Sexta-feira, Maio 15, 2026
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ADEUS, FERNANDO PRICOLI: MOTOBOY PERDE A VIDA EM GRAVE ACIDENTE NA RODOVIA DOS TAMOIOS EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A tarde de sexta-feira (15) terminou marcada por tristeza na Rodovia dos Tamoios, em São José dos Campos. Fernando Luiz Pricoli, de 45 anos, motoboy e trabalhador que vivia a rotina intensa das entregas sobre duas rodas, morreu após se envolver em um grave acidente com um caminhão na altura do bairro Jardim São Judas Tadeu. A colisão aconteceu no sentido São José dos Campos e interrompeu de forma repentina a vida de mais um motociclista que fazia da moto seu instrumento diário de trabalho.

De acordo com informações do boletim de ocorrência registrado no 7º Distrito Policial, o acidente aconteceu por volta das 12h12. Fernando conduzia uma motocicleta Mottu Sport 110I quando bateu na traseira de um caminhão Mercedes Benz que estava parado na faixa da direita da rodovia. Segundo o registro, o veículo de carga havia parado no local por causa de um pneu furado. O trecho, conforme destacado no boletim, não possui acostamento, situação que pode ter contribuído para a gravidade da ocorrência e que deverá ser analisada pelas autoridades durante a investigação.

A dinâmica exata da colisão ainda será apurada. Por motivos que serão investigados, Fernando não conseguiu evitar o impacto contra a parte traseira do caminhão. A batida mobilizou equipes de atendimento e segurança, mas o motoboy não resistiu. A morte de Fernando trouxe comoção entre colegas de profissão, amigos e pessoas que conheciam a realidade de quem enfrenta diariamente ruas, avenidas e rodovias para garantir o sustento por meio das entregas.

O caminhão era conduzido por um motorista de 51 anos, que permaneceu no local após o acidente. A ocorrência foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. Equipes da Polícia Militar Rodoviária, da Polícia Civil e da perícia técnica estiveram na Rodovia dos Tamoios para realizar os levantamentos necessários, preservar informações da cena e registrar as condições dos veículos e do trecho onde a colisão ocorreu.

O corpo de Fernando Luiz Pricoli foi removido ao Instituto Médico Legal pela Urbam. A motocicleta foi apreendida, já que não havia responsável no local para ficar com o veículo após o acidente. O procedimento faz parte do registro da ocorrência e da apuração que deverá esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a posição do caminhão na via, a sinalização do veículo parado, as condições de visibilidade, a ausência de acostamento e o tempo de reação do motociclista.

A morte de Fernando reacende o alerta sobre os riscos enfrentados diariamente por motociclistas, especialmente trabalhadores que dependem da moto para cumprir jornadas de entrega. A rotina desses profissionais é marcada por pressa, trânsito intenso, exposição constante e vulnerabilidade diante de veículos maiores. Em rodovias, esse risco se torna ainda mais evidente, principalmente em trechos sem acostamento, onde uma pane mecânica, um veículo parado ou qualquer imprevisto pode transformar segundos em tragédia.

Na Rodovia dos Tamoios, uma das vias mais importantes da região, o fluxo de carros, caminhões, motos e veículos de serviço é constante. O acidente envolvendo Fernando mostra como a combinação de veículo pesado parado, trecho sem acostamento e motociclista em deslocamento pode resultar em consequências fatais. A investigação deverá apontar as circunstâncias do acidente, mas a perda já deixa uma marca dolorosa para quem conhecia o motoboy e para todos que acompanham a realidade dura dos trabalhadores sobre duas rodas.

Fernando Luiz Pricoli deixa a lembrança de um homem que trabalhava, circulava pela cidade e fazia parte da vida cotidiana de São José dos Campos. Sua morte transforma uma ocorrência de trânsito em uma despedida sentida, especialmente entre aqueles que entendem o peso de sair todos os dias para trabalhar sem saber quais perigos estarão pelo caminho. Mais do que um número em boletim de ocorrência, Fernando era um trabalhador, um motoboy, uma vida interrompida na estrada.

Agora, enquanto as autoridades seguem com a apuração, fica o luto e o alerta. A tragédia na Tamoios reforça a necessidade de atenção redobrada nas rodovias, de sinalização adequada em casos de pane, de cuidado com motociclistas e de debate sobre a segurança em trechos onde a falta de acostamento pode agravar situações de emergência. Para familiares, amigos e colegas de profissão, fica a dor da despedida. Para a sociedade, fica a reflexão sobre os riscos diários enfrentados por quem vive do trabalho sobre duas rodas.

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