Sexta-feira, Junho 19, 2026
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CADELA TERIA SIDO ATROPELADA E JOGADA NA PRENSA DE CAMINHÃO DE LIXO EM POTIM


A morte de uma cadela em Potim virou caso de polícia e provocou indignação após a tutora relatar que o animal teria sido atropelado por um caminhão de lixo e colocado na prensa do veículo sem que os coletores verificassem se ainda estava com vida. A ocorrência, registrada na manhã de quinta-feira, 18, passou a ser investigada pela Polícia Civil, que deverá apurar a dinâmica do atropelamento, a conduta dos trabalhadores envolvidos e as circunstâncias que levaram à morte do animal.

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a cadela teria escapado de casa antes de ser atingida por um caminhão da coleta municipal. Após o atropelamento, o animal teria sido recolhido por funcionários do serviço e colocado no compartimento de compactação do caminhão, junto aos resíduos. A principal dúvida da investigação é se a cadela já estava morta naquele momento ou se ainda apresentava sinais de vida quando foi colocada na prensa.

A tutora informou que, após o ocorrido, os trabalhadores teriam dito que levariam o animal até o município vizinho de Cachoeira Paulista, junto com os demais resíduos recolhidos durante o serviço, e que depois fariam a devolução à família. Horas mais tarde, a cadela foi entregue já sem vida. A situação aumentou a revolta dos familiares e levantou questionamentos sobre a forma como o caso foi conduzido desde o atropelamento até a devolução do corpo do animal.

Um dos coletores envolvidos apresentou outra versão. Ele declarou que a cadela já estava morta quando foi recolhida e colocada na prensa do caminhão. A Polícia Civil deverá confrontar os relatos, ouvir os trabalhadores, colher depoimentos de testemunhas e verificar se há imagens de câmeras próximas que possam ajudar a esclarecer a sequência dos fatos. A apuração também deve analisar se houve falha no procedimento adotado após o atropelamento.

O caso levanta uma questão sensível sobre os protocolos que devem ser seguidos em acidentes envolvendo veículos de serviço público e animais domésticos. Em situações como essa, a verificação do estado do animal, o acionamento de apoio adequado e a comunicação imediata à família ou aos órgãos competentes são medidas que podem ser determinantes para evitar sofrimento, omissão ou descarte indevido.

A Prefeitura de Potim informou que já tem conhecimento da ocorrência, mas não se manifestou oficialmente sobre o caso no momento da divulgação das informações. A apuração policial deverá indicar se houve negligência, omissão de socorro ao animal, falha operacional ou outra conduta irregular por parte dos funcionários envolvidos no atendimento da situação.

A morte da cadela causou comoção entre moradores, tutores e protetores de animais da região. A suspeita de que o animal possa ter sido colocado no compactador sem a devida checagem gerou indignação principalmente pela possibilidade de sofrimento antes da morte. A investigação deverá buscar elementos técnicos e testemunhais para confirmar ou descartar essa hipótese.

Além da responsabilidade individual dos envolvidos, o caso também pode abrir discussão sobre treinamento de equipes, orientação em situações de atropelamento de animais e procedimentos padronizados para serviços públicos de coleta. A Polícia Civil deverá reunir documentos, versões, imagens e demais informações que ajudem a reconstruir o que aconteceu.

O caso segue sob investigação em Potim. A expectativa é que os depoimentos e eventuais provas colhidas apontem se a cadela já estava sem vida após o atropelamento ou se foi colocada na prensa do caminhão ainda com possibilidade de socorro.

Imagem: BandVale

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