Terça-feira, Outubro 20, 2026
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MISTÉRIO SE APROFUNDA: CORPO DE PAI É ENCONTRADO NO RIO PARAÍBA E FILHO DE 21 ANOS SEGUE DESAPARECIDO


O desaparecimento de pai e filho em Volta Redonda ganhou um novo e grave desdobramento após a localização do corpo de Carlos Alberto da Rocha, de 38 anos, nas águas do Rio Paraíba do Sul, em Pinheiral, no Sul Fluminense. Enquanto a família tenta lidar com a confirmação da morte, permanece a angústia em torno do paradeiro de Ângelo Gabriel Rocha Oliveira, de 21 anos, que continua desaparecido e ainda não foi localizado.

Carlos e Ângelo moravam no conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida, no núcleo Colorado, no bairro Três Poços, em Volta Redonda. O desaparecimento dos dois vinha mobilizando familiares, conhecidos e pessoas próximas, que passaram a compartilhar informações na tentativa de obter qualquer pista sobre o que poderia ter acontecido.

As primeiras informações sobre o caso indicam que Ângelo deixou de manter contato com os familiares no dia 10 de outubro. A ausência repentina chamou atenção porque o jovem também interrompeu suas atividades nas redes sociais, o que levou parentes a procurarem a polícia e formalizarem o desaparecimento.

Uma tia de Ângelo chegou a registrar a ocorrência e repassou características físicas que pudessem ajudar na identificação do jovem. Ele tem cerca de 1,80 metro de altura, cabelos encaracolados, usa cavanhaque e possui uma cicatriz no peito.

Com o passar dos dias, Carlos também passou a ser procurado. Ainda não está completamente esclarecido se pai e filho desapareceram juntos, se saíram em momentos diferentes ou se Carlos teria iniciado alguma busca pelo filho antes de também deixar de ser localizado.

Essa falta de clareza sobre a sequência dos acontecimentos permanece como um dos principais pontos a serem esclarecidos pela investigação.

Antes mesmo da localização do corpo de Carlos, a família de Ângelo havia recebido relatos não confirmados de que o jovem poderia ter sido morto junto com outra pessoa e que os corpos teriam sido jogados no Rio Paraíba do Sul. Naquele momento, porém, não havia qualquer confirmação policial sobre essa versão, nem localização de corpos que sustentasse a informação.

A descoberta do corpo de Carlos no rio passou a aumentar ainda mais o número de perguntas em torno do caso. Após a localização, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde posteriormente ocorreu o reconhecimento.

Segundo pessoas próximas à família, o corpo de Carlos apresentaria um ferimento na região da cabeça que poderia ser compatível com disparo de arma de fogo. Essa informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente por laudo pericial, pelo IML ou pela Polícia Civil.

Por esse motivo, ainda não é possível afirmar de maneira definitiva qual foi a causa da morte de Carlos ou se ele foi vítima de homicídio.

Também permanecem sem resposta as circunstâncias em que o corpo chegou ao Rio Paraíba do Sul. Até a última atualização, não havia informação pública confirmada sobre o local exato da morte, eventual participação de terceiros ou se Carlos teria sido morto em outro ponto e posteriormente lançado na água.

Outro aspecto que ainda depende de esclarecimento é a possível ligação entre a morte de Carlos e o desaparecimento de Ângelo. A coincidência temporal e o fato de ambos estarem sendo procurados pela família levantam questionamentos, mas não há confirmação oficial de que os dois casos tenham ocorrido da mesma forma ou estejam diretamente relacionados por uma única dinâmica criminosa.

Ângelo, por enquanto, continua sendo tratado como desaparecido. Não há confirmação de que ele tenha sido morto, encontrado ferido ou localizado em qualquer outro município.

A investigação do desaparecimento já vinha sendo acompanhada pela 93ª Delegacia de Polícia de Volta Redonda. Com a localização do corpo de Carlos, novas diligências deverão buscar esclarecer tanto a morte quanto o paradeiro do jovem.

A Polícia Civil poderá analisar imagens, depoimentos, registros de deslocamento, contatos telefônicos e outras informações que possam ajudar a reconstruir os últimos passos de pai e filho antes do desaparecimento.

O caso também deverá depender de exames do Instituto Médico Legal para definir oficialmente a causa da morte de Carlos e verificar se há elementos que apontem para violência.

Enquanto isso, familiares seguem aguardando qualquer informação sobre Ângelo. A localização do corpo do pai trouxe uma resposta dolorosa para uma parte do caso, mas manteve aberto o principal questionamento que envolve o filho.

O sepultamento de Carlos Alberto estava previsto para esta terça-feira, 20 de outubro, no Cemitério do Retiro, em Volta Redonda, conforme informações repassadas por pessoas próximas.

Até a última atualização, não haviam sido divulgados suspeitos, prisões, resultado de necropsia ou confirmação oficial de homicídio. Também não havia novas informações sobre o paradeiro de Ângelo Gabriel Rocha Oliveira.

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