LUTA PARA SALVAR A OUTRA PERNA: SÔNIA SEGUE NA UTI APÓS SER ATROPELADA POR MOTORISTA SEM CNH EM SJC
Sônia Aparecida Rodolfo, de 61 anos, continua internada na UTI após sofrer um grave atropelamento enquanto aguardava um ônibus em São José dos Campos. Ela já teve a perna direita amputada em consequência dos ferimentos e agora enfrenta uma nova batalha: os médicos trabalham para evitar que seja necessária a amputação da outra perna.
O acidente aconteceu na manhã de terça-feira, 8 de setembro, na região do Jardim Uirá, zona sudeste da cidade. Sônia estava em um ponto de ônibus quando foi atingida por um Volkswagen Gol que invadiu a calçada.
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista tentava realizar uma ultrapassagem quando perdeu o controle do veículo e saiu da pista. O carro avançou sobre a área destinada aos pedestres e atingiu Sônia com violência.
A vítima foi socorrida pelo Samu e levada ao Pronto Socorro da Vila Industrial. Os ferimentos na perna direita eram extremamente graves e resultaram em uma amputação traumática. Sônia passou por procedimento cirúrgico e permanece sob cuidados intensivos.
A atualização divulgada pela família nesta quarta-feira, 9 de setembro, trouxe ao mesmo tempo uma notícia de esperança e outra de preocupação. De acordo com os familiares, Sônia está respondendo bem aos medicamentos e não corre risco de morrer, mas os médicos continuam avaliando os danos sofridos na outra perna.
A equipe médica trabalha para preservar o membro e evitar uma segunda amputação. Ainda não há confirmação de que outro procedimento desse porte será necessário, e a família acompanha a evolução do quadro.
A situação ganhou repercussão também porque o motorista do Gol não possuía Carteira Nacional de Habilitação nem Permissão para Dirigir, segundo informações registradas no boletim de ocorrência.
O veículo foi apreendido pela Polícia Militar após o acidente.
Outro ponto que passou a chamar atenção é a segurança viária da região. Moradores e trabalhadores próximos ao local afirmam que a velocidade dos veículos se tornou uma preocupação frequente no trecho.
Um comerciante da região relatou que, depois de mudanças realizadas no trânsito, motoristas passaram a trafegar em alta velocidade pelo local e comparou a movimentação a uma “pista de corrida”. Ele defendeu a instalação de algum mecanismo capaz de obrigar os condutores a reduzir a velocidade.
Apesar dos relatos dos moradores, até o momento não há conclusão oficial de que o Gol estivesse acima do limite permitido quando ocorreu o atropelamento. Essa circunstância ainda deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A Prefeitura de São José dos Campos informou que o trecho possui sinalização viária, incluindo placas que indicam limite de velocidade de 50 km/h, além de faixa destinada à travessia de pedestres.
Depois do grave acidente, a administração municipal informou que as ações de fiscalização serão intensificadas no local.
O caso também apresentou divergências nas primeiras informações divulgadas. Inicialmente, Sônia chegou a ser apontada como tendo 70 anos, enquanto posteriormente surgiram registros indicando 60. A atualização mais recente da família informa que ela tem 61 anos.
Também houve confusão sobre uma jovem de 21 anos. Informações iniciais indicavam que duas mulheres teriam sido atropeladas no ponto de ônibus. Posteriormente, o boletim apontou que a jovem estava no interior do Gol e também ficou ferida durante o acidente.
Ela apresentou suspeita de fratura na clavícula direita e recebeu atendimento médico.
O próprio motorista também sofreu ferimentos.
A Polícia Civil deverá apurar a dinâmica completa do atropelamento, incluindo as circunstâncias da ultrapassagem mencionada no boletim, a trajetória do veículo até a calçada e eventuais imagens de câmeras que possam ajudar a reconstruir os segundos anteriores ao impacto.
Até o momento, não há informação confirmada de que o condutor tenha ingerido bebida alcoólica ou utilizado drogas antes do acidente. Também não houve conclusão oficial sobre eventual excesso de velocidade.
Enquanto a investigação segue, a maior preocupação da família permanece dentro do hospital.
Sônia saiu de casa para resolver compromissos e aguardava o transporte coletivo quando foi atingida. Em poucas horas, passou por cirurgia, perdeu uma das pernas e precisou ser internada na UTI.
Agora, familiares aguardam a evolução do quadro e torcem para que os médicos consigam preservar a outra perna.
A informação considerada mais positiva nesta quarta-feira é que Sônia não corre risco de morrer e vem respondendo ao tratamento, segundo a família.
O Jornal A Notícia mantém espaço aberto para manifestação do motorista e de sua defesa, além de novas informações da família de Sônia, da Prefeitura de São José dos Campos e das autoridades responsáveis pela investigação.


