CRIANÇA DE 5 ANOS APARECE COM HEMATOMAS APÓS EPISÓDIO EM CEI E PROFESSOR É AFASTADO EM CARAGUATATUBA
Um caso envolvendo uma criança de apenas 5 anos provocou preocupação entre familiares e mobilizou a Prefeitura de Caraguatatuba, a Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. O pai do menino registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (30) depois de ser informado de que o filho teria sido agredido dentro do Centro de Educação Infantil Santina Nardi, na região do Jardim Estrela D’Alva. O caso foi registrado para apuração como lesão corporal, enquanto o profissional mencionado na denúncia foi afastado das atividades pela administração municipal.
Segundo o relato apresentado pelo pai, a própria unidade escolar teria comunicado à família o que havia ocorrido. Uma coordenadora teria informado que o professor segurou a criança durante uma situação ocorrida dentro da escola, provocando marcas e escoriações. O pai afirmou que o menino apresentava hematomas principalmente nos braços e nas costas, o que levou a família a procurar atendimento médico e posteriormente registrar a ocorrência para que as circunstâncias fossem esclarecidas pelas autoridades.
De acordo com a versão relatada pela criança ao pai, o menino estava utilizando uma fantasia de super-herói e teria desobedecido a uma orientação para permanecer sentado. Nesse momento, ainda segundo o relato familiar, o profissional teria ameaçado retirar a fantasia e segurado o garoto pelo braço próximo a uma parede. Uma professora que teria presenciado a situação precisou intervir para que a criança fosse solta. Esses elementos fazem parte da denúncia e ainda deverão ser confrontados com depoimentos, eventuais imagens e demais provas reunidas durante a investigação.
Outra informação registrada sobre o episódio aponta que o menino apresentava marcas no braço compatíveis com forte pressão dos dedos. A Polícia Civil deverá apurar exatamente o que aconteceu dentro da unidade escolar, quem presenciou a ocorrência e se existem câmeras de monitoramento capazes de registrar o momento denunciado.
Após o ocorrido, a criança foi levada para atendimento em um pronto-socorro particular. Não foram divulgadas informações indicando necessidade de internação, mas as marcas encontradas no corpo passaram a integrar a documentação apresentada no caso. Fotografias dos hematomas também deverão ajudar na apuração, juntamente com eventual documentação médica produzida após o atendimento.
O episódio ganhou repercussão porque aconteceu dentro de uma unidade destinada ao atendimento de crianças pequenas, ambiente no qual famílias esperam cuidado, proteção e acompanhamento constante. A idade do menino também aumenta a atenção sobre o caso, já que crianças nessa faixa etária possuem maior vulnerabilidade física e dependem diretamente dos adultos responsáveis pelo ambiente escolar.
A Prefeitura de Caraguatatuba informou que adotou providências logo após tomar conhecimento da denúncia. O profissional apontado foi afastado das atividades na unidade enquanto os fatos são apurados. A administração municipal também informou a abertura de uma sindicância interna para investigar as circunstâncias do episódio e definir eventuais responsabilidades administrativas.
Além do afastamento, a família passou a receber acompanhamento da equipe gestora da escola, da Secretaria Municipal de Educação e do Conselho Tutelar. Segundo a administração municipal, a prioridade é preservar o bem-estar e a integridade da criança durante o processo de apuração. O município declarou ainda que não compactua com qualquer forma de violência ou conduta inadequada contra crianças.
A sindicância administrativa ocorrerá paralelamente à investigação policial. São procedimentos diferentes: enquanto a Polícia Civil deverá analisar se houve crime e quais responsabilidades podem existir na esfera penal, o município deverá avaliar a conduta funcional do servidor e verificar se houve descumprimento de normas internas ou deveres profissionais.
Uma das principais etapas deverá ser a coleta de depoimentos de funcionários que estavam na unidade no momento do episódio. A professora apontada como testemunha da situação poderá ser ouvida, assim como coordenação, direção, responsáveis pela turma e demais servidores que tenham tido contato com a criança antes ou depois do ocorrido.
A existência de câmeras de segurança na unidade também poderá ser verificada. Caso existam gravações do espaço onde aconteceu o episódio, o material poderá ajudar a esclarecer a dinâmica e confrontar as diferentes versões apresentadas. Até a última atualização, não havia confirmação pública de que imagens do momento estivessem disponíveis.
O professor afastado também deverá ter a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos tanto na sindicância quanto, se chamado, perante a Polícia Civil. Até o momento, não havia sido divulgada manifestação pública do profissional ou de sua defesa sobre as acusações apresentadas pela família.
Não houve prisão em flagrante. A ocorrência segue em investigação e, por enquanto, o profissional deve ser tratado como alvo de uma denúncia em apuração, sem conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal.
A Polícia Civil poderá ainda solicitar documentos médicos, fotografias das lesões e eventuais registros produzidos pela própria escola. Esses elementos podem ajudar a determinar a extensão dos ferimentos e se eles são compatíveis com a dinâmica narrada pelo menino e por testemunhas.
A unidade onde o episódio ocorreu integra a rede municipal de Educação Infantil de Caraguatatuba. Informações oficiais do município mostram que o CEI/EMEI Santina Nardi Marques atende crianças da Educação Infantil e faz parte da estrutura de ensino em tempo integral da cidade.
O caso deverá permanecer sob acompanhamento também do Conselho Tutelar, justamente por envolver uma criança de 5 anos. A atuação do órgão pode incluir acompanhamento familiar, verificação das medidas de proteção adotadas e articulação com os demais serviços públicos necessários.
Até a última atualização, o professor permanecia afastado das atividades, a sindicância municipal estava aberta e a Polícia Civil seguia responsável pela investigação do boletim de ocorrência registrado pelo pai. Ainda não havia informação sobre conclusão da apuração ou eventual responsabilização do profissional.
O Jornal A Notícia mantém espaço aberto para manifestação do professor citado no boletim de ocorrência, de sua defesa ou de representantes legais. Caso haja posicionamento sobre o episódio, as informações poderão ser incorporadas à reportagem.


