“FOI SÓ UMA BRINCADEIRA”, DISSE SUSPEITO: CLIENTE É PRESO APÓS SEGURAR FUNCIONÁRIA EM SUPERMERCADO DE CARAGUATATUBA
Uma funcionária de supermercado viveu momentos de constrangimento durante o expediente depois de ser abordada por um cliente no setor de padaria. O homem foi preso em flagrante por importunação sexual na manhã de quarta-feira, dia 22 de julho de 2026, no bairro Capricórnio, em Caraguatatuba.
Segundo as informações da Polícia Militar, a trabalhadora realizava suas atividades normalmente quando o cliente se aproximou, segurou seu braço e fez comentários de conteúdo inadequado. A mulher afirmou que não consentiu com o contato e se sentiu intimidada pela atitude.
Diante da situação, a funcionária decidiu procurar ajuda e acionou a Polícia Militar pelo telefone 190. A denúncia foi encaminhada pelo Centro de Operações da Polícia Militar às equipes que realizavam o patrulhamento na região.
O chamado chegou inicialmente aos policiais como uma possível ocorrência de estupro. A classificação foi revista depois que os agentes chegaram ao estabelecimento, conversaram com a vítima e verificaram as circunstâncias relatadas.
Os policiais localizaram o suspeito ainda dentro do supermercado. Ele foi abordado antes que deixasse o estabelecimento e questionado sobre a acusação apresentada pela funcionária.
Durante a conversa com a equipe, o homem confirmou que havia segurado o braço da trabalhadora. Entretanto, tentou justificar a conduta afirmando que se tratava de uma brincadeira que costumava fazer.
“Foi só uma brincadeira”, teria alegado o suspeito ao explicar sua atitude. A declaração, porém, não encerrou a ocorrência, especialmente porque a funcionária afirmou ter se sentido constrangida e intimidada com o contato físico e os comentários feitos durante a abordagem.
Para a vítima, o episódio não teve qualquer caráter de brincadeira. A ausência de consentimento e o desconforto relatado pela trabalhadora foram considerados no encaminhamento do caso à Polícia Civil.
A funcionária e o suspeito foram conduzidos ao Distrito Policial Central de Caraguatatuba. Na unidade, os depoimentos foram apresentados à autoridade responsável pela análise da ocorrência.
Depois de avaliar as informações reunidas pela Polícia Militar e ouvir as pessoas envolvidas, a autoridade policial registrou o caso como importunação sexual e confirmou a prisão em flagrante do cliente.
Concluídos os procedimentos de Polícia Judiciária, o homem permaneceu preso e foi colocado à disposição da Justiça. A prisão representa uma medida inicial, e a responsabilidade definitiva dependerá do prosseguimento da investigação e da análise judicial.
O nome e a idade do suspeito não foram divulgados. A identidade da funcionária também foi preservada para evitar exposição, constrangimento adicional e possível identificação da vítima.
O supermercado onde o episódio aconteceu não teve o nome informado. Também não foram divulgados o endereço exato do estabelecimento, o horário preciso da abordagem ou o conteúdo completo dos comentários atribuídos ao homem.
Não há informação sobre a existência de clientes ou outros funcionários que tenham presenciado diretamente o momento em que o suspeito segurou o braço da trabalhadora.
A Polícia Civil poderá solicitar imagens das câmeras internas do supermercado para verificar a movimentação no setor de padaria e esclarecer a dinâmica do contato entre o cliente e a funcionária.
Caso existam gravações, elas poderão ajudar a identificar a aproximação do suspeito, a reação da vítima e o comportamento adotado antes e depois do episódio. Outros trabalhadores do estabelecimento também poderão ser chamados para prestar esclarecimentos.
A investigação deverá analisar os depoimentos, eventuais imagens e outras provas disponíveis. Até a última atualização, não havia informação sobre o resultado de audiência de custódia ou eventual decisão relacionada à continuidade da prisão.
O caso reforça que uma conduta apresentada pelo autor como brincadeira pode ser recebida de maneira completamente diferente por quem é abordado. No episódio registrado em Caraguatatuba, a funcionária deixou claro aos policiais que se sentiu intimidada e que não autorizou o contato.
A ocorrência seguirá sob responsabilidade da Polícia Civil. O homem permanece na condição de investigado e deverá responder pelos fatos apurados durante o procedimento policial.


