MULHER É PRESA APÓS DESLIGAR ENERGIA DE DELEGACIA, RESISTIR À ABORDAGEM E AMEAÇAR POLICIAL COM TESOURA EM BOIÇUCANGA
Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante na noite de terça-feira, 2, após uma ocorrência dentro e nas imediações do 2º Distrito Policial de Boiçucanga, em São Sebastião. Segundo o boletim de ocorrência, a investigada, identificada pelas iniciais Z.L.P., é acusada de desligar a energia da delegacia, tentar fugir, resistir à abordagem, desacatar um policial civil e ameaçá-lo com uma tesoura. O caso foi registrado como atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, resistência e desacato.
De acordo com o registro policial, a unidade policial, localizada na Estrada do Cascalho, em Boiçucanga, teve o fornecimento de energia interrompido de forma abrupta durante o plantão. O boletim aponta que fato semelhante já havia ocorrido no dia anterior, quando uma mulher teria desligado o disjuntor externo da delegacia e fugido do local. O policial responsável pelo plantão informou que reconheceu a suspeita como uma pessoa que já havia sido presa anteriormente naquela unidade.
Na nova interrupção de energia, o policial saiu imediatamente em direção à entrada da delegacia e viu uma mulher fugindo nas proximidades. Ao perceber a aproximação do agente, Z.L.P. tentou se evadir, mas foi alcançada e conduzida para o interior da unidade policial. A partir desse momento, segundo o boletim, a situação passou a envolver resistência e desobediência às ordens legais dadas pelo policial civil.
Ainda conforme o registro, durante a condução, a mulher teria desobedecido reiteradamente às ordens do agente e oferecido resistência ativa ao procedimento de contenção, dificultando a atuação funcional do policial. Já no interior da delegacia, ela passou a proferir ofensas e ameaças contra o servidor público, afirmando, em tom intimidatório, que o policial “não tinha peito de aço” e que “se veria com ela na rua”, conforme consta no boletim.
A ocorrência ganhou contornos ainda mais graves quando, durante a contenção, a investigada teria ocultado uma pequena tesoura nas mãos e passado a ameaçar o policial, dizendo que iria perfurá-lo com o objeto. Diante da ameaça, o agente sacou a arma de fogo e ordenou de forma firme que ela soltasse a tesoura. A ordem foi obedecida, e a situação foi controlada sem necessidade de emprego adicional de força, segundo o documento.
A tesoura foi apreendida e lacrada para os procedimentos legais. O boletim também registra que a investigada aparentava possíveis alterações de ordem psicológica, apresentando comportamento descrito como desorientado, agressivo e instável durante a intervenção policial. Após ser informada de seus direitos constitucionais e legais, Z.L.P. optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório, embora tenha feito alguns apontamentos sobre a conduta do policial.
Na deliberação, a autoridade policial considerou que a mulher teria desligado a luz do Distrito Policial em duas ocasiões, interrompendo por alguns minutos o serviço policial e gerando risco de dano aos equipamentos eletrônicos da unidade. A decisão também destacou que a suspeita teria apresentado reação não colaborativa, ofendido o agente público, feito ameaças e resistido à detenção com uso de uma tesoura como instrumento de intimidação.
A Polícia Civil informou no boletim que a unidade possui câmeras de vigilância, que poderão ser solicitadas posteriormente para esclarecer melhor a dinâmica dos fatos. O registro também aponta que não havia testemunhas da ocorrência além do policial civil envolvido no atendimento. As oitivas foram realizadas por recurso audiovisual.
Com base nos elementos iniciais, a autoridade policial entendeu que a conduta se enquadrava nos crimes de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, resistência e desacato. A prisão em flagrante foi decretada, com formal indiciamento da investigada. Pela soma das penas máximas dos delitos, a autoridade informou que não seria possível arbitrar fiança na esfera policial.
Após os procedimentos de praxe, foi determinada a instauração de inquérito policial. A investigada permaneceu à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil deverá reunir os documentos, imagens de vigilância, registros audiovisuais e demais elementos para dar continuidade à apuração do caso.

