Sexta-feira, Setembro 25, 2026
Plantão Policial

ARSENAL DO MEDO: CAC É PRESO SUSPEITO DE USAR ARMAS PARA INTIMIDAR ESPOSA E FILHA DE 12 ANOS


Uma denúncia de violência dentro de casa levou a Polícia Civil a encontrar um arsenal formado por pistola, revólver, carabinas, espingardas e munições em uma residência de Jacareí. O proprietário das armas, registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador, foi preso nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026.

Segundo a investigação, o homem utilizaria os armamentos para intimidar e oprimir a própria esposa e a filha de apenas 12 anos.

A prisão foi realizada durante uma operação conjunta da Delegacia de Defesa da Mulher, da Delegacia de Investigações Gerais e de outras unidades da Polícia Civil de Jacareí.

A ação contou ainda com o apoio do Grupo de Operações Especiais do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, o Deinter 1.

A participação do GOE foi solicitada diante da informação de que o investigado mantinha diversas armas dentro da residência. O apoio especializado buscou garantir maior segurança durante o cumprimento da ordem judicial.

As diligências foram realizadas na manhã desta sexta-feira. Durante as buscas, os agentes localizaram armamentos de diferentes calibres, munições e materiais relacionados à recarga.

Entre os objetos apreendidos estão uma pistola calibre 9 milímetros, um revólver calibre .38 e duas carabinas calibre .22.

Os policiais também encontraram 12 espingardas e seis pistolas de pressão, além de munições de diversos calibres e insumos utilizados para recarga.

A relação divulgada inicialmente indica a apreensão de quatro armas especificadas por modelo e calibre, além das 12 espingardas. Com isso, o material pode envolver ao menos 16 armas de fogo, além das seis pistolas de pressão.

A Polícia Civil ainda não apresentou um balanço final esclarecendo a classificação individual das espingardas ou a quantidade exata de munições recolhidas.

Segundo os investigadores, parte do armamento estava municiada e pronta para utilização. Essa condição aumentou a preocupação das equipes diante das denúncias apresentadas pelas vítimas.

Todo o material foi recolhido e deverá passar por exames. Os policiais devem verificar a numeração, o funcionamento e a documentação correspondente a cada arma.

A apuração também deverá conferir se todo o arsenal fazia parte do acervo registrado em nome do CAC e se as condições de armazenamento estavam de acordo com as exigências legais.

A simples existência do registro como CAC não encerra a investigação. A autorização permite a aquisição e a manutenção de armas dentro de regras específicas, mas não autoriza que elas sejam utilizadas para ameaçar, intimidar ou constranger familiares.

Mesmo quando devidamente registrada, uma arma pode ser apreendida por determinação judicial diante da suspeita de utilização em crimes ou de risco à integridade de pessoas próximas.

A Polícia Civil não detalhou de que maneira o homem teria utilizado os armamentos para intimidar a esposa e a filha. Também não foi informado se as ameaças eram feitas com alguma arma em mãos ou por meio de referências ao arsenal mantido na residência.

Até a última atualização, não havia informação sobre agressões físicas ou ferimentos nas vítimas. Por isso, a investigação deverá esclarecer quais formas de violência teriam ocorrido dentro da casa.

Os depoimentos da esposa e da adolescente serão importantes para determinar há quanto tempo a situação acontecia e se existiam episódios anteriores de ameaça ou intimidação.

Por envolver uma menina de 12 anos, as identidades das vítimas foram preservadas. A Polícia Civil também não divulgou o nome do suspeito nem o endereço onde as armas foram encontradas, evitando informações que possam identificar a adolescente.

A investigação deverá verificar se já havia boletins de ocorrência anteriores, pedidos de medida protetiva ou outros registros envolvendo a família.

Também não foi divulgado se a operação decorreu de uma denúncia recente ou de uma investigação que já vinha sendo conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher.

Depois das buscas, o homem foi conduzido à DDM de Jacareí, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial.

Ele permaneceu preso e à disposição da Justiça. Até a última atualização, não havia sido informado se o suspeito já havia passado por audiência de custódia.

A Polícia Civil também não divulgou os crimes registrados no flagrante nem se foi solicitada a prisão preventiva do investigado.

A definição das acusações dependerá dos relatos das vítimas, das circunstâncias encontradas na residência e da situação documental dos armamentos apreendidos.

As armas, munições e os materiais de recarga poderão ser encaminhados para exames periciais. Os laudos deverão indicar se os equipamentos estavam em condições de funcionamento e se havia alguma alteração irregular.

A perícia também poderá analisar se a quantidade de munições encontradas correspondia aos registros e autorizações vinculados ao acervo do investigado.

Enquanto os exames são realizados, o arsenal permanece apreendido. A destinação definitiva dependerá das decisões tomadas durante a investigação e do andamento do processo judicial.

A operação teve como objetivo principal interromper a situação relatada pelas vítimas e retirar os armamentos do alcance do investigado enquanto os fatos são esclarecidos.

O caso continuará sob responsabilidade da Delegacia de Defesa da Mulher de Jacareí, que deverá reunir depoimentos, documentos, laudos e outros elementos para concluir o inquérito.

O espaço permanece aberto para manifestação da defesa do investigado.

Mulheres em situação de violência podem procurar uma delegacia, acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou entrar em contato com o Ligue 180, serviço nacional de orientação e recebimento de denúncias.

Casos envolvendo crianças e adolescentes também podem ser comunicados ao Conselho Tutelar ou ao Disque 100. Quando houver risco imediato, a orientação é procurar ajuda policial.

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