Domingo, Agosto 2, 2026
Cidades

AR SECO ACENDE ALERTA NO VALE: CACHOEIRA PAULISTA REGISTRA UMIDADE DE APENAS 18% E RISCO DE INCÊNDIOS AUMENTA


A forte queda da umidade relativa do ar colocou moradores do Vale do Paraíba em estado de atenção neste domingo, dia 2. Cachoeira Paulista apresentou a situação mais crítica entre as cidades monitoradas na região, com apenas 18% de umidade, índice que aumenta os riscos de problemas respiratórios, irritações nos olhos, ressecamento da pele e incêndios em áreas de vegetação.

Os dados foram registrados pelo Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet. Além de Cachoeira Paulista, Taubaté chegou a 25% de umidade, São Luiz do Paraitinga marcou 26% e Bragança Paulista registrou 28,2%. Em São José dos Campos, a estação meteorológica localizada no aeroporto apontou 32%, enquanto Campos do Jordão apresentou 43%.

O índice registrado em Cachoeira Paulista ficou abaixo dos 20%, situação que exige cuidados redobrados. Segundo os parâmetros utilizados pelos órgãos de monitoramento, valores entre 21% e 30% representam estado de atenção, enquanto índices ainda menores indicam agravamento das condições provocadas pelo ar seco.

A faixa considerada adequada para o organismo humano fica entre 60% e 80%. Quando a umidade despenca, as mucosas do nariz, da garganta e dos olhos ficam mais ressecadas, aumentando o desconforto e a possibilidade de crises respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com asma, bronquite, rinite ou outras doenças respiratórias estão entre os grupos que precisam de maior atenção.

O Inmet emitiu aviso amarelo de baixa umidade para municípios da região, prevendo índices entre 20% e 30%. Em Cachoeira Paulista, no entanto, a medição chegou a 18%, ficando abaixo da faixa inicialmente indicada pelo alerta meteorológico.

O cenário também preocupa devido ao risco de incêndios. A combinação entre temperaturas elevadas, ausência de chuvas, baixa umidade e vegetação ressecada cria condições favoráveis para o surgimento e a rápida propagação do fogo, principalmente em terrenos, pastagens, margens de rodovias, propriedades rurais e áreas de mata.

O risco deve permanecer elevado ao longo da semana. A previsão indica a continuidade do tempo firme, com predomínio de sol e temperaturas próximas dos 30 graus em várias cidades do Vale do Paraíba. Há possibilidade de mudanças no tempo entre quinta e sexta-feira, mas eventuais chuvas isoladas podem não ser suficientes para reduzir imediatamente o perigo de queimadas.

O período entre junho e outubro é considerado o mais crítico para a ocorrência de incêndios florestais no estado de São Paulo. Durante esses meses, a redução das chuvas deixa a vegetação mais seca, fazendo com que qualquer foco de fogo possa se espalhar com maior velocidade.

Grande parte dos incêndios em vegetação está relacionada à ação humana, seja de forma intencional ou acidental. Queima de lixo, limpeza de terrenos com fogo, descarte de bitucas de cigarro, fogueiras, balões e queimadas rurais sem controle estão entre as principais causas de ocorrências.

Dados apresentados pelo MapBiomas mostram que os 39 municípios do Vale do Paraíba tiveram mais de oito mil hectares atingidos pelo fogo em 2025. Apesar de o número representar uma redução em relação a 2024, quando aproximadamente 11,8 mil hectares foram queimados, o volume ainda demonstra a dimensão do problema enfrentado pela região durante os períodos de estiagem.

Nos dias de baixa umidade, a orientação é beber água com frequência, mesmo sem sentir sede, evitar atividades físicas intensas entre o final da manhã e o período da tarde, manter os ambientes ventilados e utilizar umidificadores ou recipientes com água nos cômodos.

Também é recomendado evitar exposição prolongada ao sol, usar soro fisiológico nas narinas e nos olhos em caso de ressecamento e observar possíveis sintomas como falta de ar, tosse persistente, sangramento nasal, tontura ou mal estar.

A população não deve realizar queimadas, colocar fogo em lixo ou restos de poda e nem soltar balões. Ao identificar fumaça ou incêndio em vegetação, o morador deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo número 199.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!