Quarta-feira, Junho 3, 2026
Cidades

LUCINALVA NÃO RESISTE: VIZINHA MORRE SEMANAS APÓS INCÊNDIO CRIMINOSO EM ATAQUE DE FEMINICÍDIO EM UBATUBA


A morte de Lucinalva de Santana, de 49 anos, trouxe um novo e ainda mais grave desdobramento para o ataque criminoso registrado no bairro Rio Escuro, em Ubatuba. Ela estava internada havia semanas após sofrer queimaduras graves em um incêndio provocado durante uma tentativa de feminicídio contra uma jovem de 25 anos. Lucinalva não era o alvo direto do agressor, mas acabou atingida pelas chamas quando o fogo se espalhou para o imóvel onde estava.

O crime ocorreu na madrugada de 15 de maio, na Rua Afonso Barbosa, região Sul de Ubatuba. Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil e por veículos locais, um homem invadiu a casa da ex-companheira, Yasmim Rosa da Silva, de 25 anos, atacou a jovem com golpes de canivete e, em seguida, ateou fogo no imóvel. O incêndio tomou grandes proporções e se alastrou para residências vizinhas, atingindo Lucinalva, que morava no mesmo quintal.

Lucinalva sofreu queimaduras em aproximadamente 80% do corpo e foi socorrida em estado gravíssimo. Inicialmente, ela permaneceu internada em situação delicada e, conforme publicações locais, chegou a ser transferida para atendimento especializado em São José dos Campos. A morte foi confirmada após semanas de internação, transformando o caso em uma investigação ainda mais severa.

Com a confirmação do falecimento, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil alterou o indiciamento do suspeito de tentativa de feminicídio para feminicídio. O homem, que havia sido preso em flagrante no dia do crime, também responde por incêndio. O caso já foi relatado à Justiça e segue sob análise das autoridades competentes.

O suspeito foi identificado em publicações locais como Caio Rodrigo Macedo de Souza, de 24 anos. Segundo as informações divulgadas após o crime, ele teria atacado a ex-companheira com um canivete e depois incendiado a casa onde ela estava. Familiares relataram que o homem teria espalhado gasolina ao redor da residência antes de provocar o fogo. Após o ataque, ele foi preso em flagrante e, durante o interrogatório, permaneceu em silêncio, segundo registros divulgados à época.

A ex-companheira do suspeito, Yasmim Rosa da Silva, foi socorrida em estado grave após ser ferida com golpes de canivete. O incêndio também provocou danos em casas próximas e atingiu ao menos um veículo estacionado nas imediações. O avanço das chamas transformou a tentativa de feminicídio em uma tragédia coletiva, atingindo pessoas que estavam no entorno e causando destruição no local.

O caso chamou atenção desde o primeiro momento pela violência da ação. A Polícia Militar foi acionada por volta de 1h10 para atender uma ocorrência de esfaqueamento e incêndio. Quando as equipes chegaram, encontraram um cenário de destruição provocado pelo fogo. As vítimas precisaram ser socorridas em estado grave, e a Polícia Científica foi chamada para realizar perícia no local.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa regional, Lucinalva tinha deficiência intelectual e vivia em uma casa no mesmo quintal da jovem que era o alvo direto do ataque. Familiares relataram que, no momento do incêndio, ela tentou fugir das chamas, mas acabou correndo em direção ao fogo. A informação reforça a dimensão dramática da ocorrência e o impacto causado pela propagação do incêndio para além do imóvel inicialmente atacado.

A morte de Lucinalva muda o peso jurídico do caso. O que antes era tratado como tentativa de feminicídio contra a ex-companheira do suspeito e incêndio com resultado de lesão grave passa agora a ter uma vítima fatal. A Polícia Civil deverá reavaliar as imputações conforme os laudos, depoimentos e demais elementos reunidos desde a madrugada do ataque.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Ubatuba e está aos cuidados da Justiça. As investigações devem considerar a dinâmica do ataque, o uso do canivete, a origem do incêndio, a propagação das chamas, os danos causados aos imóveis vizinhos e a morte de Lucinalva após semanas de internação.

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