FORAGIDO NO CEARÁ: SUSPEITO DE MATAR COMPANHEIRA EM GUARATINGUETÁ É PRESO EM POUSADA COM DOCUMENTO FALSO
O suspeito de matar Viviane Maria da Silva Vicente, de 24 anos, em Guaratinguetá, foi preso na quinta-feira, dia 25, em Iracema, no interior do Ceará. O homem, de 27 anos, era procurado pela Justiça de São Paulo e foi localizado em uma pousada no bairro Beira Rio. No momento da abordagem, segundo a Polícia Militar do Ceará, ele tentou enganar os policiais apresentando uma identidade falsa com dados de um familiar.
A prisão encerrou a condição de foragido do principal suspeito do feminicídio que chocou Guaratinguetá. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Guaratinguetá, no âmbito da investigação sobre a morte de Viviane, encontrada sem vida dentro da casa onde morava com o companheiro e os dois filhos.
A captura foi realizada por policiais da 2ª Companhia do 31º Batalhão da Polícia Militar do Ceará. A equipe recebeu informações de que o suspeito estaria hospedado em uma pousada em Iracema e foi até o endereço para verificar a denúncia. Durante a abordagem, o homem apresentou um documento com nome falso, mas os policiais deram continuidade às consultas e confirmaram que ele era o investigado procurado pela Justiça paulista.
Após a identificação, o suspeito foi conduzido à Delegacia Municipal de Polícia Civil de Iracema. No local, a consulta aos sistemas de segurança confirmou a existência do mandado de prisão temporária. A partir da prisão, ele ficará à disposição da Justiça e deverá passar pelos trâmites legais para responder à investigação em São Paulo.
Viviane foi encontrada morta na terça-feira, dia 23, em uma residência na Rua Domingos Rodrigues Alves, no Centro de Guaratinguetá. Familiares começaram a desconfiar que algo estava errado depois que a jovem faltou ao trabalho, não respondeu mensagens e ligações e não buscou os filhos na escola. A ausência repentina chamou atenção porque, segundo a família, esse comportamento não fazia parte da rotina dela.
Ao irem até a casa, familiares encontraram Viviane caída em um dos cômodos, parcialmente coberta por um tapete. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas a jovem já estava sem vida. A vítima apresentava marcas e sinais de agressão, mas a causa oficial da morte ainda depende de laudo do Instituto Médico Legal.
De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, o relacionamento de Viviane com o companheiro era marcado por ciúmes, discussões e comportamento possessivo. A Polícia Civil também apura relatos de que os filhos do casal teriam presenciado agressões na madrugada anterior ao crime. Um dos trechos do registro aponta que uma criança teria acordado e visto o pai segurando a mãe pelo pescoço e a empurrando.
Ainda conforme o boletim, após o crime, o suspeito teria ligado para familiares e dito que havia “feito uma besteira” e que sua vida e sua família estariam “arruinadas”. As informações levantaram suspeitas sobre a participação dele na morte da companheira e motivaram as diligências que culminaram no mandado de prisão.
A morte de Viviane causou comoção em Guaratinguetá. A jovem deixa dois filhos pequenos, que agora ficam marcados por uma tragédia familiar investigada como feminicídio. Familiares pedem justiça e aguardam o avanço das investigações para esclarecer completamente a dinâmica do crime.
A Polícia Civil de São Paulo requisitou exames periciais e segue apurando o caso. Com a prisão do suspeito no Ceará, a investigação entra em uma nova etapa, voltada à coleta de depoimentos, análise de provas e responsabilização criminal.


