Terça-feira, Agosto 18, 2026
Plantão Policial

JURADO DE MORTE: RANIERI, O ‘GUEZINHO’, É ASSASSINADO COM MAIS DE 10 TIROS EM PINDAMONHANGABA


Uma sequência de mais de dez disparos rompeu a noite no distrito de Moreira César e terminou com um homem de 40 anos morto em Pindamonhangaba. A vítima foi identificada como Ranieri, conhecido como “Guezinho”. Segundo informações levantadas junto aos policiais que atenderam a ocorrência, ele tinha passagem pelo sistema prisional e estaria “jurado de morte”, informação que agora passa a fazer parte das linhas analisadas na investigação do assassinato.

O crime aconteceu na noite de segunda-feira, 17 de agosto, na Rua 21 de Abril, no loteamento João Tamborindeguy, região de Moreira César. Moradores relataram ter ouvido mais de dez tiros, provocando momentos de tensão entre quem estava nas proximidades.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, foi acionado, mas Ranieri não resistiu aos ferimentos. Até a manhã desta terça-feira, 18 de agosto, nenhuma pessoa havia sido oficialmente identificada ou presa como responsável pelo homicídio.

A quantidade de disparos chamou a atenção desde os primeiros momentos da ocorrência. Relatos reunidos após o assassinato indicam que os tiros não teriam ocorrido todos de maneira contínua. Testemunhas disseram ter ouvido uma primeira sequência, seguida por uma pausa e depois novos disparos.

Policiais que estiveram no atendimento mencionaram a possibilidade do chamado “confere”, expressão usada para descrever uma nova sequência de disparos depois do ataque inicial com a intenção de assegurar que o alvo foi atingido fatalmente. Essa hipótese, entretanto, ainda precisa ser confrontada com a perícia e com a reconstrução oficial da dinâmica do homicídio.

Outro elemento que deverá ser investigado é justamente a informação de que Ranieri estaria ameaçado de morte antes do crime. Segundo os policiais citados nas primeiras apurações, o homem já teria passado pelo sistema prisional e existiam informações de que havia uma ameaça contra sua vida. A Polícia Civil deverá tentar esclarecer a origem dessa ameaça, quem poderia ter interesse na morte da vítima e se ela possui relação direta com o ataque de segunda-feira.

Até agora, entretanto, não foi divulgada oficialmente a motivação do assassinato. Também não há confirmação pública sobre quantos criminosos participaram da ação, se chegaram ao endereço a pé ou utilizando algum veículo e qual tipo ou calibre de arma foi utilizado nos disparos.

A Rua 21 de Abril foi preservada para os trabalhos da perícia. Estojos de munição deflagrados foram recolhidos no local e deverão passar por análise. Esses vestígios podem ajudar os investigadores a determinar a quantidade de armas utilizadas e fornecer outros elementos importantes para a reconstrução do crime.

O corpo de Ranieri também foi encaminhado para realização de exame necroscópico. O laudo deverá indicar quantos disparos efetivamente atingiram a vítima, regiões atingidas e outras informações que poderão ser incorporadas ao inquérito.

Outra frente considerada importante pela Polícia Civil é a busca por imagens. Investigadores deverão procurar câmeras instaladas em residências, estabelecimentos e outros pontos próximos à Rua 21 de Abril que possam ter registrado a chegada ou a fuga dos autores.

Qualquer gravação obtida poderá ser decisiva para descobrir quantas pessoas participaram da ação, identificar veículos eventualmente utilizados e estabelecer o horário e a sequência exata dos acontecimentos. Até a manhã desta terça-feira, porém, nenhuma imagem de câmera havia sido divulgada oficialmente como registro dos autores.

O assassinato foi registrado como homicídio consumado e passou a ser investigado pela Polícia Civil. A informação de que Ranieri era conhecido como “Guezinho” surgiu nas apurações locais realizadas após o crime.

O caso se soma a outros episódios violentos registrados neste ano em Pindamonhangaba, incluindo ocorrências com disparos no próprio distrito de Moreira César. Dados da Secretaria da Segurança Pública citados em levantamento regional apontavam que, até junho, o município acumulava 12 vítimas de homicídio em 2026, além de tentativas de assassinato registradas ao longo do período.

Em junho, por exemplo, Moreira César já havia registrado outro homicídio a tiros no Residencial Liberdade. Na ocasião, um homem de 28 anos tentou escapar dos disparos e se esconder embaixo de um carro estacionado em frente a uma oficina. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu posteriormente. Não há, até o momento, qualquer informação oficial estabelecendo relação entre aquele caso e a morte de Ranieri.

No assassinato desta segunda-feira, a principal tarefa dos investigadores agora será descobrir quem matou Ranieri e por quê. A informação de que ele estaria “jurado de morte”, os estojos recolhidos no endereço, eventuais câmeras de monitoramento e os últimos passos da vítima devem integrar o trabalho de reconstrução do homicídio.

Até a manhã desta terça-feira, 18 de agosto, nenhum suspeito havia sido preso, e a autoria permanecia desconhecida. A investigação deverá avançar sobre a ameaça mencionada pelos policiais e tentar estabelecer se o ataque com mais de dez disparos foi planejado previamente para executar Ranieri.

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