CURVA TERMINA EM MORTE NA SP 062: MOTOCICLISTA DE 46 ANOS MORRE EM COLISÃO FRONTAL EM APARECIDA
Uma colisão frontal entre uma motocicleta e um automóvel terminou com a morte de Carlos Roberto Alves, de 46 anos, na noite de sexta-feira, dia 17 de julho de 2026, em Aparecida. O acidente aconteceu na Rodovia Presidente Washington Luís, a SP 062, próximo ao acesso ao bairro Itaguaçu.
Carlos Roberto conduzia uma motocicleta Honda CG 160 Fan quando se envolveu na batida com um Fiat Argo dirigido por um jovem de 22 anos. A colisão ocorreu na altura do quilômetro 172 da rodovia e mobilizou equipes da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e da Polícia Científica.
Os policiais militares foram acionados por volta das 21h56. Ao chegarem ao local, encontraram a motocicleta no acostamento e o automóvel parado na pista contrária. Carlos Roberto estava caído na rodovia com ferimentos graves.
Uma equipe do Samu prestou atendimento, mas o motociclista não resistiu. A morte foi constatada ainda no local da ocorrência.
O motorista do Fiat Argo permaneceu na rodovia e apresentou sua versão às autoridades. Segundo o depoimento registrado no boletim de ocorrência, ele seguia no sentido Roseira a Aparecida quando entrou em uma curva próxima ao acesso ao bairro Itaguaçu.
O condutor afirmou que percebeu o farol da motocicleta muito próximo do carro e que não conseguiu frear ou desviar a tempo. A versão apresentada por ele será analisada juntamente com os vestígios encontrados na pista, os danos nos dois veículos e os laudos produzidos pela perícia.
Ainda conforme o relato, após a colisão, o motorista saiu do automóvel e encontrou Carlos Roberto caído. Ele teria procurado ajuda em um posto de combustíveis próximo e acionado o socorro depois de localizar o telefone celular, que havia caído dentro do carro durante o impacto.
O jovem realizou o teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de bebida alcoólica. A documentação do Fiat Argo estava regular, e o motorista acompanhou os procedimentos realizados no local.
A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica. Os peritos analisaram a posição em que os veículos ficaram, os danos provocados pela batida, possíveis marcas no asfalto e fragmentos espalhados pela rodovia.
A motocicleta foi encontrada no acostamento, enquanto o automóvel permaneceu na pista contrária. A posição final dos veículos, no entanto, não permite determinar sozinha como a colisão aconteceu, já que o impacto pode ter provocado o deslocamento de ambos.
Os laudos deverão indicar o ponto provável da batida, o ângulo do impacto e a trajetória percorrida pelos veículos. A perícia também deverá verificar se havia marcas de frenagem e se um dos envolvidos entrou na faixa contrária antes da colisão.
O boletim de ocorrência informa que Carlos Roberto não possuía Carteira Nacional de Habilitação. A informação será considerada no inquérito, mas não define, isoladamente, a causa do acidente ou a responsabilidade pela batida.
Até o momento, não foi esclarecido qual dos veículos teria invadido a faixa contrária. Também não foram divulgadas informações sobre a velocidade dos envolvidos, as condições de iluminação no trecho ou a existência de câmeras que tenham registrado o acidente.
Depois da conclusão da perícia, a motocicleta e o Fiat Argo foram removidos da rodovia. O corpo de Carlos Roberto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização do exame necroscópico.
A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor. O enquadramento inicial é utilizado em acidentes com morte nos quais não há indicação de intenção de matar e não representa uma condenação antecipada do motorista.
Um inquérito foi instaurado para esclarecer as circunstâncias da colisão. A apuração deverá reunir os laudos da Polícia Científica, o exame do IML, os depoimentos dos envolvidos e eventuais imagens de monitoramento ou relatos de testemunhas.


