Domingo, Outubro 18, 2026
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“ENTROU NO PONTO CEGO”, DIZ MOTORISTA: MAURO, DE 69 ANOS, MORRE ATROPELADO NA FAIXA EM CAÇAPAVA


Mauro Aparecido de Souza Gomes, de 69 anos, morreu após ser atropelado por uma carreta enquanto atravessava pela faixa de pedestres na manhã de sexta-feira, 16 de outubro, em Caçapava. O acidente aconteceu na Rua Barreto Leme, na região da Rotatória do Simpatia Dutra, no bairro Jardim Maria Cândida. Em depoimento à Polícia Civil, o motorista afirmou que o idoso entrou no ponto cego do caminhão no momento em que ele avançava pela via.

O acidente ocorreu por volta das 6h40. Mauro atravessava a rua quando foi atingido por um caminhão DAF com semirreboque. Ele morreu ainda no local. A ocorrência mobilizou equipes de emergência e da Polícia Militar, além da Polícia Científica, responsável pelos trabalhos de perícia.

Imagens de câmeras de segurança registraram os momentos anteriores ao atropelamento. Segundo as informações reunidas no boletim e nas reportagens que tiveram acesso ao vídeo, o caminhão aparece se aproximando em baixa velocidade, enquanto Mauro inicia a travessia pela faixa de pedestres.

O registro em vídeo deverá ser um dos principais elementos analisados pela investigação. Apesar de mostrar a dinâmica anterior ao impacto, as imagens não definem, por si só, a responsabilidade pelo acidente.

Em depoimento, o motorista explicou que pretendia contornar a rotatória para acessar uma empresa próxima, onde faria um carregamento. Ele contou que viu Mauro parado na calçada antes de avançar e que, ao iniciar a manobra, olhou para a esquerda para observar o tráfego.

Segundo a versão apresentada pelo condutor, o idoso teria começado a atravessar justamente quando a carreta já estava próxima da faixa. O motorista afirmou que Mauro acabou entrando no chamado ponto cego do veículo, ficando fora de seu campo de visão antes do atropelamento.

O ponto cego em veículos pesados corresponde às áreas próximas ao caminhão que não podem ser visualizadas diretamente pelo condutor pelos retrovisores. A existência dessa limitação, entretanto, não determina automaticamente a responsabilidade pelo acidente, que dependerá da análise de todos os elementos reunidos pela Polícia Civil.

Mauro estava acompanhado da filha no momento da ocorrência. Ela recebeu atendimento médico e foi encaminhada ao Hospital Municipal Fusam. As informações iniciais indicaram que a mulher não sofreu ferimentos graves, mas estava bastante abalada após presenciar o atropelamento.

O motorista permaneceu no local durante o atendimento da ocorrência e prestou depoimento às autoridades. Ele afirmou que não havia consumido bebida alcoólica. De acordo com o registro policial, não apresentava sinais aparentes de embriaguez.

A carreta pertence a uma transportadora de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul. A empresa manifestou pesar pela morte de Mauro e informou que colaboraria com as autoridades para o esclarecimento das circunstâncias do acidente.

A Polícia Civil registrou inicialmente o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor, classificação utilizada em ocorrências de trânsito com morte em que não há intenção de matar. A própria autoridade policial, entretanto, ressaltou que ainda não existem elementos suficientes para afirmar se houve culpa do motorista.

A investigação deverá considerar o laudo pericial, o vídeo de segurança, o depoimento do condutor, eventuais testemunhas e as condições da via e do veículo. Somente depois da reunião desses elementos será possível estabelecer com maior precisão a dinâmica do acidente.

As primeiras informações sobre a ocorrência chegaram a apresentar versões divergentes sobre o que havia acontecido. Posteriormente, as imagens e a investigação confirmaram que Mauro era pedestre e atravessava a via pela faixa quando foi atingido pela carreta.

A morte do idoso ocorreu em um trecho movimentado de Caçapava, nas proximidades do acesso à Rodovia Presidente Dutra. A região concentra circulação frequente de veículos pesados por causa da presença de empresas e acessos logísticos.

Enquanto o inquérito prossegue, a versão apresentada pelo motorista será confrontada com os demais elementos técnicos da investigação. Até o momento, não há conclusão oficial sobre responsabilidade pelo atropelamento.

Vídeo apresentado à polícia mostra o momento do atropelamento. Foto: Reprodução

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