Sexta-feira, Agosto 21, 2026
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GERENTE CAI NO FLAGRANTE E POLÍCIA PRENDE QUATRO POR SUSPEITA DE DESVIO EM ATACADISTA


Uma investigação da Polícia Civil terminou com quatro pessoas presas em flagrante em Resende após a descoberta de um suposto esquema de desvio de mercadorias dentro de uma empresa atacadista do setor de papelaria. Entre os detidos está um gerente que, segundo a investigação, foi surpreendido justamente no momento em que entregava produtos que teriam sido retirados irregularmente do estabelecimento. A operação foi realizada na quinta-feira (20) por agentes da 89ª Delegacia de Polícia.

O caso começou a ser apurado depois que a Polícia Civil recebeu informações indicando que funcionários da empresa estariam utilizando de maneira irregular senhas ligadas a gerentes para autorizar movimentações internas e permitir a retirada de mercadorias sem seguir os procedimentos regulares do atacadista.

A partir da denúncia, investigadores passaram a realizar levantamentos e acompanhar a movimentação dos suspeitos. O trabalho se estendeu por vários dias até que os policiais conseguiram identificar a forma como o suposto esquema funcionaria e as pessoas que, conforme a apuração, teriam participação nas diferentes etapas.

Segundo a Polícia Civil, o gerente acabou detido no momento em que realizava a entrega de uma quantidade de mercadorias que teria sido retirada ilegalmente da empresa. O flagrante se tornou um dos principais elementos da operação e levou os agentes também aos outros suspeitos investigados.

Além do gerente, um motorista foi preso sob suspeita de ser responsável pelo transporte dos produtos. Outro funcionário da empresa também foi detido e é apontado pelos investigadores como participante da logística usada para movimentar as mercadorias.

A quarta prisão ocorreu na outra ponta do suposto esquema. O proprietário de um estabelecimento comercial foi preso porque, segundo a investigação, receberia os produtos retirados do atacadista e posteriormente os colocaria novamente à venda.

Os quatro detidos têm 49, 54, 25 e 57 anos. Até o momento, as identidades não foram divulgadas oficialmente, assim como não foi informado qual das idades corresponde a cada um dos investigados.

A suspeita de participação de funcionários com acesso à rotina interna da empresa é um dos pontos centrais da investigação. A Polícia Civil apura de que maneira as senhas vinculadas à gerência eram utilizadas e quais operações teriam sido realizadas para viabilizar a saída dos produtos.

A dinâmica investigada aponta para uma possível sequência envolvendo autorização interna, separação das mercadorias, retirada do estabelecimento, transporte e posterior entrega a outro comércio. A polícia, entretanto, ainda trabalha para determinar quantas vezes esse procedimento pode ter ocorrido e desde quando as irregularidades teriam começado.

O nome da empresa atacadista não foi divulgado. Também permanece sob sigilo a identificação do estabelecimento apontado como possível destino das mercadorias.

A quantidade de produtos localizada durante a operação e o valor correspondente ao material também não haviam sido oficialmente informados até a última atualização. A Polícia Civil deverá agora aprofundar os levantamentos para calcular o eventual prejuízo causado à empresa.

Outro ponto que ainda precisa ser esclarecido é se o flagrante realizado na quinta-feira (20) corresponde a um episódio isolado ou se fazia parte de uma sequência de desvios anteriores. A análise de registros internos, movimentações de estoque e autorizações realizadas no sistema poderá ajudar os investigadores a dimensionar a extensão do caso.

A Polícia Civil também não descarta a possibilidade de participação de outras pessoas. A continuidade da investigação deverá buscar identificar eventuais novos envolvidos, além de verificar se outros estabelecimentos receberam mercadorias provenientes das retiradas investigadas.

Até a última atualização, também não havia sido divulgada publicamente a tipificação penal atribuída individualmente a cada um dos quatro presos. O enquadramento deverá considerar a atuação de cada investigado e os elementos reunidos durante a operação.

A ação da 89ª DP foi resultado de um trabalho de inteligência iniciado após informações repassadas à polícia. Os investigadores acompanharam a movimentação até o momento considerado adequado para realizar o flagrante.

Com as quatro prisões, a investigação entra agora em uma nova fase. Além de apurar o valor total do prejuízo, a Polícia Civil deverá verificar a quantidade de mercadorias eventualmente desviadas, quantas operações suspeitas foram realizadas e se produtos retirados anteriormente chegaram a ser comercializados.

A polícia também busca esclarecer como as senhas utilizadas nas operações eram obtidas e quem tinha conhecimento das movimentações. Esses dados poderão ser importantes para estabelecer o grau de participação de cada investigado.

A 89ª Delegacia de Polícia reforçou que informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas pelo telefone (24) 98816-3737. O sigilo de quem fornecer informações é garantido.

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