ADEUS A BRANQUINHO: CAMINHONEIRO MORRE PRESO ÀS FERRAGENS APÓS CARRETA COM 75 BOIS TOMBAR EM MINAS
O caminhoneiro José Francisco Teixeira Junior, conhecido como Branquinho, morreu depois que a carreta que dirigia tombou na MGC 491, entre os municípios de Elói Mendes e Paraguaçu, no Sul de Minas Gerais. O veículo transportava aproximadamente 75 bovinos quando saiu da pista durante a madrugada de sexta-feira, dia 17 de julho de 2026.
O acidente aconteceu por volta das 3h, nas proximidades dos quilômetros 210 e 211 da rodovia, em um trecho conhecido como Rodovia Agnaldo Salles, próximo ao acesso da Ponte Velha. As circunstâncias que levaram o caminhão a sair da pista ainda não foram esclarecidas.
Segundo as informações reunidas durante o atendimento, a carreta atingiu uma defensa metálica antes de tombar. Com a força do impacto, a cabine ficou completamente destruída e o motorista permaneceu preso às ferragens.
Equipes do Corpo de Bombeiros de Alfenas foram acionadas para atender à ocorrência. Ao chegarem ao local, os militares encontraram uma situação complexa, envolvendo a retirada do caminhoneiro, a presença de dezenas de animais dentro da carroceria e a necessidade de manter a segurança na rodovia.
José Francisco não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Por causa das condições em que a cabine ficou após o tombamento, os bombeiros precisaram utilizar equipamentos específicos para acessar a vítima e realizar a retirada do corpo.
A operação também exigiu atenção especial com os bovinos. Parte dos animais permaneceu presa dentro da estrutura da carreta, enquanto outros ficaram agitados após o impacto. Alguns bois morreram em consequência do acidente, mas a quantidade exata não foi divulgada.
Diante do risco provocado pela movimentação dos animais, as equipes priorizaram inicialmente a contenção do gado sobrevivente. A presença de bovinos assustados em uma área próxima à pista poderia causar novos acidentes e colocar em perigo bombeiros, funcionários da concessionária e motoristas que trafegavam pela região.
Um médico veterinário foi chamado para acompanhar o resgate. Parte dos animais precisou ser sedada para que a retirada e o transbordo fossem realizados com maior segurança. O procedimento permitiu que os bovinos sobreviventes fossem removidos da carreta sem ampliar os riscos da operação.
A concessionária EPR Vias do Café participou do atendimento, auxiliando na sinalização da rodovia, no controle do trânsito e na remoção do veículo. O trecho precisou ser interditado durante parte dos trabalhos, provocando lentidão entre Elói Mendes e Paraguaçu.
A retirada da carreta dependia da conclusão do resgate dos animais e dos procedimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros. Somente após a estabilização da carga viva foi possível avançar no destombamento e na liberação da pista.
A carreta tinha placas de Barretos, cidade do interior de São Paulo onde José Francisco era conhecido. A confirmação da morte provocou manifestações de pesar entre familiares, amigos e colegas de profissão, que prestaram homenagens ao caminhoneiro nas redes sociais.
As informações divulgadas apresentam versões diferentes sobre a origem e o destino da viagem. Uma das apurações indicava que a carga havia saído de Ubá e seguiria para Altinópolis, no interior de São Paulo. Outra apontava uma rota entre Visconde do Rio Branco e Pouso Alegre. Como não houve confirmação oficial sobre o itinerário, o percurso completo ainda depende de esclarecimento.
Também não foram divulgados detalhes sobre a idade de José Francisco, o número exato de bovinos mortos ou a extensão dos danos provocados na carreta. A perícia deverá reunir elementos para determinar o que provocou a saída do veículo da pista.
Até o momento, não existe confirmação de falha mecânica, excesso de velocidade, mal súbito, cansaço, participação de outro veículo ou problema estrutural na rodovia. Essas possibilidades somente poderão ser analisadas depois da conclusão dos exames técnicos e da investigação da ocorrência.
A morte de Branquinho encerrou de forma trágica mais uma viagem pelas rodovias do país. Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer as causas do tombamento, familiares, amigos e companheiros de estrada se despedem do caminhoneiro que perdeu a vida preso à cabine do veículo que conduzia.


