CERCO AO TRÁFICO EM CRUZEIRO: DISE E DIG PRENDEM DOIS IRMÃOS APÓS INVESTIGAÇÃO E APREENDEM DROGAS, BALANÇAS E DINHEIRO
Uma operação conjunta da Polícia Civil realizada ontem, quinta-feira, 15 de outubro, terminou com dois irmãos presos em flagrante em Cruzeiro, suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ação foi realizada pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Cruzeiro, a DISE, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais, a DIG, depois de um período de investigação que reuniu trabalho de inteligência, monitoramento, campanas e acompanhamento da movimentação dos suspeitos. Segundo a Polícia Civil, os irmãos, identificados pelas iniciais L.D.D., conhecido como “Z.”, e L.G.D.D., conhecido como “B.”, já vinham sendo investigados por possível atuação conjunta na comercialização de entorpecentes no município.
De acordo com as apurações, os dois teriam participação direta na atividade investigada, com indícios de divisão de funções entre eles. A Polícia Civil aponta que um dos irmãos exerceria uma posição de maior comando sobre o outro dentro da dinâmica acompanhada pelas equipes especializadas. Com base nos elementos reunidos ao longo da investigação, a autoridade policial representou pela expedição de mandados de busca e apreensão domiciliar, posteriormente autorizados pelo Poder Judiciário. As ordens permitiram que a investigação avançasse para uma fase mais ostensiva, culminando na operação realizada ontem.
Antes do cumprimento dos mandados, os investigadores realizaram novas diligências de vigilância e acompanhamento dos locais investigados. Durante esse trabalho, a equipe registrou em imagens uma movimentação considerada compatível com a venda de drogas, com entradas e saídas de pessoas em curto espaço de tempo. Em uma dessas ocasiões, os policiais abordaram uma pessoa que havia acabado de deixar o endereço monitorado e localizaram com ela uma porção de crack. Segundo a Polícia Civil, o abordado afirmou ter adquirido a droga diretamente com um dos investigados e relatou ainda que aquela não teria sido a primeira vez em que comprava entorpecentes naquele mesmo local.
Esse depoimento passou a integrar o conjunto de informações já reunidas durante as campanas e reforçou a linha investigativa mantida pela DISE e pela DIG. Na sequência, ainda durante a operação de quinta-feira, 15 de outubro, as equipes deram cumprimento aos mandados judiciais e avançaram para as buscas. Segundo a Polícia Civil, um dos investigados tentou dificultar a entrada dos agentes no imóvel e, durante a chegada das equipes, teria dispensado parte dos entorpecentes em direção a imóveis vizinhos. Apesar da tentativa, os policiais conseguiram localizar e apreender materiais que passaram a integrar a ocorrência.
Ao término das buscas, foram apreendidas três porções maiores de maconha, totalizando aproximadamente 35 gramas, um pino contendo cocaína, uma porção de crack, duas balanças de precisão, três aparelhos celulares e R$ 463 em dinheiro, distribuídos em notas de diferentes valores. Outros objetos considerados relevantes também foram recolhidos para análise. Segundo a investigação, as balanças seriam utilizadas para o fracionamento das drogas, enquanto os celulares poderão ajudar a esclarecer contatos, comunicações e possíveis conexões com outras pessoas.
A Polícia Civil informou ainda que os aparelhos eletrônicos apreendidos apresentam registros e conteúdos que deverão ser submetidos a análise pericial. O objetivo será aprofundar a investigação e verificar se existem elementos capazes de indicar outros envolvidos, compradores, fornecedores ou pessoas que eventualmente prestavam algum tipo de apoio à atividade investigada. O material também poderá ajudar a esclarecer com maior precisão a forma de atuação dos dois irmãos e se havia uma estrutura mais ampla de distribuição de drogas.
As diligências realizadas antes e durante a operação de ontem foram consideradas fundamentais para a prisão em flagrante. A abordagem da pessoa que havia acabado de sair do local, a droga encontrada com ela, o relato de que a compra teria ocorrido diretamente com um dos suspeitos e os materiais apreendidos durante as buscas formaram o conjunto de elementos avaliados pela autoridade policial.
Diante das provas reunidas até aquele momento, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante de L.D.D. e L.G.D.D. pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006. A autoridade policial também representou pela conversão das prisões em flagrante em prisões preventivas, medida que ainda depende da análise do Poder Judiciário.
Ao todo, a operação realizada ontem, dia 15, contou com quatro viaturas e nove policiais. Três pessoas foram conduzidas durante a ação e duas acabaram presas. A participação conjunta da DISE e da DIG permitiu que as equipes unissem informações obtidas durante a investigação sobre drogas com técnicas de apuração utilizadas em crimes de maior complexidade.
A Polícia Civil destaca que o trabalho não se resumiu à apreensão dos entorpecentes encontrados durante a ação. A investigação vinha sendo desenvolvida anteriormente e buscava justamente compreender a dinâmica da atividade atribuída aos irmãos, os locais utilizados, a movimentação de compradores e a eventual divisão de funções entre os envolvidos.
A quantidade de droga apreendida será analisada junto com os demais elementos da investigação, principalmente os registros obtidos durante as campanas, o depoimento da pessoa abordada e o conteúdo dos celulares recolhidos. A Polícia Civil deverá agora aprofundar essa análise antes de definir se haverá novas diligências ou representação por outras medidas judiciais.
Também deverá ser apurado se os objetos apreendidos possuem relação com outras ocorrências e se existe participação de terceiros ainda não identificados. Até o momento, a operação de quinta-feira resultou na prisão dos dois irmãos, mas a investigação continua aberta para esclarecer possíveis ramificações.
Os suspeitos foram autuados pelos crimes atribuídos pela autoridade policial e permaneceram à disposição da Justiça. A responsabilidade criminal definitiva dependerá do andamento do processo e das decisões judiciais posteriores.
A Polícia Civil segue com a investigação por meio das unidades especializadas de Cruzeiro e deverá incorporar ao inquérito os resultados das análises periciais realizadas nos celulares e demais materiais recolhidos durante a operação de 15 de outubro.


