TRAGÉDIA NO PEDREGULHO: MOTOBOY DE 21 ANOS MORRE APÓS BATER EM DOIS CARROS
Uma sequência de colisões terminou com a morte do jovem motoboy Allan Victor Rodrigo Oliveira do Carmo, de 21 anos, na tarde de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, em Guaratinguetá.
O acidente aconteceu na Avenida João Pessoa, no bairro Pedregulho, e envolveu a motocicleta conduzida por Allan, um Chevrolet Corsa e um Volkswagen Gol.
Segundo os depoimentos registrados no boletim de ocorrência, Allan seguia pela avenida no sentido Centro quando a motocicleta atingiu a lateral do Corsa.
Depois do primeiro impacto, o jovem teria perdido o controle da direção, atravessado a divisão da pista e invadido a faixa contrária.
Na sequência, a motocicleta colidiu de frente com o Volkswagen Gol, que trafegava no sentido Pedregulho.
A violência do segundo impacto deixou Allan gravemente ferido. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas e realizaram os primeiros procedimentos ainda no local.
O jovem foi encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. O nome do hospital e o horário em que a morte foi confirmada não haviam sido divulgados até a última atualização.
Allan trabalhava como motoboy e tinha nas ruas parte de sua rotina profissional. Aos 21 anos, ele teve a vida interrompida em uma das avenidas mais movimentadas da região do Pedregulho.
A morte provocou comoção entre pessoas que conheciam o jovem e chamou a atenção para os riscos enfrentados diariamente por motociclistas que trabalham ou circulam pelas vias urbanas.
A polícia ouviu os condutores envolvidos e reuniu as primeiras informações para tentar reconstruir a sequência das colisões.
De acordo com os relatos, a motocicleta estaria em alta velocidade antes de atingir o Corsa. Essa informação, no entanto, integra as versões apresentadas durante o atendimento e ainda dependerá dos demais elementos da investigação.
Não foi divulgado se havia câmeras de segurança na região que possam ter registrado o acidente. Eventuais imagens poderão ajudar a confirmar a velocidade aproximada, a posição dos veículos e a trajetória feita pela motocicleta.
A perícia também analisou os danos provocados nos três veículos. No Chevrolet Corsa, foram identificadas marcas no pneu e na roda.
Segundo o registro policial, os danos teriam sido provocados pela pedaleira da motocicleta durante a primeira colisão.
Esse vestígio é considerado importante para determinar o ponto de contato entre a moto e o automóvel, além de ajudar a compreender como Allan perdeu o controle.
Depois de atingir o Corsa, a motocicleta teria seguido sem estabilidade até entrar na pista contrária e colidir de frente com o Gol.
O motorista do Volkswagen permaneceu no local, prestou socorro e aguardou a chegada da Polícia Militar e das demais autoridades.
As informações divulgadas não apontam que os ocupantes dos carros tenham ficado feridos. Também não houve notícia de que algum dos motoristas tenha deixado o local antes da chegada da polícia.
Equipes da Polícia Militar preservaram a área para o trabalho da Polícia Civil e dos peritos. O isolamento permitiu que os vestígios fossem observados antes da retirada dos veículos.
A posição em que a motocicleta e os automóveis pararam, as marcas deixadas no asfalto e os danos nas partes atingidas deverão auxiliar na reconstituição do acidente.
Os três veículos foram submetidos à vistoria e liberados no local depois da conclusão dos procedimentos.
Na avaliação preliminar registrada pelo delegado, os elementos encontrados naquele momento não indicavam culpa dos condutores dos dois carros.
Essa análise ainda não representa uma conclusão definitiva. A classificação jurídica poderá ser modificada caso surjam novas informações, imagens ou resultados periciais durante a investigação.
A ocorrência foi inicialmente registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não existe intenção de matar.
O registro com essa natureza permite que a Polícia Civil realize as diligências necessárias até esclarecer completamente a dinâmica e verificar se houve alguma conduta com relevância criminal.
O Instituto Médico Legal foi acionado para realizar o exame necroscópico. O laudo deverá apontar quais lesões provocaram a morte do jovem e poderá integrar o inquérito.
Até a tarde deste sábado, 26 de setembro de 2026, não havia informação pública sobre o velório e o sepultamento de Allan Victor.
Também não haviam sido divulgadas manifestações da família ou detalhes sobre os locais onde o jovem trabalhava como motoboy.
A Avenida João Pessoa é uma das principais vias da zona oeste de Guaratinguetá e recebe diariamente intenso movimento de carros, motocicletas, ônibus e pedestres.
A circulação nos dois sentidos aumenta a necessidade de atenção, principalmente em trechos com acessos a estabelecimentos, entradas de bairros e mudanças de faixa.
A morte de Allan reforça o alerta para a vulnerabilidade dos motociclistas. Sem a proteção de uma carroceria, qualquer impacto pode provocar ferimentos graves, mesmo quando o primeiro contato parece de menor proporção.
O uso correto do capacete e dos equipamentos de proteção, o respeito aos limites de velocidade e a manutenção de uma distância segura são medidas essenciais para reduzir os riscos.
Para quem trabalha sobre duas rodas, como os motoboys, a exposição é ainda maior. São horas circulando em vias movimentadas, enfrentando mudanças no trânsito e convivendo com veículos de diferentes portes.
No caso de Allan, a sequência de impactos começou com um contato lateral e terminou em uma colisão frontal. Em poucos segundos, a rotina de trabalho deu lugar a uma mobilização de emergência e a uma perda irreparável.
A Polícia Civil continuará reunindo os elementos necessários para concluir o inquérito. Testemunhas e possíveis registros de câmeras poderão ajudar a esclarecer os últimos momentos antes da colisão.
Enquanto as autoridades investigam, familiares e amigos enfrentam a dor da despedida de um jovem que tinha apenas 21 anos e trabalhava diariamente pelas ruas da região.


