Sexta-feira, Setembro 25, 2026
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ADEUS, MARIA: IDOSA DE 70 ANOS É MORTA POR BALA PERDIDA AO VOLTAR PARA CASA


Uma manhã que deveria terminar com Maria Aparecida Barbosa de volta à segurança de casa acabou transformada em tragédia. Aos 70 anos, ela morreu depois que uma bala perdida atravessou o vidro do carro em que estava e a atingiu na cabeça, na zona leste de São José dos Campos.

Maria foi baleada na manhã de quinta-feira, 24 de setembro de 2026, na região do bairro Nova Michigan. Ela estava sentada no banco do passageiro e era acompanhada por uma cuidadora quando o disparo atingiu o veículo.

A idosa havia acabado de participar de uma atividade voltada ao público da terceira idade e seguia para casa. Ela não conhecia os envolvidos na confusão e não tinha qualquer relação com a ocorrência que provocou os disparos.

Depois de ser atingida, Maria foi socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento do Novo Horizonte. Apesar dos esforços realizados durante o atendimento, ela não resistiu ao ferimento.

A notícia da morte provocou comoção entre familiares, amigos e pessoas que conheciam a rotina da idosa. O que deveria ser apenas mais um deslocamento comum terminou de maneira repentina e violenta.

Maria tinha Alzheimer e recebia o acompanhamento de uma cuidadora em seus compromissos e atividades. Mesmo diante das limitações impostas pela doença, ela mantinha uma rotina de convivência em uma obra social de São José dos Campos.

A participação nessas atividades fazia parte do cotidiano de Maria. Na manhã em que morreu, ela havia saído para mais um desses encontros e retornava ao lado da cuidadora quando foi atingida.

A despedida aconteceu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026. O velório foi realizado no Memorial Bom Retiro, e o sepultamento estava marcado para as 14h, no Cemitério Memorial Bom Retiro, em São José dos Campos.

Enquanto a família se despede, a Polícia Civil trabalha para descobrir quem efetuou o disparo que atravessou o vidro do automóvel e matou Maria.

A sequência de violência teria começado dentro de uma adega da região. Segundo o registro policial, um homem identificado como Allan Silva de Lima teria entrado no estabelecimento armado com duas facas.

Durante a ação, uma funcionária foi atacada e sofreu ferimentos no pescoço e na barriga. Ela recebeu os primeiros atendimentos na UPA do Novo Horizonte e depois foi transferida para o Hospital Municipal, na Vila Industrial.

Depois do ataque, Allan teria deixado o estabelecimento. Um segundo homem teria iniciado uma perseguição contra ele pelas ruas da região.

Foi durante essa perseguição que os disparos foram efetuados. Um dos tiros seguiu em direção ao automóvel em que Maria estava, atravessou o vidro e acertou a cabeça da idosa.

As informações reunidas até o momento indicam que Maria não era o alvo. Ela acabou atingida enquanto passava pelo local em companhia da cuidadora.

Allan foi localizado e preso em flagrante pela tentativa de roubo com emprego de arma branca. As duas facas que teriam sido utilizadas durante a ocorrência foram apreendidas e encaminhadas para análise.

A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva. O pedido será analisado pelo Poder Judiciário.

A prisão de Allan, no entanto, está relacionada ao episódio ocorrido dentro da adega e ao ataque contra a funcionária. Até a última atualização, não havia confirmação de que ele tivesse efetuado o tiro que matou Maria.

A principal questão ainda sem resposta é a identidade do homem que estava armado durante a perseguição. A polícia também investiga qual era a relação dele com a funcionária atacada e por que decidiu correr atrás do suspeito.

Imagens registradas nas proximidades foram incorporadas ao inquérito. Os vídeos deverão ser analisados para identificar a posição de cada pessoa envolvida, o momento dos disparos e a trajetória seguida pelo atirador.

Testemunhas também devem ser ouvidas. Os depoimentos poderão ajudar a esclarecer quantos tiros foram efetuados, de onde eles partiram e o que aconteceu nos instantes anteriores ao momento em que Maria foi atingida.

A Polícia Civil solicitou ao Instituto Médico Legal a realização do exame necroscópico. O laudo deverá apresentar informações sobre o ferimento e poderá contribuir para a análise da trajetória do projétil.

A perícia no veículo também poderá revelar o ângulo em que o tiro atravessou o vidro. A combinação desses elementos será importante para reconstruir a dinâmica da ocorrência.

Uma das possibilidades analisadas é a chamada “aberratio ictus”, expressão jurídica aplicada quando um disparo direcionado contra determinada pessoa atinge outra.

O boletim de ocorrência registra que, durante uma análise preliminar das imagens, o disparo teria sido realizado a uma distância considerável e depois do encerramento da agressão que poderia ter provocado uma reação defensiva.

Diante desse cenário, a investigação também deverá avaliar se houve excesso em uma possível situação de legítima defesa. Essa conclusão dependerá da identificação do atirador e da análise completa das provas.

A morte de Maria é tratada inicialmente como homicídio. A classificação poderá ser modificada conforme o avanço do inquérito e a definição da responsabilidade de cada envolvido.

Ainda será necessário esclarecer quem portava a arma, por que os tiros foram disparados em uma área com circulação de pessoas e se o atirador tinha autorização para possuir ou portar o armamento.

O episódio também reúne outras frentes de investigação, como a tentativa de roubo, o ataque contra a funcionária da adega, a perseguição e o disparo que atingiu uma pessoa sem qualquer participação nos acontecimentos.

No centro de toda essa sequência está a história de Maria, uma idosa que saiu de casa para participar de uma atividade e não conseguiu retornar.

Aos 70 anos, ela perdeu a vida durante uma confusão da qual não fazia parte. Sua morte deixou uma família em luto e uma pergunta que permanece sem resposta: quem efetuou o disparo?

O espaço permanece aberto para manifestação da defesa de Allan Silva de Lima e dos demais envolvidos que venham a ser identificados pela investigação.

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