Domingo, Junho 28, 2026
Plantão Policial

MEDIDA PROTETIVA IGNORADA: HOMEM PERSEGUE EX DE MOTO, QUEBRA CARRO E INCENDEIA VEÍCULO EM VARGINHA


Uma mulher de 33 anos viveu momentos de terror em Varginha, no Sul de Minas, após ser perseguida pelo ex-companheiro, que já era alvo de uma medida protetiva de urgência. O caso aconteceu no bairro Bela Vista II e foi registrado em vídeos feitos pela vítima e por testemunhas. Segundo a Polícia Militar, o homem, de 36 anos, perseguiu a ex pelas ruas, danificou o carro dela e depois ateou fogo no veículo, que ficou completamente destruído.

A ocorrência aconteceu na quarta-feira, dia 24, e é investigada dentro do contexto da Lei Maria da Penha. De acordo com as informações divulgadas, antes do ataque o suspeito teria enviado mensagens de áudio com comentários sobre a Justiça e as forças de segurança. Mesmo impedido judicialmente de se aproximar da vítima, ele foi até o local e iniciou uma sequência de perseguição, intimidação e destruição.

As imagens registradas mostram o homem em uma motocicleta acompanhando o carro da ex-companheira. Durante o trajeto, ele se aproxima do veículo, chuta e quebra o retrovisor, além de danificar o para-brisa dianteiro. A ação expôs a vítima a risco e causou desespero, já que ela tentava escapar enquanto era seguida pelo suspeito em plena via pública.

A perseguição terminou quando a mulher conseguiu entrar em um imóvel para se proteger. Mesmo assim, o ataque continuou. Segundo a Polícia Militar, o homem utilizou um líquido inflamável e ateou fogo no carro, que estava estacionado próximo ao portão. Outro vídeo registrou o veículo sendo consumido pelas chamas, enquanto moradores acompanhavam a cena com preocupação.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater o incêndio, mas o automóvel teve perda total. A destruição do carro representou não apenas prejuízo material, mas também mais um episódio de violência e intimidação contra a vítima, que já havia buscado proteção judicial para tentar se afastar do ex-companheiro.

A perícia da Polícia Civil esteve no local para realizar os trabalhos de análise. O caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Varginha e é apurado como descumprimento de medida protetiva, perseguição, dano e incêndio criminoso, todos dentro do contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Após o crime, o suspeito fugiu. A Polícia Militar realizou buscas para tentar localizá-lo, mas ele não havia sido encontrado até a última atualização divulgada. A investigação deverá analisar os vídeos gravados durante a ocorrência, as mensagens enviadas antes do ataque, os danos causados ao veículo e o histórico da medida protetiva concedida à vítima.

O caso chama atenção pela escalada de violência mesmo após a concessão de uma medida protetiva. A decisão judicial existe para afastar o agressor, proteger a vítima e impedir novas aproximações, mas o descumprimento pode colocar a mulher em risco imediato. Em situações como essa, a perseguição pode evoluir rapidamente para agressões, destruição de patrimônio, incêndio criminoso e ameaça direta à vida.

A Lei Maria da Penha prevê instrumentos de proteção para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, incluindo medidas que impedem aproximação, contato e perseguição por parte do agressor. Quando essas determinações são ignoradas, o caso passa a exigir resposta rápida das autoridades, justamente para evitar que a violência avance para consequências ainda mais graves.

A situação registrada em Varginha também reforça a importância da documentação dos fatos. Os vídeos feitos pela vítima e por testemunhas poderão ser usados como elementos importantes na investigação. Registros de imagem, mensagens, áudios, relatos de vizinhos e boletins anteriores ajudam a comprovar a sequência de violência e a responsabilizar o agressor.

Além do impacto jurídico, o caso expõe o medo vivido por muitas mulheres que, mesmo com medida protetiva, continuam sendo perseguidas por ex-companheiros. A violência doméstica nem sempre começa com agressão física. Muitas vezes, aparece em forma de controle, ameaça, intimidação, perseguição, destruição de bens e tentativa de impedir que a vítima retome a própria vida.

No caso de Varginha, a vítima conseguiu buscar abrigo antes que a situação terminasse de forma ainda mais grave. Ainda assim, o ataque deixou marcas, prejuízo e a sensação de insegurança. O carro incendiado se tornou símbolo de uma violência que ultrapassa o dano material e atinge diretamente a liberdade, a tranquilidade e a proteção da mulher.

A Polícia Civil segue investigando o caso e deve apurar a responsabilidade do suspeito pelos crimes atribuídos. Enquanto ele não é localizado, a vítima permanece amparada pelas medidas legais e pelas providências adotadas pelas autoridades.

O episódio no bairro Bela Vista II terminou sem registro de ferimentos físicos à mulher, mas com um alerta claro: o descumprimento de medida protetiva precisa ser tratado com seriedade e rapidez. A vítima pediu proteção, a Justiça determinou o afastamento, mas o suspeito teria ignorado a ordem, perseguido a mulher e incendiado o veículo dela em plena via pública.

A investigação continua, e o homem permanece procurado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

error: Content is protected !!