OPERAÇÃO ÍCARO APERTA O CERCO AO TRÁFICO, PRENDE QUATRO E APREENDE ATÉ JET SKIS
Drogas prontas para venda, dinheiro, arma, carros e até dois jet skis foram apreendidos durante uma grande ofensiva da Polícia Civil contra uma organização criminosa investigada por atuar no tráfico de drogas na parte alta de Taubaté.
A quarta fase da Operação Ícaro foi deflagrada na quinta-feira (24) pela Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Taubaté. A ação terminou com quatro pessoas presas e ampliou o cerco contra integrantes que ainda são procurados.
Ao todo, foram expedidos sete mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. Quatro investigados foram localizados durante as diligências, enquanto outros três alvos não haviam sido encontrados até a divulgação do balanço.
A operação contou com policiais da DEIC e de outras unidades subordinadas à Delegacia Seccional de Taubaté. Equipes da Romu e do GTAM da Guarda Civil Municipal também participaram das buscas e do cerco aos investigados.
Nos endereços vistoriados, os agentes encontraram 920 porções de maconha prontas para venda, sete tijolos da droga, 155 porções de flor de maconha e outras quantidades de entorpecentes a granel.
Uma grande quantidade de eppendorfs vazios, anotações e materiais utilizados na preparação e embalagem das drogas também foi recolhida. Segundo a investigação, os objetos fariam parte da estrutura utilizada para abastecer pontos de venda de entorpecentes.
Os policiais apreenderam ainda um revólver calibre .32, cinco balanças de precisão e aproximadamente R$ 8 mil em dinheiro trocado. A origem dos valores e a possível ligação com o tráfico serão analisadas durante o andamento do inquérito.
A ofensiva também alcançou o patrimônio ligado aos investigados. Um Chevrolet Onix, um Volkswagen Voyage e uma Fiat Toro foram apreendidos.
Dois jet skis também foram recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais. Os equipamentos estavam no bairro Ubatumirim, em Ubatuba, no Litoral Norte. A Polícia Civil deverá apurar a propriedade dos bens e verificar se foram adquiridos com recursos provenientes de atividades criminosas.
Com a nova etapa, a Operação Ícaro chegou à marca de 23 prisões desde o início das investigações. As quatro fases também resultaram na apreensão de grandes quantidades de drogas, armas, munições, veículos, celulares e equipamentos utilizados para preparar e embalar entorpecentes.
Na primeira fase, cinco integrantes da organização foram presos. Um suspeito morreu depois de, segundo a Polícia Civil, atirar contra os agentes durante uma abordagem.
Naquela etapa, os investigadores localizaram um laboratório e apreenderam mais de 45 quilos de drogas, quatro armas de fogo e mais de 300 munições calibre 7,62, utilizadas em fuzis. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, auxiliou a operação.
A segunda fase levou as equipes até uma chácara em São Luiz do Paraitinga, onde seis investigados foram presos. No local, foram encontrados 7.360 pinos de cocaína, quatro tijolos de pasta-base, 197 pedras de crack e outras porções de cocaína.
A estrutura apreendida incluía milhares de embalagens vazias, balanças, liquidificadores industriais e uma máquina de contar dinheiro. O prejuízo estimado à organização criminosa naquela etapa foi de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
A terceira fase foi realizada em dezembro de 2025 e terminou com oito prisões, incluindo a do homem apontado pela investigação como líder da organização. Um revólver calibre .38, drogas e celulares também foram apreendidos.
Mesmo após a prisão do suposto líder, a DEIC continuou investigando a estrutura do grupo, o patrimônio dos integrantes e os responsáveis pela distribuição dos entorpecentes. Essas apurações resultaram na quarta fase realizada nesta quinta-feira.
Os carros, jet skis, celulares, documentos e anotações apreendidos deverão ser analisados. A investigação pretende descobrir como funcionava a movimentação financeira do grupo e identificar outros bens que possam ter ligação com o tráfico.
Os quatro presos permaneceram à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue trabalhando para localizar os outros três alvos dos mandados de prisão temporária.
Os nomes dos presos e dos procurados não foram divulgados. Até a última atualização, não havia manifestação pública das defesas. O espaço permanece aberto para posicionamento dos investigados.


