TRÂNSITO MATA UMA PESSOA A CADA 22 HORAS NO VALE E MOTOCICLISTAS SÃO MAIS DA METADE DAS VÍTIMAS
O trânsito deixou um saldo de 194 mortes na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte durante o primeiro semestre de 2026. Os dados são do Infosiga, sistema do Governo do Estado de São Paulo que reúne informações sobre acidentes e vítimas fatais. O número representa uma média aproximada de uma morte a cada 22 horas nas ruas, avenidas e rodovias da região.
Embora o total tenha apresentado uma redução de 1,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 197 mortes, os números revelam um avanço preocupante entre os motociclistas. Das 194 pessoas que perderam a vida entre janeiro e junho, 103 estavam em motocicletas, o equivalente a 53% de todas as vítimas fatais.
No primeiro semestre de 2025, a região havia registrado 81 mortes de motociclistas. Em 2026, o número subiu para 103, aumento de aproximadamente 27%. O resultado colocou o período como o primeiro semestre mais mortal para quem utiliza motocicleta desde o início da série histórica do Infosiga, em 2015.
Entre as vítimas que estavam em motocicletas, quase 90% eram os próprios condutores. Mais da metade das mortes aconteceu em estradas e rodovias, mas as vias municipais também concentraram uma parcela expressiva dos casos. Os dados mostram ainda que as motocicletas estiveram envolvidas em aproximadamente 43% dos acidentes registrados na região durante os seis primeiros meses do ano.
Ao todo, foram contabilizados 1.872 acidentes de trânsito entre janeiro e junho de 2026. No mesmo período do ano anterior, haviam sido registrados 2.074 casos. Apesar da queda de aproximadamente 9,7% no número de ocorrências, o aumento das mortes entre motociclistas demonstra que os acidentes envolvendo motos continuaram apresentando elevado potencial de gravidade.
Janeiro e fevereiro terminaram com 23 mortes cada. Em março, foram registradas 33 vítimas fatais. Abril contabilizou 37 mortes, enquanto maio apresentou o pior resultado do semestre, com 46 pessoas mortas. Em junho, o número caiu para 32.
Somente entre os motociclistas, maio também foi o mês mais violento, com 25 mortes. Março e abril contabilizaram 21 vítimas cada. Em junho, foram registradas 11 mortes de pessoas que estavam em motocicletas, número inferior ao observado no mês anterior, mas ainda responsável por uma parcela significativa das ocorrências fatais.
São José dos Campos liderou o ranking regional, com 40 mortes no trânsito durante o primeiro semestre. O município apresentou aumento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido registradas 35 vítimas fatais.
Taubaté apareceu na segunda posição, com 31 mortes, seguida por Jacareí, com 16. Pindamonhangaba e Caçapava contabilizaram 14 mortes cada. Ubatuba registrou 12 vítimas fatais e Guaratinguetá teve 11 mortes.
Juntas, essas sete cidades concentraram 138 das 194 mortes registradas no primeiro semestre, o equivalente a aproximadamente 71% do total regional.
Depois dos motociclistas, os pedestres formaram o segundo grupo com maior número de mortes, com 33 vítimas. O levantamento também contabilizou 26 mortes entre condutores ou ocupantes de automóveis, 20 ciclistas e seis caminhoneiros. Outros casos não tiveram a condição da vítima detalhada nos levantamentos divulgados.
Maio, com 46 mortes, foi o terceiro mês mais mortal de toda a série histórica do Infosiga na região. O resultado ficou atrás apenas de junho de 2019, quando foram contabilizadas 51 vítimas, e abril de 2016, que terminou com 49 mortes.
Considerando o período de 12 meses entre julho de 2025 e junho de 2026, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte acumulou 396 mortes no trânsito. A média foi superior a uma vítima fatal por dia.
Os números incluem acidentes registrados em vias municipais, estradas estaduais e rodovias federais que cortam a região. O Infosiga utiliza informações de diferentes órgãos públicos para acompanhar as ocorrências e auxiliar na elaboração de políticas voltadas à fiscalização, mobilidade e segurança no trânsito.


