FREIO DE EMERGÊNCIA NÃO EVITA TRAGÉDIA: HOMEM DE 47 ANOS MORRE ATROPELADO POR TREM EM BARRA MANSA
Um homem de 47 anos morreu após ser atingido por um trem de carga da MRS Logística durante a madrugada de sábado, 29 de agosto, em Barra Mansa. A vítima foi identificada como Everton Nunes da Silva, que havia completado 47 anos apenas nove dias antes do acidente. Segundo registros policiais divulgados posteriormente, o atropelamento aconteceu por volta de 1h40 em um trecho ferroviário na região do Jardim Boa Vista. Outras publicações situaram a ocorrência nas proximidades da Avenida Prefeito João Chiesse Filho, no bairro Roberto Silveira.
A composição da MRS havia partido de Bom Jardim de Minas, em Minas Gerais, com destino a Itaguaí, no Rio de Janeiro. Durante depoimento sobre a ocorrência, o maquinista relatou que percebeu uma pessoa sobre a linha férrea e acionou os freios, mas não conseguiu interromper a marcha da composição a tempo de evitar o atropelamento.
Segundo a versão registrada pela ocorrência, Everton aparentemente estaria rastejando sobre a linha férrea quando foi percebido pelo condutor do trem. Essa circunstância ainda deverá ser considerada na apuração do caso e não há, até o momento, informação pública esclarecendo por que ele estava sobre os trilhos naquele horário.
A MRS informou posteriormente que o acidente ocorreu em uma área destinada exclusivamente à circulação ferroviária, onde não é permitido o acesso de pedestres. A empresa afirmou que o maquinista acionou o freio de emergência e adotou os procedimentos de segurança previstos, mas destacou que uma composição ferroviária necessita de uma distância considerável para conseguir parar completamente.
Outro detalhe relevante é que, segundo os registros divulgados, não existe passagem em nível no ponto onde ocorreu o atropelamento. Isso significa que o trecho não é destinado à travessia regular de pedestres ou veículos. A forma como Everton chegou até a linha férrea ainda não foi esclarecida.
Depois do acidente, o setor de segurança da MRS acionou a Polícia Militar. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu também foram chamadas para o atendimento, mas a vítima já não apresentava sinais de vida e a morte foi constatada no local.
A área permaneceu isolada durante os trabalhos das equipes de emergência e das autoridades responsáveis pelos procedimentos da ocorrência. Policiais do 28º BPM também participaram da preservação do trecho ferroviário. Viaturas e ambulâncias ficaram posicionadas nas proximidades da Avenida Prefeito João Chiesse Filho enquanto o atendimento era realizado.
Após os trabalhos necessários no local, o corpo de Everton foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Volta Redonda. A investigação deverá reunir os registros policiais, o relato do maquinista e outros elementos disponíveis para esclarecer a sequência dos acontecimentos antes do atropelamento.
As primeiras notícias sobre o acidente ainda não traziam a identificação da vítima. O nome de Everton e detalhes adicionais da ocorrência foram divulgados posteriormente, a partir de informações constantes nos registros policiais.
Há também uma diferença entre os horários divulgados. Enquanto registros policiais citados por veículos do Sul Fluminense apontam que o atropelamento aconteceu por volta de 1h40, outra publicação menciona acionamento por volta de 2h30. Diante da divergência, o horário de 1h40 aparece como a referência mais detalhada vinculada ao registro da ocorrência.
A MRS lamentou a morte e voltou a alertar para os riscos de circulação sobre a ferrovia. A empresa reforçou que pedestres devem permanecer fora da faixa ferroviária e utilizar somente locais autorizados para travessia.
Até o momento, não foram divulgadas informações que expliquem por que Everton estava na área ferroviária nem há indicação pública de participação de outro veículo ou pessoa no acidente. O que consta inicialmente é que o maquinista percebeu a presença da vítima, tentou frear a composição, mas não conseguiu evitar o impacto.

