Quinta-feira, Setembro 10, 2026
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SOCORRO TERMINA EM PRISÃO: POLÍCIA DESCOBRE MANDADO CONTRA ACUSADO DE LATROCÍNIO EM PINDA


Um pedido de atendimento médico terminou na prisão de um homem procurado por um crime ocorrido a mais de 700 quilômetros de distância. Adair José Marcolino, conhecido como “Aldair Serralheiro”, acusado de participar do latrocínio que matou Alessandro Maurício da Silva, de 51 anos, na zona rural de Pindamonhangaba, foi localizado pela Polícia Militar na noite de segunda-feira, 7 de setembro, em São João Batista, Santa Catarina.

A prisão aconteceu por volta das 21h30, depois que Adair procurou ajuda em uma farmácia localizada na Avenida Nereu Ramos, na região central da cidade catarinense e nas proximidades do quartel da Polícia Militar. Ele apresentava ferimentos na boca e em uma das mãos e teria contado que havia se envolvido em uma briga, sofrido uma paulada no rosto e recebido um golpe de faca na mão.

Uma equipe da 2ª Companhia do 31º Batalhão foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar para prestar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Durante a identificação do homem, os militares consultaram os sistemas policiais e descobriram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Pindamonhangaba.

A ordem judicial foi expedida em junho de 2026 e tem validade até junho de 2046. O mandado está relacionado ao latrocínio ocorrido na noite de 25 de novembro de 2025, em uma residência situada na região do Lago Azul e Goiabal, na zona rural de Pindamonhangaba.

Segundo a investigação, dois homens encapuzados invadiram o imóvel e renderam Alessandro e sua companheira, Ana Maria, que tinha 64 anos na época. A mulher relatou à polícia que foi agredida, amarrada pelos braços e pelas pernas e teve a cabeça coberta por um cobertor. Os invasores exigiam dinheiro e obrigaram a vítima a fornecer as senhas de seus cartões bancários.

Durante a invasão, Alessandro entrou em luta corporal com os assaltantes. Conforme o laudo necroscópico citado no processo, ele morreu por asfixia mecânica provocada por esganadura. Os criminosos fugiram levando dois televisores, um telefone celular, cartões bancários e o veículo da vítima, um JAC J3 Turin.

O automóvel foi localizado posteriormente parcialmente carbonizado. Apesar da tentativa de danificar o veículo, uma impressão digital encontrada em seu interior se tornou um dos principais elementos reunidos pela investigação. De acordo com o laudo papiloscópico mencionado no processo, o fragmento apresentou coincidência com uma impressão registrada em nome de Mike dos Santos, conhecido como “Jogador”.

As apurações também indicaram que os cartões bancários roubados foram utilizados em estabelecimentos comerciais poucas horas depois do crime. Segundo os documentos do processo, em uma das transações um comerciante teria realizado operações com um dos cartões e posteriormente transferido dinheiro por Pix para uma conta vinculada a Mike.

A identificação de Adair ocorreu durante outras diligências da Polícia Civil. Conforme o relatório policial, os investigadores utilizaram um número de telefone atribuído ao suspeito para realizar uma transferência simulada por Pix. A operação permitiu identificar o titular da conta como Adair José Marcolino.

Ainda de acordo com a investigação, Adair frequentava um bar pertencente a Alessandro e teria tomado conhecimento de que ele aguardava o recebimento de uma indenização de aproximadamente R$ 80 mil. A suspeita apresentada no processo é de que Adair tenha planejado o roubo e contado com a participação de Mike. As responsabilidades individuais ainda serão analisadas pela Justiça.

Após a conclusão das diligências, a Polícia Civil indiciou Adair e Mike pelo crime de latrocínio e representou pela prisão preventiva dos dois. O Ministério Público ofereceu denúncia em maio de 2026. No dia 3 de junho, a Justiça recebeu a acusação e decretou as prisões preventivas, considerando a existência de elementos sobre a materialidade do crime e de indícios de autoria.

Depois que o mandado foi descoberto pelos policiais catarinenses, Adair foi encaminhado pelo Samu para atendimento hospitalar. Conforme o registro da Polícia Militar, durante o atendimento ele teria tentado fugir, apresentado comportamento agressivo contra profissionais de saúde e policiais e tentado danificar uma porta de vidro da unidade.

Diante da resistência, os militares utilizaram força progressiva para contê-lo. Um policial sofreu uma lesão em uma das mãos durante a intervenção. Após receber atendimento e passar pelos procedimentos legais, Adair foi conduzido ao Presídio de Tijucas, onde permaneceu à disposição da Justiça.

Até a atualização mais recente, não havia confirmação pública sobre a prisão de Mike dos Santos. O processo criminal continua em andamento na Justiça de Pindamonhangaba. Os dois homens respondem à acusação de latrocínio, mas a responsabilidade criminal de cada um dependerá do julgamento e de eventual condenação definitiva.

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