ADEUS, VALÉRIA: MOTOCICLISTA MORRE APÓS COLISÃO DURANTE CONVERSÃO EM RODOVIA DE CAÇAPAVA
Uma viagem de motocicleta terminou de forma trágica no início da noite de sexta-feira (11), em Caçapava. Valéria Maria da Silva, de 52 anos, morreu após a Honda CG 160 Titan que conduzia colidir com um Toyota Yaris na Rodovia João do Amaral Gurgel, a SP-103. O acidente aconteceu por volta das 18h15, na altura do km 2,5, nas proximidades da entrada do Condomínio Santa Helena.
A força do impacto derrubou Valéria na rodovia. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para prestar socorro e mobilizou uma equipe até o local. A motociclista recebeu os primeiros atendimentos e foi encaminhada à Fusam, em Caçapava, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Antes da chegada dos profissionais do Samu, o motorista envolvido no acidente e integrantes da Guarda Civil Municipal auxiliaram no atendimento inicial. O condutor do Toyota Yaris, um homem de 66 anos, permaneceu no local após a colisão, colaborou com o socorro e prestou esclarecimentos às autoridades responsáveis pelo atendimento da ocorrência.
O motorista também foi submetido ao teste do etilômetro. O resultado foi de 0,00 miligrama de álcool por litro de ar expelido, sem indicação de consumo de bebida alcoólica. A documentação apresentada e as informações fornecidas pelo condutor foram incorporadas ao registro policial.
A versão apresentada pelo homem passou a integrar os elementos que serão examinados pela Polícia Civil. Em depoimento, ele declarou que trafegava pela Rodovia João do Amaral Gurgel e pretendia acessar o Condomínio Santa Helena. Segundo seu relato, o Toyota Yaris permaneceu parado no acostamento, com a seta acionada, enquanto ele aguardava a passagem de outros veículos.
Ainda conforme a declaração fornecida à polícia, o motorista iniciou uma conversão à esquerda depois de esperar o fluxo diminuir. Ele afirmou que não percebeu a aproximação de outro veículo antes de começar a manobra. Durante a travessia da pista, ocorreu a colisão com a Honda CG 160 Titan dirigida por Valéria.
O depoimento representa a versão inicial apresentada pelo condutor do automóvel e não permite, sozinho, determinar como o acidente ocorreu ou atribuir responsabilidade. A trajetória seguida pelos veículos, o momento em que a motocicleta se aproximou e as condições nas quais a conversão foi realizada deverão ser avaliados tecnicamente pelas autoridades.
Um dos principais elementos da apuração poderá ser uma gravação feita nas proximidades. Segundo o boletim de ocorrência, o síndico do Condomínio Santa Helena informou à Guarda Civil Municipal que o local possui câmeras de monitoramento. O vídeo foi anexado à ocorrência para análise da Polícia Civil.
As imagens poderão ajudar os investigadores a verificar a posição do Toyota Yaris e da Honda CG 160 Titan, além de mostrar os movimentos realizados pelos dois veículos antes do choque. A gravação deverá ser confrontada com o depoimento do motorista, os vestígios encontrados na pista e os resultados dos trabalhos periciais.
A Polícia Científica foi acionada e compareceu à Rodovia João do Amaral Gurgel para realizar os levantamentos necessários. O Toyota Yaris cinza e a Honda CG 160 Titan vermelha passaram pelos procedimentos técnicos e administrativos. Depois da conclusão dos trabalhos no local, os dois veículos foram liberados.
O caso foi apresentado na Delegacia de Polícia de Caçapava e registrado inicialmente como homicídio culposo na direção de veículo automotor, classificação aplicada quando não existe intenção de matar. Esse enquadramento representa a natureza inicial da ocorrência e não constitui uma conclusão antecipada sobre culpa ou responsabilidade pelo acidente.
O motorista não foi preso em flagrante. O boletim faz referência ao artigo 301 do Código de Trânsito Brasileiro, que impede a prisão em flagrante e a exigência de fiança ao condutor envolvido em acidente de trânsito quando ele presta pronto e integral socorro à pessoa atingida.
A morte de Valéria será apurada a partir do conjunto de provas reunido após a colisão. A Polícia Civil deverá analisar as imagens fornecidas pelo condomínio, os resultados da perícia, os depoimentos e os demais registros produzidos durante o atendimento da ocorrência para reconstruir os momentos que antecederam o impacto.
Até a conclusão desses procedimentos, a declaração do motorista permanece como uma das versões existentes sobre o acidente. A definição da dinâmica e de eventual responsabilidade dependerá dos elementos técnicos incorporados ao inquérito.


