ADEUS, LÍVIA: MULHER É PERSEGUIDA PELO EX AO SAIR DE ACADEMIA E MORTA A TIROS EM PINDAMONHANGABA
Uma manhã que deveria representar apenas o início de mais uma semana terminou de maneira brutal em Pindamonhangaba. Lívia Berthoud foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), depois de sair de uma academia no bairro Campo Alegre. O principal suspeito é o ex-companheiro, que, segundo as informações iniciais da ocorrência, teria aguardado a vítima nas proximidades do estabelecimento antes de iniciar uma perseguição pelas ruas do bairro.
Lívia havia acabado de deixar a academia quando passou a ser seguida. Segundo a apuração inicial, o homem teria ficado esperando sua saída e, assim que ela deixou o local, começou a persegui-la. Em determinado momento, diversos disparos foram efetuados contra a vítima.
A violência do ataque não deu tempo para que Lívia conseguisse buscar ajuda. Ela foi atingida pelos tiros e morreu antes de conseguir pedir socorro. A jovem era filha do proprietário da academia de onde havia acabado de sair, circunstância que tornou ainda mais dolorosa uma manhã marcada por uma sequência de violência que terminou com sua morte.
Depois dos disparos, o suspeito fugiu da região passando por quintais e propriedades próximas. A movimentação mobilizou as forças de segurança, que iniciaram as buscas enquanto equipes também eram acionadas para o atendimento da vítima.
A fuga terminou no bairro Bela Vista, onde o suspeito possui residência. Segundo as informações preliminares, já dentro do imóvel, ele teria efetuado um disparo contra si próprio. Equipes do Samu e policiais foram mobilizados para o atendimento e o homem foi socorrido com vida.
Ele foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Pindamonhangaba, onde permanecia internado até a divulgação das primeiras informações sobre o caso. A arma apontada como utilizada no crime foi apreendida e o suspeito ficou detido sob responsabilidade das autoridades.
A Polícia Civil trabalha com a suspeita de feminicídio e deverá reconstruir toda a sequência dos acontecimentos, desde o momento em que o homem teria aguardado Lívia deixar a academia até a perseguição, os disparos e a fuga. A investigação também deverá apurar as circunstâncias do relacionamento entre os dois e se existiam registros anteriores de ameaças, perseguições ou violência.
Até o momento, as informações divulgadas não detalham oficialmente há quanto tempo o relacionamento havia terminado, qual teria sido a motivação imediata para o crime ou se Lívia possuía alguma medida protetiva contra o ex-companheiro. Esses pontos dependerão da investigação conduzida pela Polícia Civil de Pindamonhangaba.
A morte ocorre em uma cidade que vinha intensificando as ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Em agosto de 2025, a Prefeitura de Pindamonhangaba informou que o município havia registrado dois feminicídios por ano em 2022 e 2023, um caso em 2024 e, até aquele momento, nenhum feminicídio consumado em 2025. Posteriormente, o município confirmou que 2025 terminou com zero registros desse tipo de crime.
Em maio deste ano, representantes da Prefeitura, Delegacia de Defesa da Mulher, Polícia Civil, Polícia Militar e Ministério Público voltaram a se reunir para fortalecer o fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência. O município também mantém ações relacionadas ao programa Flor de Lótus e à rede de acolhimento e proteção.
Pindamonhangaba também possui uma unidade do Centro de Referência e Apoio à Vítima, o CRAVI, serviço destinado a pessoas atingidas direta ou indiretamente por crimes graves contra a vida, incluindo homicídios e feminicídios. Somente entre janeiro e março de 2026, a unidade realizou 679 atendimentos presenciais e online.
Mas, por trás dos números, das investigações e dos registros policiais, está uma mulher que saiu para realizar uma atividade comum de sua rotina e não voltou para casa. A despedida de Lívia começou de maneira inesperada, depois de uma perseguição que terminou em tiros pelas ruas de Campo Alegre.
O caso deixa familiares, amigos e pessoas próximas diante de uma perda repentina enquanto a Polícia Civil tenta esclarecer todos os detalhes da ocorrência. O suspeito, apontado como ex-companheiro de Lívia, deverá responder às investigações assim que as condições médicas permitirem os procedimentos necessários.
A Polícia Civil de Pindamonhangaba segue responsável pela apuração. A arma utilizada foi apreendida e deverá integrar os elementos analisados no inquérito, que buscará esclarecer a motivação, a dinâmica completa da perseguição e todas as circunstâncias que antecederam a morte de Lívia.


