O LUTO VIROU COBRANÇA: “DIGAM A VERDADE”, PEDE MARIDO DE MARTA OLIVEIRA
A morte de Marta Oliveira, aos 33 anos, deixou uma pergunta que o marido da influenciadora ainda tenta responder: o que aconteceu entre as cirurgias plásticas, a alta hospitalar e a internação no CTI que terminou com a morte dela? Sem aceitar que o caso permaneça cercado de dúvidas, Marcus Vinicius decidiu tornar pública sua busca por esclarecimentos.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Marcus pediu que as pessoas envolvidas no atendimento de Marta relatem com transparência o que presenciaram. A frase “digam a verdade” resume o tom da manifestação feita pelo marido, que pretende apresentar novos detalhes sobre os acontecimentos anteriores ao agravamento do estado de saúde da influenciadora.
Marta realizou procedimentos estéticos em Volta Redonda e apresentou complicações. Ela recebeu alta, mas voltou a passar mal e precisou retornar ao Hospital Unimed Volta Redonda. Com a piora do quadro, foi encaminhada ao Centro de Terapia Intensiva, onde permaneceu internada até morrer, em agosto.
A sequência dos atendimentos está no centro dos questionamentos apresentados por Marcus. Ele afirmou que pretende reconstruir publicamente o período iniciado com as cirurgias e encerrado com o retorno da esposa ao hospital. A iniciativa também busca reunir informações de pessoas que tiveram contato com Marta durante esse intervalo.
O marido declarou que continuará procurando os envolvidos para obter respostas e afirmou que pretende buscar justiça pela influenciadora. A manifestação, entretanto, não apresenta uma conclusão sobre eventual erro ou responsabilidade. Essas questões dependem da análise dos documentos médicos e dos procedimentos formais de apuração.
Enquanto Marcus cobra explicações nas redes sociais, os advogados da família examinam as circunstâncias do atendimento prestado a Marta. A equipe jurídica analisa documentos e informações referentes à evolução clínica da influenciadora, desde os procedimentos estéticos até o falecimento.
O advogado Raphael Naves informou que a apuração busca estabelecer os fatos antes da apresentação de qualquer conclusão. Carlos Ribeiro, que também representa a família, afirmou que o trabalho é realizado de maneira independente e criteriosa, sem antecipar um julgamento sobre possíveis responsabilidades.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro também abriu uma sindicância para analisar o caso. O procedimento tramita sob sigilo, conforme as normas do Código de Processo Ético-Profissional, e deverá avaliar a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento.
A abertura da sindicância não representa reconhecimento de erro médico. Trata-se de uma etapa destinada à coleta de documentos, informações e manifestações para que o conselho verifique se houve alguma irregularidade ética durante os procedimentos ou na assistência prestada à paciente.
Procurado para se manifestar, o Hospital Unimed Volta Redonda declarou que possui protocolos internos voltados à análise de atendimentos que demandem apuração. A instituição informou que não fornecerá detalhes clínicos por causa do sigilo médico e da proteção dos dados da paciente.
O hospital acrescentou que está à disposição das autoridades competentes e que prestará os esclarecimentos solicitados durante as apurações. A instituição também reafirmou seu compromisso com a segurança e a qualidade da assistência oferecida aos pacientes.
A morte de Marta causou forte repercussão nas redes sociais. A influenciadora reunia aproximadamente 238 mil seguidores no Instagram, onde compartilhava conteúdos e mantinha contato com um público que acompanhava sua rotina.
Agora, as respostas procuradas pelo marido dependerão do confronto entre os relatos, os prontuários, a evolução clínica e os demais documentos relacionados aos atendimentos. A causa médica da morte ainda não foi divulgada oficialmente.


