Sexta-feira, Outubro 23, 2026
Cidades

ADEUS, SOLDADO BATISTA: POLICIAL DE BARRA MANSA MORRE APÓS QUASE TRÊS MESES LUTANDO PELA VIDA; CONFRONTO TAMBÉM MATOU COMPANHEIRO DE FARDA


Depois de quase três meses internado em estado grave, chegou ao fim a luta pela vida do policial militar Charles Batista dos Santos, de 45 anos, morador de Barra Mansa, no Sul Fluminense. O soldado morreu nesta sexta-feira (23), após não resistir aos ferimentos sofridos durante uma perseguição policial seguida de intensa troca de tiros na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Charles havia sido baleado na região da cabeça durante um confronto com criminosos, ocorrido em julho, e permanecia hospitalizado desde então. A ocorrência também provocou a morte de outro policial militar, o cabo Fernando Plácido Roberto Rocha, de 38 anos, conhecido como Didi, além de quatro suspeitos. A confirmação da morte de Batista encerra um período de internação acompanhado por familiares, amigos e companheiros de corporação que aguardavam sua recuperação.

A ocorrência que mudou a vida do policial aconteceu na noite de terça-feira (28 de julho), quando equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) realizavam uma operação a partir de informações de inteligência sobre a movimentação de veículos suspeitos. Segundo a Polícia Militar, dois automóveis teriam saído da comunidade Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em direção à Penha, na Zona Norte. Os policiais iniciaram o acompanhamento e tentaram realizar uma abordagem na região de Guadalupe, mas os ocupantes de um dos veículos teriam desobedecido à ordem de parada, dando início a uma perseguição que se estendeu pela Avenida Brasil, uma das principais vias expressas da capital fluminense.

Durante a tentativa de abordagem, conforme as informações divulgadas pela corporação, os ocupantes do veículo suspeito teriam efetuado disparos contra os policiais, provocando uma troca de tiros. O confronto ganhou grandes proporções e terminou com agentes de segurança e suspeitos baleados. Charles Batista dos Santos foi atingido na região da cabeça e sofreu ferimentos graves, enquanto o cabo Fernando Plácido Roberto Rocha também acabou baleado durante a ocorrência. As equipes mobilizadas prestaram socorro aos feridos, que foram encaminhados a unidades hospitalares. O episódio avançou pela madrugada de quarta-feira (29) e mobilizou diferentes equipes das forças de segurança.

O cabo Fernando Rocha, conhecido entre colegas como Didi, não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrido. A morte do militar, de 38 anos, provocou manifestações de pesar entre integrantes da Polícia Militar, enquanto Charles permanecia internado em estado considerado grave. O confronto também deixou quatro suspeitos mortos e outros dois feridos, conforme as informações divulgadas na época. A operação resultou ainda na apreensão de seis fuzis, três pistolas, uma granada e coletes balísticos, materiais recolhidos pelas equipes policiais durante os procedimentos realizados após o tiroteio.

Além dos policiais e dos suspeitos envolvidos no confronto, um motorista de aplicativo que passava pela Avenida Brasil também foi atingido pelos disparos. Identificado como Vitor Alberto Sá de Souza, de 46 anos, ele trafegava pela via durante a ocorrência e precisou ser socorrido em estado grave. A presença de pessoas que não participavam diretamente da perseguição ampliou as consequências do episódio, que mobilizou equipes de emergência e provocou transtornos na circulação de veículos. As circunstâncias dos disparos e as responsabilidades relacionadas ao confronto passaram a ser investigadas pela Delegacia de Homicídios da Capital.

Charles foi encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, localizado na Penha, onde recebeu atendimento médico especializado. Diante da gravidade dos ferimentos, precisou passar por procedimento cirúrgico e permaneceu sob cuidados hospitalares intensivos. As primeiras informações divulgadas após o confronto indicavam que o policial apresentava lesões graves provocadas pelos disparos. Ao longo das semanas seguintes, o soldado continuou internado, enquanto familiares, amigos e colegas acompanhavam sua situação clínica e aguardavam notícias sobre uma possível recuperação.

Morador do bairro Piteiras, em Barra Mansa, Charles mantinha vínculos familiares com o município do Sul Fluminense. Sua condição de saúde passou a ser acompanhada também por moradores da região, que tiveram conhecimento do caso após a divulgação das notícias sobre o confronto na Avenida Brasil. A internação se prolongou por quase três meses, período durante o qual o policial permaneceu sob tratamento médico. Apesar dos procedimentos realizados e dos cuidados recebidos, seu estado de saúde não evoluiu para a recuperação esperada, e a morte foi confirmada nesta sexta-feira (23), aos 45 anos.

Com o falecimento de Charles Batista dos Santos, o confronto de julho passou a contabilizar a morte de dois policiais militares que participaram da ocorrência. O cabo Fernando Rocha havia morrido logo após o episódio, enquanto Batista permaneceu hospitalizado até outubro. Os dois integravam a atuação policial que terminou em troca de tiros com criminosos durante a perseguição. As investigações relacionadas ao confronto foram encaminhadas à Delegacia de Homicídios da Capital, responsável pela apuração das circunstâncias da ocorrência e dos disparos que atingiram os envolvidos.

A morte do soldado também repercutiu entre pessoas que acompanhavam sua luta pela recuperação desde julho. Familiares, amigos e companheiros de farda receberam a notícia após quase três meses de internação, encerrando um período marcado pela expectativa de melhora do policial. Até a divulgação das informações sobre o falecimento, não haviam sido confirmados publicamente os horários e locais do velório e do sepultamento. Charles Batista dos Santos deixa sua história ligada a Barra Mansa e à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, onde atuava antes de ser baleado durante a ocorrência que resultou em sua morte.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

erro: Content is protected !!