DEFESA DE MARCO FURLAN REAGE A INDICIAMENTO, QUESTIONA INQUÉRITO DE CINCO DIAS E SUSTENTA INOCÊNCIA DO ATOR
A defesa do ator Marco Furlan, de 48 anos, reagiu ao indiciamento por estupro de vulnerável e colocou sob questionamento a forma como a investigação foi conduzida pela Polícia Civil em Pindamonhangaba. A advogada Graciele Queiroz afirma que o inquérito foi concluído em apenas cinco dias e sustenta que diligências consideradas importantes deixaram de ser realizadas. Furlan nega a acusação e permanece preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, na capital paulista.
A manifestação da defesa ocorre após a conclusão do inquérito conduzido pela Delegacia de Defesa da Mulher de Pindamonhangaba. A Polícia Civil indiciou o ator por estupro de vulnerável em um caso envolvendo uma criança de 5 anos, ocorrido durante uma festa realizada em uma chácara do município no dia 2 de agosto. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo para análise. O indiciamento representa a conclusão policial sobre os elementos reunidos e não significa condenação judicial.
Um dos principais argumentos apresentados pela defesa está no número de pessoas que participavam do evento. Segundo Graciele Queiroz, cerca de 100 pessoas estavam na festa e aproximadamente 22 encontravam se dentro da residência no momento dos acontecimentos. A advogada afirma que nem todas teriam sido ouvidas antes da conclusão do inquérito.
Para a defesa, uma investigação envolvendo uma acusação dessa gravidade deveria ter contado com maior aprofundamento antes de ser relatada. Os advogados apontam, entre as diligências que consideravam necessárias, a coleta de materiais existentes no quarto e a oitiva de outras pessoas presentes na chácara, além da busca por elementos que pudessem confirmar ou afastar as versões apresentadas durante a apuração.
A defesa sustenta que Marco Furlan é inocente e afirma que pretende utilizar os instrumentos legais disponíveis para contestar o indiciamento e apresentar seus argumentos nas próximas etapas do processo. Em manifestação divulgada nesta quarta feira (12), Graciele Queiroz classificou como preocupante o encerramento do inquérito em prazo que considera curto diante da complexidade da ocorrência.
Outro ponto de divergência envolve declarações atribuídas ao ator após sua prisão. A defesa afirma que Marco Furlan jamais disse ter confundido a criança com outra pessoa e nega que essa versão corresponda ao relato apresentado por ele. Informações registradas inicialmente no boletim de ocorrência, entretanto, atribuíram ao investigado declarações relacionadas ao consumo de bebida alcoólica e à falta de memória sobre parte dos acontecimentos.
Em manifestação mais detalhada divulgada à imprensa, a defesa afirmou que Furlan relata lapsos de memória durante a festa e apresentou uma narrativa sobre acontecimentos anteriores ao momento em que foi encontrado no quarto. Os advogados sustentam que não houve conduta sexual contra a criança e questionam elementos da investigação que, na avaliação da defesa, necessitariam de maior esclarecimento.
O episódio que originou a investigação ocorreu durante uma festa em uma chácara de Pindamonhangaba. Segundo os relatos incorporados ao inquérito, familiares localizaram o ator e a criança sem roupas dentro de um quarto e acionaram as autoridades. A criança recebeu atendimento médico, e Marco Furlan foi preso em flagrante. Posteriormente, a prisão passou a ser preventiva.
Furlan foi transferido para o CDP I de Pinheiros, unidade localizada na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Segundo informações divulgadas nesta quarta feira, ele segue preso preventivamente enquanto o caso avança para a etapa de análise pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.
Do outro lado do caso, a representação jurídica da família da criança contesta a avaliação feita pela defesa do ator sobre a investigação. A advogada Maria Fernanda Mituo afirmou que a apuração já reuniu diferentes elementos, entre eles depoimentos, avaliações médicas e psicológicas, e sustenta que a ausência de lesões visíveis em uma avaliação inicial não é suficiente, isoladamente, para afastar a hipótese investigada pela Polícia Civil.
Segundo as informações divulgadas pela representação da família, exames e outros procedimentos ainda podem integrar a investigação. A criança também deverá ser ouvida dentro dos protocolos aplicáveis à proteção de menores. A defesa da família sustenta que o conjunto probatório deve ser analisado integralmente pelas autoridades responsáveis.
A manifestação das duas partes evidencia uma disputa que agora deverá se deslocar da fase policial para o Ministério Público e, caso haja denúncia recebida pela Justiça, para o processo criminal. A defesa do ator questiona a rapidez da apuração e a quantidade de pessoas ouvidas. Já a representação da família sustenta que existem elementos suficientes para justificar o avanço das investigações.
Marco Furlan ganhou projeção nacional principalmente por trabalhos na televisão. Seu papel de maior destaque foi o personagem Heitor na série “Aline”, exibida pela Globo. O ator também participou de produções como “Mulher de Fases”, “Carrossel” e outros trabalhos para televisão e publicidade.
O caso permanece sem julgamento definitivo. Marco Furlan é investigado e foi indiciado pela Polícia Civil, mas continua amparado pela presunção de inocência enquanto não houver decisão judicial definitiva. A defesa afirma que pretende demonstrar sua inocência e questionar os pontos que considera falhos na investigação, enquanto o Ministério Público deverá avaliar o material encaminhado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Pindamonhangaba.

