“ELE DESTRUIU UMA FAMÍLIA INTEIRA”: IRMÃ DE JOVEM MORTA EM GUARATINGUETÁ PEDE JUSTIÇA ENQUANTO COMPANHEIRO É PROCURADO
A morte de Viviane Maria da Silva Vicente, de 24 anos, encontrada sem vida dentro de casa em Guaratinguetá, deixou uma família mergulhada em dor e revolta. O caso, investigado pela Polícia Civil como feminicídio, ganhou ainda mais comoção após o relato da irmã da vítima, Vitória da Silva, que contou os momentos de angústia vividos pelos familiares até a localização do corpo e fez um apelo por justiça. O companheiro de Viviane é apontado como principal suspeito e segue sendo procurado.
A preocupação da família começou quando Viviane deixou de responder mensagens e ligações ao longo do dia e também não compareceu ao trabalho. Segundo a irmã, esse comportamento não fazia parte da rotina da jovem, que costumava avisar quando precisava faltar. A situação chamou ainda mais atenção porque, de acordo com Vitória, a ausência no serviço teria sido comunicada por mensagem pelo companheiro da vítima, o que gerou estranhamento entre os familiares.
Em entrevista à TV TH+ SBT Vale, Vitória afirmou que a irmã nunca foi de desaparecer sem dar notícias. Ela contou que a família passou a desconfiar que algo estava errado justamente porque Viviane era responsável, mantinha contato frequente e não teria deixado de justificar uma falta no trabalho. A partir daquele momento, a ausência de respostas começou a se transformar em medo.
Mesmo após o desaparecimento de Viviane, segundo a irmã, o companheiro continuou mantendo contato com familiares como se nada tivesse acontecido. Ele teria pedido ao marido de Vitória que buscasse os dois filhos do casal na escola e ficasse com as crianças. A desconfiança aumentou quando a filha mais velha, de 5 anos, entregou à tia uma chave da residência, dizendo que o pai havia mandado entregar.
Para Vitória, aquele gesto fez as peças começarem a se encaixar. A irmã relatou que estranhou o motivo de o companheiro de Viviane enviar a chave da casa para ela, especialmente diante da falta de contato da vítima durante todo o dia. Sem conseguir falar com a jovem, familiares decidiram ir até o imóvel na noite de terça-feira, dia 23.
No local, o marido de Vitória e o irmão de Viviane entraram na residência e começaram a procurar por todos os cômodos. Segundo o relato da irmã, um dos quartos estava fechado. Quando o cômodo foi aberto, os familiares encontraram um tapete cobrindo um volume. Ao verificarem, constataram que se tratava de Viviane.
A Polícia Civil passou a investigar o caso como feminicídio. O companheiro da vítima é apontado como principal suspeito do crime e permanece foragido. As diligências seguem em andamento para tentar localizá-lo e esclarecer todos os detalhes da morte.
Durante a entrevista, Vitória afirmou que o relacionamento da irmã era marcado por ciúmes e atitudes controladoras. Segundo ela, Viviane havia começado a trabalhar recentemente e conquistado maior independência financeira, o que teria gerado conflitos no relacionamento. A irmã disse ainda que a família teve acesso a mensagens e que não havia qualquer indício de traição por parte da vítima.
Vitória também relatou que o suspeito já teria sido infiel em outras ocasiões e que separações anteriores do casal teriam ocorrido por esse motivo. Para a família, a jovem buscava construir uma rotina com mais autonomia, trabalho e estabilidade, mas acabou tendo a vida interrompida de forma brutal.
A dor da perda se torna ainda maior pela situação dos filhos de Viviane, de 5 anos e 1 ano e 8 meses. Segundo Vitória, as crianças ainda não foram informadas sobre a morte da mãe. A filha mais velha pediu para que a tia ligasse para Viviane porque estava com saudade, enquanto o filho mais novo chora ao ver fotografias da mãe e acredita que ela voltará para buscá-lo.
O relato da irmã expõe o impacto devastador do crime sobre toda a família. Além da perda de uma jovem mulher, filha, irmã e mãe, os familiares agora enfrentam a difícil missão de acolher duas crianças pequenas que ainda não compreendem a ausência da mãe.
Ao falar sobre Viviane, Vitória descreveu a irmã como uma pessoa boa, dedicada à família e uma mãe extraordinária. Em meio à dor, ela fez um apelo por justiça e afirmou que, se o companheiro não queria mais manter o relacionamento, deveria ter permitido que a jovem seguisse a própria vida.
“Ela era uma irmã muito boa, uma filha muito boa e uma mãe extraordinária. Se ele não queria mais ficar com ela, era só deixar ela seguir a vida. Mas ele destruiu uma família inteira. O que a gente quer agora é justiça”, afirmou Vitória.
A Polícia Civil segue realizando diligências para localizar o companheiro de Viviane. O caso permanece em investigação como feminicídio.

Foto: Reprodução/TV TH+ SBT Vale
