Segunda-feira, Agosto 10, 2026
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SEGUNDOS ANTES DA TRAGÉDIA: TESTEMUNHA VIU CARRO EM ZIGUE-ZAGUE ANTES DE COLISÃO QUE MATOU PASTOR, FILHA E MOTORISTA NA DUTRA


Os segundos que antecederam a tragédia que matou três pessoas na Rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, começaram a ganhar novos detalhes. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram que o Volkswagen Fox conduzido por Rita de Cássia Dias de Oliveira Souza, de 49 anos, trafegava em zigue-zague pouco antes de perder o controle, atravessar o canteiro central e atingir frontalmente o carro onde estavam o pastor José Ricardo Kern, de 60 anos, e a filha Amanda da Silva Kern, de 32.

A colisão aconteceu na noite de domingo (9), na pista expressa da Dutra. Informações atualizadas do boletim de ocorrência indicam que o acidente ocorreu na altura do km 144, embora os primeiros registros divulgados apontassem o km 143.

Rita seguia em um Volkswagen Fox no sentido Rio de Janeiro. Segundo o relato de uma testemunha que trafegava de motocicleta pela rodovia, o carro apresentava uma movimentação irregular pela pista momentos antes do acidente.

O motociclista contou à Polícia Civil que viu o veículo realizando zigue-zague. Na sequência, o Fox teria atingido a guia, perdido o controle e atravessado a estrutura de concreto que separa os dois sentidos da Rodovia Presidente Dutra.

O automóvel invadiu então a pista contrária, onde trafegava o Ford Fiesta ocupado por José Ricardo e Amanda. A colisão frontal foi extremamente violenta.

Os três ocupantes envolvidos na ocorrência ficaram presos às ferragens. Rita, José Ricardo e Amanda não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local.

Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e da concessionária responsável pela Dutra foram mobilizadas para o atendimento. Além do socorro inicial, foi necessário realizar o trabalho de retirada das vítimas e preservar a área para os levantamentos da perícia.

Outro elemento passou a fazer parte da investigação. Uma lata de cerveja foi encontrada nas proximidades do Volkswagen Fox depois da colisão. Segundo relatos registrados na ocorrência, testemunhas também mencionaram a presença de latas de cerveja no interior do automóvel.

O material foi apreendido e deverá integrar a apuração. A localização das latas, no entanto, não permite concluir que Rita estivesse dirigindo sob influência de bebida alcoólica.

Os próprios policiais rodoviários que atuaram na ocorrência informaram que, naquele momento, não existiam elementos suficientes para afirmar que a motorista estivesse embriagada. Por esse motivo, exames toxicológicos foram solicitados para auxiliar no esclarecimento dessa questão.

A Polícia Civil também requisitou exame necroscópico de Rita. José Ricardo e Amanda igualmente serão submetidos aos procedimentos previstos para investigação de mortes decorrentes de acidente de trânsito.

Os resultados dos exames poderão ajudar a determinar se havia alguma substância no organismo da motorista e fornecer novos elementos para explicar o comportamento do veículo relatado pelas testemunhas.

Outro ponto importante do boletim de ocorrência diz respeito às condições da Dutra naquela noite. Durante a verificação inicial, os policiais não identificaram problemas aparentes na pista que pudessem explicar a perda de controle do Fox.

Não havia registro de chuva no momento da colisão e o asfalto estava seco. Também não foram identificados, na análise inicial, buracos, óleo, sujeira, obras ou bloqueios que pudessem ter contribuído diretamente para o acidente.

Esses elementos tornam ainda mais importante a perícia nos veículos e na própria rodovia. A investigação deverá buscar uma resposta para a principal pergunta deixada pela tragédia: o que fez o Volkswagen Fox perder o controle e atravessar completamente a divisão entre as duas pistas?

A Polícia Civil solicitou perícia tanto no local quanto nos automóveis envolvidos. Os investigadores deverão analisar vestígios da colisão, condições mecânicas dos veículos e demais informações que possam contribuir para reconstruir a sequência dos acontecimentos.

No Ford Fiesta estavam José Ricardo e a filha Amanda. Segundo informações obtidas durante a apuração, pai e filha retornavam de atividades relacionadas à igreja quando foram surpreendidos pelo veículo que atravessou a pista.

José Ricardo era pastor da Igreja Voz da Profecia e fundador do Colégio Filhinhos do Rei, em São José dos Campos. Sua morte, ao lado da filha, provocou forte comoção entre familiares, amigos, fiéis e integrantes da comunidade escolar.

A tragédia ganhou ainda mais repercussão porque, horas antes do acidente, José Ricardo e Amanda haviam aparecido juntos em um vídeo produzido para o Dia dos Pais. Na gravação, os dois conversaram sobre lembranças, fé e planos para o futuro.

Poucas horas depois daquele registro, pai e filha morreriam juntos na Dutra.

A terceira vítima, Rita de Cássia, também morreu no local e agora está no centro de uma investigação que busca compreender o que aconteceu antes da colisão. O relato sobre o zigue-zague, as latas de cerveja encontradas e os exames solicitados são elementos da apuração, mas não representam conclusão antecipada sobre as causas do acidente.

Somente os resultados periciais e toxicológicos, juntamente com os depoimentos das testemunhas e os demais vestígios analisados, poderão apontar com maior precisão por que Rita perdeu o controle do automóvel.

A tragédia deixou três mortos, duas famílias enlutadas e uma investigação ainda aberta sobre os segundos decisivos que antecederam a colisão frontal.

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