Sexta-feira, Junho 19, 2026
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Mulher citada em investigação sobre desaparecimento de Bruna procura jornal e nega envolvimento no caso


A mulher identificada pelas iniciais P.J.A.M., citada em documentos da investigação que apura o desaparecimento de Bruna de Oliveira da Silva, procurou o Jornal A Notícia para apresentar sua versão sobre os fatos e afirmar que não possui qualquer envolvimento com o desaparecimento da jovem.

O nome de P.J.A.M. apareceu na apuração conduzida pela Polícia Civil após o cumprimento de mandados de busca em Piquete, na quinta-feira, 11 de junho, ação que partiu de uma denúncia sigilosa recebida pelas autoridades. Na ocasião, um aparelho celular vinculado a ela foi apreendido para análise pericial. Na mesma ação, também foi apreendido um celular vinculado a M.R.S., ex-companheiro de P.J.A.M.

A ação em Piquete foi realizada dentro do inquérito que investiga o desaparecimento de Bruna e teve como objetivo buscar elementos que possam ajudar a Polícia Civil a esclarecer os últimos contatos da jovem, possíveis deslocamentos, eventuais vínculos com investigados e informações armazenadas em aparelhos celulares. Os equipamentos apreendidos deverão passar por perícia para extração de dados, como mensagens, ligações, contatos, registros de localização, arquivos e outros conteúdos que possam contribuir com a investigação.

Segundo a investigação, uma das linhas apuradas considera a possibilidade de que P.J.A.M. pudesse ter prestado algum tipo de auxílio a M.R.S., hipótese que segue sob investigação e sem qualquer conclusão definitiva.

Em contato com a reportagem, P.J.A.M. afirmou ser inocente e declarou que não teve participação no desaparecimento de Bruna. Ela também contestou uma das denúncias que constam nos autos da investigação, que apontaria a possibilidade de sua residência ter sido utilizada como esconderijo por M.R.S. para evitar abordagens policiais. A mulher afirma ser vítima de uma denúncia incoerente.

Segundo ela, essa informação não corresponde à realidade. P.J.A.M. relatou ainda que seu vínculo com o caso decorre do fato de que seu ex-companheiro, M.R.S., mantinha contato e, segundo ela, também um relacionamento extraconjugal com Bruna antes do desaparecimento. Ela afirmou que só descobriu essa relação cerca de cinco meses após a separação do casal.

A mulher também demonstrou preocupação com a apreensão do telefone celular, afirmando que o aparelho contém conteúdos pessoais e íntimos. Ela disse confiar no trabalho da Polícia Civil, mas espera que, após a realização das perícias necessárias, o equipamento seja devolvido o mais breve possível.

O desaparecimento de Bruna de Oliveira da Silva continua sendo investigado pela DIG de Cruzeiro. A jovem, moradora de Cruzeiro e mãe de duas crianças, desapareceu após sair de sua residência no condomínio Colinas da Mantiqueira, em setembro de 2025. Desde então, familiares aguardam respostas sobre seu paradeiro.

A Polícia Civil ressalta que as pessoas mencionadas na investigação são tratadas como investigadas ou citadas em linhas de apuração, não havendo condenação ou responsabilização judicial até o momento. As diligências prosseguem com o objetivo de esclarecer os fatos, localizar Bruna e reunir elementos que possam contribuir para a elucidação completa do caso.

Jornal A Notícia 🗞️

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