Quinta-feira, Setembro 10, 2026
Plantão Policial

TENTOU SUMIR PELA MATA, MAS FOI CERCADO: ADOLESCENTE COM OITO REGISTROS É APREENDIDO NA “LOJA DO TRÁFICO” EM CAMPOS DO JORDÃO


Uma tentativa de fuga por trilhas e uma área de mata terminou com a apreensão de um adolescente de 17 anos e a retirada de centenas de porções de drogas de circulação em Campos do Jordão. A ocorrência foi registrada na noite de quarta-feira, 9 de setembro, na Vila Albertina, durante uma ação da Força Tática do 5º Batalhão de Polícia Militar do Interior.

Segundo a Polícia Militar, os agentes realizavam patrulhamento direcionado ao combate ao tráfico de drogas no bairro por volta das 20h40. A equipe avançou por trilhas existentes na região para chegar às proximidades de um ponto conhecido nos meios policiais como “Loja 1”, onde haveria movimentação relacionada à venda de entorpecentes.

Durante a incursão, os policiais avistaram um indivíduo que, ao perceber a aproximação da equipe, iniciou uma fuga. O adolescente correu em direção à área de mata e tentou utilizar a vegetação e as características do terreno para escapar da abordagem.

Os integrantes da Força Tática acompanharam o suspeito e iniciaram buscas pela mata. Apesar da tentativa de despistar os policiais, o adolescente foi localizado e abordado. A ação terminou sem informação sobre feridos.

Durante a busca pessoal e a verificação do material que estava com o jovem, os policiais encontraram 178 eppendorfs contendo cocaína, 40 porções de maconha e 26 pedras de crack. Ao todo, foram recolhidas 244 unidades de entorpecentes prontas para possível comercialização.

A quantidade e a variedade do material chamaram a atenção da equipe. Além das drogas, os policiais apreenderam R$ 1.125 em dinheiro. A ocorrência não informou a localização exata das cédulas nem se o adolescente apresentou alguma explicação sobre a origem da quantia.

Informações divulgadas após a ocorrência indicam que o adolescente possui sete registros anteriores relacionados ao tráfico de drogas e um por roubo. A existência desses registros, no entanto, não significa necessariamente que todos tenham resultado em responsabilização definitiva, uma vez que atos atribuídos a adolescentes são analisados conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O material recolhido foi apresentado no Distrito Policial responsável pela área. A ocorrência foi registrada como ato infracional análogo ao tráfico de drogas. O adolescente permaneceu apreendido e à disposição da Justiça para a adoção das medidas previstas na legislação.

A expressão “Loja do Tráfico”, utilizada na identificação do ponto da ocorrência, não se refere a um estabelecimento comercial regular. Trata-se da denominação atribuída a um local que seria usado para a venda de drogas na região. A referência a “Loja 1” também indica a forma como o ponto é identificado nas ações policiais realizadas no bairro.

A Vila Albertina possui áreas de difícil acesso e trechos de mata, características que exigem incursões por trilhas durante determinadas operações. Na ocorrência de quarta-feira, foi justamente durante uma dessas ações que os policiais visualizaram o adolescente e iniciaram o acompanhamento.

A apreensão reuniu drogas de três tipos diferentes. A cocaína estava distribuída em 178 eppendorfs, pequenos recipientes plásticos comumente utilizados para separar o entorpecente em unidades. A maconha estava dividida em 40 porções, enquanto o crack foi encontrado na forma de 26 pedras.

Não foram divulgadas informações sobre a apreensão de balança de precisão, aparelho celular, caderno com anotações ou material utilizado para embalar as drogas. Também não houve registro de arma de fogo ou munições recolhidas durante a abordagem.

A Polícia Militar não informou se outras pessoas estavam no ponto no momento da chegada da Força Tática ou se algum segundo suspeito conseguiu escapar pela região de mata. Todo o material localizado com o adolescente foi entregue à Polícia Civil e deverá permanecer apreendido para os procedimentos periciais e judiciais.

Por envolver um adolescente, a legislação impede a divulgação de informações capazes de identificá-lo. O caso seguirá sob análise dos órgãos responsáveis pela proteção e responsabilização de crianças e adolescentes, com acompanhamento da Justiça.

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