Sexta-feira, Outubro 23, 2026
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SAIU PARA ENTREGAR UMA MARMITA E NÃO VOLTOU: WILLIAM É ASSASSINADO POR CRIMINOSO QUE SE PASSOU POR POLICIAL NO VALE DO PARAÍBA


O que deveria ser uma simples entrega de marmita a um vizinho terminou com a morte de William Rodrigo de Souza Lima, de 38 anos, assassinado a tiros na noite de quinta-feira (22), no bairro Capão Grosso II, na região leste de São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Segundo informações registradas pela Polícia Civil, a vítima foi surpreendida por um criminoso armado que se apresentou como policial, ordenou que os homens se deitassem no chão e, em seguida, efetuou disparos contra William. Após o ataque, o suspeito roubou um relógio e uma corrente da vítima, ameaçou matar o vizinho caso não entregasse sua motocicleta e fugiu utilizando o veículo. William chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal da Vila Industrial, mas não resistiu aos ferimentos.

O assassinato aconteceu por volta das 23h52, na Rua Benedito Pereira Garcia, onde William havia saído de casa para entregar uma refeição ao vizinho, atividade que, segundo sua companheira, fazia habitualmente. A mulher relatou aos policiais que estava na residência quando ouviu disparos de arma de fogo vindos da rua. Assustada com o barulho, saiu para verificar o que estava acontecendo e encontrou um homem armado nas proximidades. Ao perceber sua presença, o desconhecido ordenou que ela retornasse imediatamente para dentro do imóvel, impedindo que se aproximasse do local onde o companheiro havia sido atingido.

Conforme o depoimento prestado pela mulher, o suspeito utilizava roupas escuras, touca, máscara e chinelos. As características descritas dificultaram seu reconhecimento, já que parte do rosto estava coberta. A testemunha informou que não conseguiu identificar o criminoso e que desconhecia sua identidade. A presença do homem armado, as ordens dirigidas aos moradores e os disparos provocaram uma situação de tensão na rua, enquanto William permanecia ferido após o ataque.

O vizinho que receberia a marmita também prestou depoimento à Polícia Civil e apresentou detalhes sobre a ação. Segundo seu relato, o criminoso se aproximou armado, afirmou ser policial e ordenou que ele e William se deitassem no chão. A identificação apresentada pelo suspeito teria sido utilizada para impor obediência às vítimas durante a abordagem. Na sequência, o homem efetuou disparos contra William, que acabou gravemente ferido. A investigação deverá esclarecer se o autor utilizou a falsa identificação policial como estratégia para surpreender os moradores e facilitar a execução do crime.

Depois dos tiros, o criminoso passou a recolher pertences da vítima. Conforme o boletim de ocorrência, foram levados um relógio e uma corrente que pertenciam a William. A ação, entretanto, não terminou com o roubo dos objetos pessoais. O suspeito também se voltou contra o vizinho e exigiu que ele entregasse sua motocicleta, ameaçando matá-lo caso não obedecesse. Diante da arma de fogo e das ameaças, o morador retirou o veículo da garagem e o deixou na área externa, permitindo que o assaltante fugisse.

A motocicleta levada é uma Honda CG 160 Fan vermelha, fabricada em 2024 e modelo 2025. O veículo foi utilizado pelo criminoso para deixar o local logo após o assassinato. Até as informações divulgadas sobre a ocorrência, não havia confirmação de que a moto tivesse sido recuperada ou de que o suspeito tivesse sido localizado. A Polícia Civil deverá apurar o trajeto utilizado na fuga, além de buscar possíveis imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da Rua Benedito Pereira Garcia que possam ajudar na identificação do autor.

A Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem disparos de arma de fogo na região. Quando os agentes chegaram ao endereço, William já havia sido socorrido por vizinhos e encaminhado ao Hospital Municipal da Vila Industrial. Apesar do atendimento recebido, o homem não resistiu aos ferimentos. A morte foi registrada pelas autoridades, que passaram a reunir informações sobre a dinâmica do ataque, os objetos subtraídos e as circunstâncias em que o criminoso conseguiu fugir após ameaçar as testemunhas.

Durante o registro policial, a companheira de William também mencionou uma informação que poderá ser analisada pelos investigadores. Segundo ela, terceiros teriam comentado sobre possíveis ameaças anteriores relacionadas a uma mulher com quem a vítima teria mantido um relacionamento. A declaração foi incluída no boletim de ocorrência, mas ainda não existem elementos divulgados que confirmem essas ameaças ou estabeleçam qualquer relação entre o relato e o assassinato. A identidade de eventuais envolvidos nessa informação não foi apresentada, e a motivação do homicídio permanece desconhecida.

A investigação está sob responsabilidade da 3ª Delegacia de Investigações sobre Homicídios, vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de São José dos Campos. O caso foi inicialmente registrado como homicídio e roubo de veículo. Os policiais deverão analisar os depoimentos da companheira de William e do vizinho, verificar a existência de imagens de monitoramento e buscar informações que permitam identificar o responsável pelos disparos. A sequência da abordagem, a falsa identificação como policial e o roubo dos pertences da vítima também deverão ser considerados na apuração.

Até esta sexta-feira (23), não havia confirmação pública de prisão ou identificação do autor do crime. A Polícia Civil também não havia divulgado informações sobre a localização da motocicleta roubada ou a recuperação do relógio e da corrente levados após os disparos. William Rodrigo de Souza Lima morreu aos 38 anos, depois de sair de casa para realizar uma entrega de marmita a um vizinho. O assassinato ocorreu a poucos passos da rotina familiar, e a investigação busca esclarecer quem foi o homem armado que surpreendeu a vítima, se apresentou como policial e fugiu após o ataque.

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