar.

A alegria de voltar para casa, porém, durou pouco. Dois dias depois, Miguel precisou retornar ao hospital após contrair uma nova bactéria, descrita pela mãe como forte e agressiva. O menino foi novamente internado e intubado, dando início a outra etapa de uma luta que já ultrapassa seis semanas.

Durante o tratamento, os médicos também identificaram um fungo no sangue da criança. As infecções resistentes e as dificuldades respiratórias fizeram com que a equipe médica solicitasse uma broncoscopia, exame utilizado para observar detalhadamente a laringe e as vias respiratórias.

No início de setembro, a família tornou público um pedido de ajuda para que o procedimento fosse realizado com urgência. Naquele momento, Miguel estava havia 37 dias internado, intubado e sedado, aguardando o exame pelo Sistema Único de Saúde. A mobilização ganhou repercussão nas redes sociais e reuniu milhares de manifestações de apoio.

Como a broncoscopia não era realizada no Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, o caso foi encaminhado à regulação estadual. A necessidade do exame levou à transferência de Miguel para o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba.

A mudança aconteceu na sexta-feira, 4 de setembro. Antes de o filho entrar na ambulância, Priscila pediu orações para que Deus protegesse Miguel, os profissionais de saúde e todo o percurso até o Litoral Norte. O estado clínico delicado do menino tornava o deslocamento uma etapa de preocupação para a família.

Horas depois, veio a notícia que todos aguardavam. Miguel chegou bem a Caraguatatuba, recebeu os primeiros cuidados e foi acomodado na UTI do Hospital Regional. A confirmação trouxe alívio, mas não encerrou a batalha.

A broncoscopia era necessária para que os médicos pudessem avaliar as condições das vias respiratórias e definir os próximos passos do tratamento. Mesmo após a transferência, o menino ainda precisaria enfrentar as consequências das infecções e do longo período de hospitalização.

Segundo Priscila, os médicos alertaram que a recuperação deverá ser gradual. A mãe afirmou que Miguel ainda apresenta sequelas e que não poderá retornar à escola neste momento. A orientação demonstra que, mesmo depois de deixar a fase mais crítica, o menino terá um caminho de tratamento e reabilitação pela frente.

A mãe também foi informada de que poderá levar algum tempo para que Miguel retome uma rotina semelhante à que possuía antes de adoecer. A bactéria continua sendo descrita como agressiva, e a recuperação exigirá acompanhamento médico, cuidados permanentes e paciência.

Em meio à exaustão, Priscila procura transformar cada pequeno avanço em motivo para continuar. Ao falar diretamente com o filho, chamou Miguel de guerreiro e destacou a coragem demonstrada por ele durante os procedimentos, as infecções, a intubação e os dias seguidos de internação.

“Você é um grande exemplo, meu filho, de força e coragem”, escreveu. Para a mãe, a resistência de Miguel durante os momentos de dor mostra que ele não desistiu de lutar.

A rotina familiar foi completamente alterada desde o início da internação. Os dias passaram a ser contados de acordo com os boletins médicos, os resultados de exames e as respostas do organismo da criança ao tratamento. O cansaço descrito por Priscila não apagou sua gratidão, mas revelou o peso humano vivido por uma mãe que acompanha o filho dentro de uma UTI há mais de um mês.

Além dos cuidados médicos, Miguel passou a receber uma grande corrente de orações e mensagens de apoio. Pessoas que não conheciam a família começaram a acompanhar as atualizações publicadas por Priscila e compartilhar o pedido para que o exame fosse realizado.

A história também mobilizou o Jornal A Notícia, que acompanhou a transferência de Miguel para Caraguatatuba e o pedido de orações feito pela família diante dos riscos do deslocamento. Desde então, cada nova informação sobre o menino passou a ser recebida com expectativa por quem se uniu à corrente de fé.

Na atualização mais recente, Priscila não anunciou o fim do tratamento nem uma previsão de alta. Sua mensagem mostrou uma família que permanece entre o esgotamento e a esperança, consciente de que a recuperação não deverá acontecer de uma hora para outra.

A mãe continua acreditando que ainda poderá celebrar a cura ao lado do filho. Para resumir o sentimento mantido durante os 44 dias de internação, Priscila escolheu uma frase curta, mas carregada de tudo o que sustenta sua caminhada: “Deus é maior”.

Miguel permanece internado no Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba, sob acompanhamento da equipe médica. A família segue ao lado dele, avançando um dia de cada vez e aguardando as próximas etapas do tratamento.

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