17 HORAS ENTRE O VENTO E O MAR: MERGULHADOR PASSA A NOITE ILHADO E É RESGATADO POR PESCADORES EM ANGRA
Um mergulhador viveu cerca de 17 horas de tensão e isolamento após ser surpreendido pela forte ventania que atingiu Angra dos Reis. Perdido do restante do grupo e cercado pelo mar durante toda a noite, ele foi encontrado com vida na manhã de quinta-feira (30), sobre pedras na enseada da Ilha Grande.
O resgate foi realizado por um grupo de pescadores que havia saído para pescar nas primeiras horas da manhã. Durante o deslocamento, eles avistaram o homem isolado sobre as pedras e decidiram se aproximar para verificar a situação.
Segundo o pescador Kayman Broker, responsável pelo resgate, o mergulhador contou que estava sozinho havia aproximadamente 17 horas. Ele havia perdido o contato com os amigos durante o temporal registrado na tarde de quarta-feira (29), quando rajadas superiores a 100 quilômetros por hora atingiram Angra dos Reis e diferentes pontos da Costa Verde.
A vítima havia saído com amigos para praticar pesca subaquática na região da Ilha Grande. O grupo realizava um trajeto entre a Ponta dos Dragos e a Praia dos Meros quando as condições do tempo mudaram rapidamente e a força do vento passou a representar risco para a navegação.
No momento em que o vendaval começou, o mergulhador estava sozinho na embarcação, enquanto os demais integrantes realizavam a atividade no mar. Com a intensidade das rajadas, o barco foi arrastado e se afastou do ponto onde os outros mergulhadores estavam.
A separação aconteceu em meio ao temporal, dificultando qualquer tentativa de contato ou reencontro. Sem conseguir retornar ao grupo, o mergulhador acabou permanecendo isolado na região durante toda a tarde, a noite e parte da manhã seguinte.
Ainda não foi esclarecido como ele conseguiu alcançar as pedras onde foi localizado, se a embarcação permaneceu próxima ao local ou se sofreu algum dano durante a ventania. Também não foram divulgadas informações sobre os equipamentos de segurança disponíveis, o estado do barco ou a distância percorrida após ser arrastado.
Quando os pescadores encontraram a vítima, o homem estava consciente e conseguiu relatar o que havia acontecido. Ele foi colocado na embarcação do grupo e levado até a Praia do Aventureiro, onde recebeu os primeiros cuidados depois de passar a noite exposto às condições do tempo.
Posteriormente, o mergulhador foi transportado para o continente. Não foram divulgadas informações sobre a necessidade de atendimento hospitalar, possíveis ferimentos, hipotermia ou outras consequências do período em que permaneceu isolado.
O resgate encerrou uma noite de incerteza após o desaparecimento do mergulhador durante um dos episódios de ventania mais intensos registrados na região. As rajadas superiores a 100 quilômetros por hora provocaram danos, deixaram pessoas feridas, comprometeram estruturas e colocaram embarcações em risco em Angra dos Reis e Paraty.
A Defesa Civil e o Instituto Nacional de Meteorologia haviam emitido alerta de perigo para ventos costeiros de intensidade moderada a forte. A mudança nas condições climáticas afetou principalmente atividades marítimas, com relatos de barcos arrastados, naufrágios e pessoas desaparecidas no mar.
A ocorrência reforça a necessidade de acompanhamento constante dos alertas meteorológicos antes de qualquer atividade náutica. Em períodos de ventania, tempestade ou forte agitação marítima, a orientação é evitar a saída de embarcações e interromper imediatamente atividades de mergulho ou pesca em áreas expostas.
O nome e a idade do mergulhador não foram divulgados. Também não há detalhes sobre os demais integrantes do grupo, o momento em que perceberam seu desaparecimento ou eventual operação oficial de busca durante a madrugada.


