Sábado, Maio 30, 2026
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APOSTA FINAL FECHA O CERCO CONTRA JOGOS CLANDESTINOS: POLÍCIA PRENDE OPERADOR FINANCEIRO E APREENDE CAÇA NÍQUEIS EM CAMPOS DO JORDÃO


A Polícia Civil de Campos do Jordão avançou em mais uma etapa da Operação Aposta Final e prendeu, na quinta-feira, 28, um homem apontado como operador financeiro de uma organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar na região serrana. A ação, que chegou à terceira fase, faz parte de uma ofensiva contínua para desarticular grupos suspeitos de manter máquinas caça níqueis, bingos clandestinos e estruturas ilegais de apostas em diferentes pontos do município.

Durante a operação, os policiais apreenderam cerca de R$ 4 mil em dinheiro, máquinas de apostas e peças destinadas à manutenção de equipamentos caça níqueis. Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada em diversos bairros de Campos do Jordão, usando estabelecimentos comerciais e pontos monitorados pela inteligência policial para manter a atividade clandestina em funcionamento.

A prisão do operador financeiro é considerada uma etapa importante da investigação, porque mira não apenas os locais onde os jogos aconteciam, mas também a movimentação de dinheiro que sustentaria o esquema. A suspeita é de que o homem tivesse participação no controle dos valores arrecadados com as apostas, na administração dos pagamentos e na estrutura econômica usada para manter os equipamentos ativos.

A nova fase da Operação Aposta Final ocorreu poucos dias depois de outra ação ligada ao mesmo grupo. Na segunda-feira, 25, equipes da Polícia Civil já haviam fechado um bingo clandestino no bairro Vila Santo Antônio. O local vinha sendo acompanhado pelos investigadores e, de acordo com a apuração, integrava a mesma estrutura criminosa investigada na operação.

A Operação Aposta Final teve início no dia 11 de maio e conta com apoio estratégico da Guarda Civil Municipal. Desde o começo dos trabalhos, as diligências passaram por bairros como Vila Britânia, Vila Albertina e Abernéssia, onde foram apreendidos televisores, máquinas de cartão, documentos e outros materiais que, segundo a polícia, ajudam a indicar a ligação de estabelecimentos comerciais com a rede de jogos ilegais.

As apreensões mostram que a estrutura investigada não se limitava às máquinas em funcionamento. A localização de peças de manutenção indica que o grupo também poderia contar com suporte para reparar, adaptar ou recolocar equipamentos em operação, mantendo a continuidade do jogo clandestino mesmo após fiscalizações ou mudanças de endereço.

Até o momento, cinco pessoas já foram indiciadas por crimes relacionados à exploração de jogos de azar. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem e que novas fases podem ser deflagradas nos próximos dias. O objetivo é identificar outros envolvidos, localizar equipamentos ainda em funcionamento, rastrear a movimentação financeira do grupo e interromper a atuação de pontos clandestinos espalhados pela cidade.

A apuração também deverá aprofundar a análise dos documentos apreendidos, das máquinas recolhidas e dos possíveis vínculos entre operadores, responsáveis por estabelecimentos e pessoas que davam suporte à atividade ilegal. A linha de investigação busca esclarecer como o esquema funcionava, quem comandava a arrecadação, quais locais eram usados e se havia divisão de tarefas entre os envolvidos.

Com a terceira fase da Operação Aposta Final, a Polícia Civil reforça a ofensiva contra jogos clandestinos em Campos do Jordão. A prisão do suspeito apontado como operador financeiro amplia o foco da investigação para a base econômica do esquema, enquanto o material apreendido será analisado para ajudar a mapear a rede que explorava apostas ilegais na região serrana.

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