SOB CHUVA E NA ESCURIDÃO: HOMEM SEM DOCUMENTOS MORRE ATROPELADO POR ÔNIBUS NA BR-459 EM LORENA
Uma noite de chuva terminou em tragédia na BR-459, em Lorena. Um homem ainda não identificado morreu após ser atropelado por um ônibus no fim da noite de quarta-feira, 9 de setembro, na altura do km 32 da rodovia, no sentido Piquete.
O acidente aconteceu por volta das 23h45. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista do ônibus, de 46 anos, contou que chovia e o trecho estava muito escuro. Durante o trajeto, ele teria percebido apenas um vulto atravessando a pista e não conseguiu frear nem desviar a tempo de evitar o atropelamento.
Com o impacto, o pedestre sofreu ferimentos graves e caiu na rodovia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas a equipe constatou a morte ainda no local. Não houve possibilidade de encaminhamento da vítima a uma unidade hospitalar.
O homem não portava documentos de identificação. Pelas características observadas durante o atendimento, aparentava ter entre 50 e 55 anos. Até a última atualização, o nome dele ainda não havia sido confirmado pelas autoridades.
Durante os levantamentos, os policiais encontraram os dois chinelos atribuídos à vítima a cerca de 40 metros do local onde ocorreu o impacto. O vestígio deverá integrar a análise da dinâmica do atropelamento e demonstra a violência da colisão.
O motorista permaneceu no local depois do acidente, prestou socorro e ajudou na sinalização da rodovia até a chegada das equipes policiais. Ele transportava seis passageiros, e nenhum deles ficou ferido.
O condutor foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para o consumo de álcool. A documentação pessoal e os documentos do ônibus foram verificados e estavam regulares, conforme as informações registradas na ocorrência.
A versão apresentada pelo motorista deverá ser comparada com os vestígios encontrados na pista, os danos verificados no ônibus e o trabalho da perícia. A polícia buscará determinar o ponto exato em que o homem iniciou a travessia, as condições de visibilidade e se haveria possibilidade de evitar o atropelamento.
Não foram divulgadas informações sobre a velocidade em que o ônibus trafegava. Também não foi informado se existiam postes de iluminação em funcionamento, faixa para a travessia de pedestres ou câmeras de monitoramento nas proximidades do km 32.
O local do acidente fica perto do fim do trecho paulista da BR-459, que termina no entroncamento com a Rodovia Presidente Dutra. A rodovia atravessa Lorena e segue em direção a Piquete e ao Sul de Minas Gerais, sendo utilizada diariamente por ônibus, automóveis, motocicletas e veículos de carga.
A combinação relatada de chuva, escuridão e presença de um pedestre sobre a pista deverá ser considerada durante a apuração. A afirmação de que o motorista avistou apenas um vulto faz parte do depoimento apresentado por ele e ainda não representa a conclusão oficial sobre a responsabilidade pelo acidente.
A identidade da vítima tornou-se um dos principais pontos da ocorrência. Como o homem não carregava documentos, o reconhecimento dependerá da análise das impressões digitais, de registros de desaparecimento ou do comparecimento de familiares ao Instituto Médico Legal.
Depois dos trabalhos realizados no local, o corpo foi encaminhado ao IML de Guaratinguetá. Os procedimentos deverão auxiliar na identificação formal e na confirmação das lesões provocadas pelo atropelamento.
A polícia também poderá verificar se o homem vivia em Lorena ou em alguma cidade próxima, se caminhava habitualmente pelo trecho e de onde ele vinha antes de tentar atravessar a pista. Até a última atualização, nenhuma informação sobre sua origem ou seus familiares havia sido divulgada.
O ônibus ficou à disposição das providências relacionadas à ocorrência. Não foram informados o nome da empresa responsável, a cidade de origem, o destino da viagem ou se os passageiros seguiram posteriormente em outro veículo.
As buscas realizadas pelo Jornal A Notícia confirmaram que a vítima permanecia sem identificação nas primeiras horas após o acidente. Publicações regionais também registraram a idade aparente entre 50 e 55 anos e a localização dos chinelos aproximadamente 40 metros depois do ponto da colisão.
Até o momento, não foi divulgada uma conclusão pericial sobre a dinâmica do atropelamento. O motorista não apresentava sinais de ingestão de álcool, permaneceu no local, prestou socorro e apresentou documentação regular. A identificação do homem morto ainda era aguardada.


