“NINGUÉM VAI SAIR VIVO”: HOMEM É PRESO APÓS AGREDIR COMPANHEIRA, AMEAÇAR FAMILIARES E DISPARAR ARMA EM TREMEMBÉ
Uma madrugada de violência, ameaças e disparos terminou com um homem de 59 anos preso no bairro Flor do Vale, em Tremembé. Ele é acusado de agredir a companheira, ameaçar familiares da vítima e efetuar disparos de arma de fogo dentro da residência do casal.
A ocorrência foi registrada por volta de 1h31 desta quarta-feira, dia 22 de julho de 2026, na Rua Esperança. A Polícia Militar foi acionada depois que uma discussão dentro do imóvel evoluiu para agressões e ameaças de morte.
Segundo as informações registradas no boletim de ocorrência, o homem teria agarrado a companheira pelos cabelos e tentado atingir a região do pescoço. A situação se agravou quando ele se apoderou de uma faca.
Temendo novas agressões, a mulher conseguiu escapar da residência e buscou proteção na casa de uma vizinha. A fuga, entretanto, teria aumentado a revolta do suspeito, que passou a ameaçar as pessoas presentes.
De acordo com testemunhas, o homem afirmou que “ninguém sairia vivo” caso a companheira não retornasse para casa. Ele também teria apontado uma arma de fogo para uma familiar da vítima, aumentando o temor entre todos que acompanhavam a ocorrência.
Pouco depois, disparos foram ouvidos no interior da residência. Não há informação de que alguma pessoa tenha sido atingida, mas a sequência de ameaças e tiros provocou a mobilização imediata das equipes policiais.
Quando os agentes chegaram ao endereço, encontraram o suspeito tentando passar pelo muro que separava os imóveis para retornar à própria residência. Ele foi abordado e contido pelos policiais.
Durante as buscas no local, a Polícia Militar encontrou um revólver calibre .38 com a numeração suprimida, escondido sobre telhas. A retirada do sinal identificador da arma dificulta o rastreamento de sua origem e será analisada durante a investigação.
Os policiais também localizaram uma grande quantidade de munições e projéteis escondidos dentro de um pneu. Ao menos 140 unidades de diferentes calibres foram apreendidas durante a ação.
Entre o material recolhido estavam munições dos calibres .38, 9 milímetros, .380 e .32, além de uma unidade calibre 7,62. Outros projéteis encontrados ainda deverão passar por análise para identificação.
A presença da munição calibre 7,62 chamou a atenção por se tratar de um calibre associado a armamentos de maior poder de fogo. Apesar disso, nenhum fuzil foi localizado na residência durante a ocorrência.
O revólver, o carregador, as munições e os demais objetos apreendidos foram separados, lacrados e encaminhados para perícia. Os exames deverão verificar o funcionamento da arma, a compatibilidade dos projéteis e se o revólver foi utilizado nos disparos ouvidos naquela madrugada.
As câmeras corporais utilizadas pelos policiais militares também poderão ajudar a esclarecer a dinâmica do atendimento. As gravações devem mostrar a chegada das equipes, a abordagem do suspeito e a localização dos materiais apreendidos.
Duas mulheres aparecem como vítimas no registro policial, com idades de 32 e 40 anos. Uma delas seria a companheira do investigado, enquanto a outra teria sido ameaçada durante a tentativa de proteger a vítima.
Um homem de 27 anos foi identificado como testemunha. Os nomes das pessoas envolvidas não foram divulgados para preservar as vítimas e evitar exposição durante a investigação.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado ao Plantão da Delegacia Seccional de Taubaté. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio.
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante e não concedeu fiança na delegacia, considerando a gravidade dos fatos e a soma das acusações apresentadas.
O homem deverá responder por crimes relacionados à violência doméstica, ameaça, vias de fato, disparo de arma de fogo e posse irregular de arma com numeração suprimida. A tipificação definitiva dependerá da conclusão do inquérito e da análise do Ministério Público e da Justiça.
A Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, sob o argumento de proteção à ordem pública e diante do risco representado pelas ameaças, pelos disparos e pela quantidade de munições encontrada.
Até a última atualização, não havia confirmação pública de que a Justiça já tivesse analisado o pedido de prisão preventiva. O suspeito permanecia à disposição das autoridades.
A Delegacia de Polícia de Tremembé continuará responsável pela investigação. Os agentes deverão apurar a origem da arma e das munições, a quantidade de disparos efetuados e a existência de possíveis episódios anteriores de violência contra a companheira.


