Domingo, Agosto 30, 2026
Cidades

“TIA DRI” É ASSASSINADA NO ARARETAMA; SUSPEITO TROCA TIROS COM A ROCAM E É BALEADO


Uma noite de violência terminou com uma mulher morta, um homem baleado após confronto com policiais e o filho da vítima ferido de raspão no bairro Araretama, em Pindamonhangaba. Adriana, conhecida pelos moradores como “Tia Dri”, foi morta a tiros por volta das 21h30 deste sábado, 29 de agosto, na Avenida Nicanor Ramos Nogueira. Segundo informações preliminares e relatos de testemunhas, ela estava em um bar jogando bilhar com o filho quando foi surpreendida por um homem identificado como Raimundo.

De acordo com os relatos colhidos no local, Raimundo estaria no estabelecimento desde a tarde consumindo bebidas alcoólicas. Em determinado momento, ele teria saído do bar, buscado uma arma e retornado pouco depois. Ainda segundo testemunhas, o homem entrou novamente no estabelecimento e efetuou disparos contra Adriana.

A mulher foi atingida na região da cabeça e morreu no local. A dinâmica exata do ataque ainda deverá ser confirmada pela Polícia Civil por meio dos depoimentos, da perícia e das demais informações reunidas durante a investigação.

Testemunhas também relataram que, depois de atingir Tia Dri, o homem teria tentado atirar contra outra mulher que estava no estabelecimento. Ela, no entanto, não foi atingida. A sequência dos acontecimentos provocou correria e medo entre as pessoas que estavam no bar e moradores das proximidades.

O filho de Adriana, que estava com a mãe no momento do crime, teria ido tirar satisfação após os disparos e acabou sendo atingido de raspão. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a gravidade do ferimento nem se ele precisou permanecer internado.

A situação ganhou uma nova dimensão quando policiais da Rocam, Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas, passaram pelo local e perceberam a movimentação. Segundo as informações preliminares, os agentes intervieram e o homem apontado como autor dos disparos acabou entrando em confronto com os policiais no meio da rua.

Houve troca de tiros. Raimundo teria sido atingido por três disparos durante o confronto com a equipe policial. As primeiras informações divulgadas ainda não confirmavam oficialmente o estado de saúde dele após ser baleado. Também não havia confirmação de policiais feridos durante a ocorrência.

A violência da sequência chamou a atenção de quem estava nas proximidades. Uma testemunha relatou que Raimundo teria entrado no bar normalmente, chegou a cumprimentar pessoas no estabelecimento e, algum tempo depois, saiu, retornou armado e iniciou os disparos. Esse relato deverá ser confrontado com outras versões e com os elementos encontrados pela perícia.

Adriana tinha aproximadamente 45 anos e era bastante conhecida no Araretama. Segundo moradores, trabalhava como costureira e vivia perto do local onde foi morta. A relação dela com a comunidade era marcada pelo carinho, tanto que muitas pessoas a chamavam de “Tia Dri”, enquanto outras utilizavam expressões como “mãe” e “mãezona” para se referir a ela.

A morte provocou forte repercussão entre moradores do bairro, principalmente pela maneira como o crime aconteceu, em um estabelecimento onde havia outras pessoas e com o filho da vítima presente.

Ainda não há confirmação oficial sobre qual seria a relação entre Adriana e Raimundo, nem sobre a motivação do ataque. Também não foi informado se havia algum desentendimento anterior entre os dois ou se existia histórico de ameaças.

As circunstâncias que antecederam os disparos, a possível tentativa de atingir uma segunda mulher e o confronto posterior com os policiais deverão fazer parte da investigação. A Polícia Civil também deverá analisar as armas envolvidas, colher depoimentos das testemunhas e verificar se existem imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstruir toda a sequência dos acontecimentos.

Até as primeiras horas deste domingo, 30 de agosto, o caso ainda era tratado como uma ocorrência em andamento, e novas informações poderiam alterar ou complementar a dinâmica inicialmente apresentada pelas testemunhas.

A principal confirmação até o momento é a morte de Adriana, a “Tia Dri”, que deixa o Araretama em luto e transforma uma noite comum de sábado em uma ocorrência marcada por tiros, correria e confronto armado.

Foto: Marcelo Caltabiano

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