Sexta-feira, Agosto 21, 2026
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ADEUS, DÉ: ADEMILSON, QUE TEVE ATUAÇÃO NA LIMPEZA URBANA DE ITATIAIA, É MORTO DENTRO DE CARRO


Uma manhã de sexta-feira (21) terminou marcada por morte, violência e muitas perguntas ainda sem resposta em Itatiaia. O homem encontrado sem vida dentro de um Honda Civic, no bairro Campo Alegre, foi identificado como Ademilson Alves dos Santos Lemos, conhecido como “Dé”. A identificação dá um nome e uma história à vítima de um homicídio que agora mobiliza a Polícia Civil na tentativa de descobrir quem disparou, por qual motivo e o que aconteceu nos momentos que antecederam o crime.

Segundo informações publicadas pelo jornal A Voz da Cidade, Ademilson tinha 46 anos. Ele foi encontrado morto dentro do veículo na manhã desta sexta-feira, no Campo Alegre. Equipes policiais e da perícia foram mobilizadas para realizar os primeiros levantamentos no local.

Além de ser conhecido pelo apelido “Dé”, Ademilson também teve atuação ligada ao serviço público municipal. Documento oficial da Prefeitura de Itatiaia mostra que, em janeiro de 2025, ele foi nomeado para ocupar a função de Responsável pela Limpeza Urbana, símbolo G2, vinculada à Secretaria de Obras e Serviços Públicos. A nomeação teve efeitos retroativos ao início daquele mês.

A informação acrescenta uma nova dimensão à identificação da vítima. Por trás do homem encontrado dentro do automóvel estava alguém cujo nome também aparece nos registros oficiais do município ligado a um serviço presente diariamente na rotina da cidade, a limpeza urbana.

As circunstâncias da morte, entretanto, ainda estão cercadas por dúvidas. Segundo as primeiras informações sobre o caso, um homem encapuzado teria se aproximado do veículo onde Ademilson estava e efetuado um disparo. Logo depois, o autor teria deixado o local.

O tiro atingiu a região do vidro dianteiro do lado esquerdo do Honda Civic. A posição do disparo e outros vestígios encontrados no automóvel deverão fazer parte do trabalho pericial que busca reconstruir a dinâmica do homicídio.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, foi acionado para atender a ocorrência. Quando os profissionais chegaram, entretanto, Ademilson já estava sem vida e não havia possibilidade de atendimento de emergência.

A área ao redor do automóvel foi isolada para preservar possíveis vestígios. A perícia foi chamada e realizou os levantamentos necessários antes da retirada do corpo. Fotografias, marcas no veículo, trajetória do disparo e outros elementos encontrados no local poderão ajudar os investigadores a estabelecer como o ataque ocorreu.

Outra frente importante da investigação deverá ser a busca por imagens de câmeras de segurança existentes na região. Registros feitos antes e depois do disparo podem ajudar a identificar a movimentação do autor, o trajeto utilizado na fuga e eventualmente outras pessoas ou veículos relacionados ao crime.

O bairro Campo Alegre já havia registrado outro episódio de violência poucos dias antes. No domingo (16), um estudante de 19 anos foi baleado durante uma tentativa de homicídio. Naquela ocorrência, testemunhas disseram que os suspeitos estariam em uma motocicleta Sahara azul. A Polícia Civil informou naquela ocasião que câmeras de monitoramento existentes na região poderiam auxiliar na investigação. Não há, porém, qualquer informação oficial estabelecendo ligação entre aquele episódio e a morte de Ademilson nesta sexta-feira.

No caso de “Dé”, a Polícia Civil ainda trabalha para determinar se ele já era aguardado pelo autor, se vinha sendo acompanhado ou se o criminoso chegou ao local momentos antes do disparo. Também não foi esclarecido se havia outras pessoas próximas ao veículo quando o crime aconteceu.

A motivação permanece desconhecida.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais que permitam apontar suspeitos. Também não há confirmação pública sobre eventual prisão relacionada ao assassinato. Qualquer versão sobre a razão do crime ainda depende da apuração policial.

A identificação de Ademilson ocorre horas depois das primeiras informações sobre o homicídio, quando reportagens ainda tratavam a vítima apenas como um homem encontrado morto no Campo Alegre. Publicações daquele momento confirmavam que equipes da Polícia Civil estavam no local e que a perícia havia sido acionada para levantar elementos capazes de auxiliar na investigação.

Agora, com a identidade confirmada, o caso deixa de ter apenas a imagem de um carro parado em uma cena de crime. A vítima era Ademilson Alves dos Santos Lemos, o Dé, de 46 anos, nome que também aparece nos registros do município por sua atuação ligada à limpeza urbana.

A Polícia Civil deverá ouvir possíveis testemunhas e buscar informações sobre as últimas horas de Ademilson. A análise do telefone celular da vítima, caso o aparelho tenha sido encontrado e seja formalmente apreendido pela investigação, além de imagens de câmeras e demais elementos periciais, poderá contribuir para esclarecer se houve algum contato ou movimentação anterior ao homicídio. Até o momento, entretanto, não foi informado publicamente quais objetos foram recolhidos durante a perícia.

Também deverá ser apurado se o disparo encontrado no veículo foi o único efetuado contra Ademilson. As informações preliminares apontam para um tiro direcionado ao carro, mas o resultado definitivo da perícia e dos exames realizados no corpo será importante para esclarecer a dinâmica com precisão.

Após o trabalho dos peritos, o corpo foi removido para os procedimentos legais. Até o fechamento desta matéria, informações oficiais sobre horário e local do velório e do sepultamento de Ademilson ainda não haviam sido divulgadas.

O adeus a “Dé” acontece enquanto a principal pergunta permanece nas mãos dos investigadores. Quem se aproximou daquele Honda Civic na manhã desta sexta-feira e por que Ademilson foi morto?

A resposta dependerá do cruzamento dos depoimentos, das imagens que possam ter registrado a região e principalmente das evidências encontradas durante a perícia. Enquanto isso, familiares, amigos, conhecidos e pessoas que conviveram com Ademilson recebem a notícia de uma despedida inesperada.

Ademilson Alves dos Santos Lemos tinha 46 anos, era conhecido como “Dé” e teve seu nome registrado na história do serviço público de Itatiaia por sua atuação ligada à limpeza urbana. Nesta sexta-feira (21), seu nome passou também a fazer parte de uma investigação de homicídio que a Polícia Civil agora tenta esclarecer.

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