CAIU O SEGUNDO: POLÍCIA PRENDE MAIS UM SUSPEITO DE SEQUESTRAR E MATAR THALES NA ZONA LESTE DE SÃO JOSÉ
A Polícia Civil avançou mais uma etapa na investigação do assassinato de Thales Rudson Torres, de 23 anos, encontrado morto com marcas de tiros em uma estrada rural de Caçapava. Nesta quarta-feira, 27, a Delegacia de Homicídios de São José dos Campos prendeu Welithon Ferreira de Araújo Neto, de 19 anos, apontado como o segundo dos quatro suspeitos identificados no crime. Ele foi localizado no bairro Pousada do Vale, na região leste de São José dos Campos.
A captura aconteceu depois que a Justiça decretou, na terça-feira, 26, a prisão preventiva dos quatro investigados pela morte de Thales. Antes de Welithon, a Polícia Civil já havia prendido Vitor Eduardo Adrião Francisco, de 22 anos, no Jardim Nova Michigan, também na zona leste. Os policiais chegaram aos suspeitos após denúncias recebidas por telefone.
Thales foi encontrado morto na manhã de 30 de março de 2026, na Estrada Padre Piedade, no bairro Guamirim, em Caçapava. Segundo a investigação, ele estava desaparecido desde a noite anterior e foi localizado com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo. Morador da região leste de São José dos Campos, o jovem não possuía antecedentes criminais.
A Polícia Civil aponta que o crime começou após uma confusão nas proximidades da Adega da 20, também conhecida como Toca dos Drack. Thales teria sido acusado de um suposto abuso sexual, mas testemunhas ouvidas no inquérito afirmaram não ter presenciado qualquer ato de violência sexual envolvendo a vítima. A partir dessa acusação, segundo a apuração, o jovem foi cercado pelos suspeitos e obrigado a entrar em um carro vermelho. Um segundo veículo, de cor preta, teria acompanhado a movimentação.
Depois de deixar a adega, Thales teria sido levado inicialmente em direção ao Jardim Monterrey e, em seguida, para uma área rural, onde foi assassinado. Imagens de câmeras de monitoramento e da própria adega teriam registrado a confusão e o momento em que a vítima saiu do local acompanhada pelos agressores, o que ajudou os investigadores a reconstruir a dinâmica do crime.
Durante as diligências, Vitor Eduardo foi localizado internado no Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial, com ferimentos causados por disparo de arma de fogo na mão. Inicialmente, ele apresentou uma versão considerada evasiva pelos policiais, mas depois decidiu prestar novo depoimento. Segundo a investigação, Vitor relatou que, após a acusação feita pela mãe de uma criança, ele, Luan e Welithon passaram a perseguir Thales.
Ainda conforme o relato, o grupo levou o jovem até uma estrada rural sob o pretexto de “conversar” e agredi-lo. Wellington Cristiano de Oliveira, conhecido como Dentinho, estaria armado com uma arma longa. Em determinado momento, ao tentar atingir Thales com a coronha da arma, teria ocorrido um disparo acidental, que atingiu Vitor na mão e na perna. A Polícia Civil afirma que Vitor confessou estar no local e declarou que o tiro que o feriu saiu da mesma arma usada por Dentinho para matar Thales.
Com as prisões de Vitor Eduardo e Welithon Ferreira, dois dos quatro investigados já foram capturados. Continuam foragidos Wellington Cristiano de Oliveira, de 32 anos, conhecido como Dentinho, e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro, de 29 anos. Segundo a Polícia Civil, Welithon não tinha registro no estado de São Paulo, apenas no estado da Bahia.
A Polícia Civil havia solicitado anteriormente a prisão temporária dos investigados, mas o pedido foi negado pela Justiça de Caçapava. Com o avanço das apurações e o envio do inquérito para a Comarca de São José dos Campos, a Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro suspeitos.
A Delegacia de Homicídios segue em diligências para localizar os outros dois investigados. Denúncias sobre o paradeiro de Wellington Cristiano de Oliveira e Luan Fabrício dos Reis Ribeiro podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou pelo WhatsApp da Delegacia de Homicídios de São José dos Campos, no número (12) 3931-0220. O sigilo é garantido.


