Sábado, Setembro 26, 2026
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FIM DA FUGA: SUSPEITA DE GOLPES DE R$ 1 MILHÃO SE ENTREGA À POLÍCIA


Depois de permanecer foragida e ser procurada até no estado de São Paulo, Luana Oliveira Franco da Rosa, de 28 anos, apresentou-se à Polícia Civil na tarde de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Itanhandu, no Sul de Minas.

Ela é investigada por suspeita de aplicar uma série de golpes financeiros contra amigos, familiares e pessoas próximas. Segundo a Polícia Civil, os prejuízos já identificados ultrapassam R$ 1 milhão.

Luana tinha uma ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça e não havia sido encontrada durante as primeiras buscas. Informações apuradas pelos investigadores indicavam que ela poderia estar em Santos, no litoral paulista, ou em Cruzeiro, no Vale do Paraíba.

A suspeita apresentou-se na delegacia acompanhada por sua defesa. A entrega foi confirmada pelo delegado responsável pela investigação.

Com a apresentação, o mandado judicial foi cumprido e Luana permaneceu à disposição da Justiça. Os advogados já haviam informado que adotaram medidas judiciais para tentar garantir que ela responda às acusações em liberdade.

A investigação teve início após vítimas relatarem operações financeiras realizadas sem autorização. Pelo menos cinco pessoas já foram identificadas pela Polícia Civil, mas o número pode aumentar com o avanço das apurações.

Entre as vítimas está uma idosa de 72 anos que conhecia Luana havia mais de dez anos e frequentava sua residência. A relação de confiança entre as duas teria sido utilizada para obter documentos, celulares e informações bancárias.

Segundo a Polícia Civil, a investigada se aproximava principalmente de pessoas com quem mantinha vínculos pessoais. Amigos, parentes e conhecidos teriam entregado documentos ou permitido acesso a dados por acreditarem nas justificativas apresentadas.

Um dos principais golpes investigados envolve financiamentos de veículos contratados em nome de terceiros. As vítimas teriam descoberto posteriormente que possuíam dívidas relacionadas a automóveis que não haviam comprado.

A polícia apura como os contratos foram realizados e quais documentos foram utilizados nas operações. Também deverá verificar se houve participação de outras pessoas ou empresas na aprovação dos financiamentos.

Além dos contratos de veículos, Luana é suspeita de obter empréstimos em nome de pessoas próximas ou solicitar dinheiro diretamente às vítimas com a promessa de devolução.

Conforme os relatos reunidos pelos investigadores, os valores não eram restituídos nas condições combinadas. Em alguns casos, as vítimas teriam ficado responsáveis por parcelas, cobranças e dívidas que não reconheciam.

A suspeita solicitava documentos pessoais, acesso a contas bancárias e celulares sob diferentes justificativas. Ela teria alegado problemas com cadastros, necessidade de pagar dívidas ou dificuldades para concluir operações financeiras em seu próprio nome.

Algumas vítimas também teriam realizado reconhecimento facial e entregado os aparelhos celulares à investigada. Esse procedimento pode ter permitido a contratação de serviços e a movimentação de contas.

A Polícia Civil deverá analisar documentos, registros bancários, contratos, mensagens e movimentações financeiras para individualizar cada golpe e calcular o prejuízo real.

Os investigadores também trabalham para identificar o destino do dinheiro e localizar eventuais veículos adquiridos por meio dos financiamentos questionados.

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça em 16 de setembro. Na ocasião, policiais foram até a casa de Luana, mas ela não foi encontrada.

Os agentes foram recebidos pela mãe da investigada, que informou que a filha não estava no imóvel. A partir daquele momento, Luana passou a ser considerada foragida.

Durante as buscas, surgiram informações de que ela poderia ter deixado Minas Gerais e seguido para Santos ou Cruzeiro. A Polícia Civil, entretanto, não confirmou que a suspeita realmente tenha permanecido em alguma das duas cidades.

Depois de aproximadamente nove dias sob ordem de prisão, Luana compareceu à Delegacia de Polícia de Itanhandu.

A apresentação não encerra o inquérito. A Polícia Civil continuará reunindo provas, ouvindo vítimas e procurando outras pessoas que possam ter sido prejudicadas.

A investigação também deverá verificar se os golpes eram praticados de maneira isolada ou se existia algum tipo de estrutura para viabilizar os financiamentos e empréstimos.

A defesa de Luana, representada pelo escritório Firmino Advocacia, contestou a necessidade da prisão preventiva.

Em nota, os advogados afirmaram que a investigada compareceu voluntariamente à delegacia no dia 3 de setembro para prestar esclarecimentos, antes da expedição do mandado.

Segundo a defesa, Luana nunca se recusou a colaborar com as autoridades e a prisão foi decretada poucos dias depois de sua apresentação espontânea.

Os advogados sustentam que não existem elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão e afirmam que já adotaram medidas para buscar sua liberdade.

A responsabilidade criminal de Luana ainda será analisada durante a investigação e em eventual processo judicial. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação.

A Polícia Civil orienta que outras pessoas que tenham entregado documentos, aparelhos celulares, dados bancários ou realizado reconhecimento facial a pedido da investigada verifiquem a existência de contratos e operações que não reconheçam.

Possíveis vítimas devem procurar uma delegacia e registrar boletim de ocorrência, levando extratos, contratos, mensagens e outros documentos que possam ajudar na apuração.

O caso continua sendo investigado em Itanhandu. A polícia busca dimensionar o valor total dos prejuízos e descobrir se existem outras vítimas no Sul de Minas, no Vale do Paraíba e em outras regiões.

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