Sábado, Outubro 17, 2026
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“JEAN GREY” VOLTA À MIRA DA JUSTIÇA: ESTAGIÁRIA DA OPERAÇÃO X-MEN TERIA ROMPIDO TORNOZELEIRA E ESTÁ PROCURADA


Uma estagiária de Direito investigada no âmbito da Operação X-Men voltou a ser procurada pela Justiça após, segundo informações atribuídas a fonte policial, ter rompido a tornozeleira eletrônica e deixado de ser localizada. Conhecida pelo codinome “Jean Grey” dentro da investigação, ela havia sido presa durante a operação realizada em agosto de 2026, em Taubaté, mas posteriormente teria obtido o direito de cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

De acordo com as informações divulgadas, um novo mandado de prisão preventiva foi expedido no dia 7 de outubro de 2026 pela 3ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. A ordem aparece como pendente de cumprimento no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, o BNMP.

A informação de que a investigada teria rompido a tornozeleira eletrônica e desaparecido foi divulgada a partir de apuração com fonte policial. Até o momento, não há confirmação pública detalhada por parte da Justiça ou de outro órgão oficial sobre as circunstâncias exatas do rompimento do equipamento e sobre quando ela deixou de ser localizada. Por isso, esse ponto ainda deve ser tratado como informação em apuração.

A estagiária havia sido presa em agosto durante a Operação X-Men, deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais de Taubaté. A ação teve como alvo uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, armas e homicídios ligados à disputa por território no comércio de entorpecentes.

Segundo a investigação, a jovem teria exercido a função de elo entre integrantes do grupo que estavam presos e comparsas que permaneciam em liberdade. A suspeita é de que ela transmitia recados, cartas e ordens que partiam de lideranças encarceradas e chegavam aos demais membros da organização.

O codinome “Jean Grey” teria sido utilizado dentro do próprio grupo investigado. Outros integrantes também usariam nomes inspirados em personagens dos X-Men, o que acabou dando origem ao nome da operação.

Entre os nomes citados pela investigação está Renato Capone de Souza, conhecido como “Pig” ou “Capone”, apontado como uma das lideranças do grupo. Ele está preso desde 2024 e, segundo a Polícia Civil, exerceria influência sobre integrantes que permaneciam nas ruas.

A Operação X-Men cumpriu 17 mandados de prisão preventiva. Dez pessoas foram presas na ocasião e outras sete não foram encontradas inicialmente. A ação também incluiu cumprimento de mandados de busca e apreensão e análise de materiais que poderão ser utilizados para ampliar as investigações.

As apurações da Polícia Civil apontam para uma estrutura organizada, com divisão de funções e diferentes formas de atuação. Entre os métodos investigados estão o uso de perfis femininos falsos em redes sociais para se aproximar de rivais, levantar informações sobre rotinas, endereços, relacionamentos e veículos, além do uso de carros furtados ou roubados que teriam sido adulterados para dificultar a identificação.

A investigação também apura a utilização de armas e a possível participação de integrantes do grupo em homicídios relacionados à disputa pelo controle do tráfico. Há divergências entre os números divulgados em diferentes momentos. Parte das informações aponta para cerca de 15 homicídios diretamente relacionados às apurações da operação, enquanto outros levantamentos mencionam uma onda de mais de 40 mortes ocorridas no contexto das disputas criminosas da região. Não há confirmação de que todos esses casos sejam atribuídos diretamente ao mesmo grupo.

Após ser presa durante a Operação X-Men, a estagiária teria passado por audiência de custódia e conseguido o direito de cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, segundo a informação de fonte policial, ela teria rompido o equipamento e deixado de ser localizada.

Com o novo mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, ela passou novamente à condição de procurada. Até agora, não foram divulgadas informações oficiais sobre uma eventual reapresentação, recaptura ou localização da investigada.

A defesa também não apresentou manifestação pública conhecida sobre a nova ordem de prisão e sobre a informação de que a tornozeleira teria sido rompida.

A investigação da Operação X-Men continua sendo conduzida pela Polícia Civil e envolve diferentes frentes, incluindo tráfico de drogas, associação criminosa, circulação de armas e homicídios. O material recolhido durante as diligências e os dados obtidos em aparelhos eletrônicos fazem parte do conjunto analisado pelos investigadores.

Enquanto o novo mandado permanece pendente de cumprimento, a estagiária segue sendo procurada. As responsabilidades individuais de cada investigado ainda serão analisadas ao longo do processo judicial.

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