Domingo, Junho 14, 2026
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SONHO INTERROMPIDO A TIROS: DONO DE ADEGA QUE SERIA INAUGURADA É EXECUTADO EM TAUBATÉ


O que deveria ser véspera de inauguração terminou em morte, correria e comoção em Taubaté. Leonardo Ariel de Toledo, de 29 anos, sócio-proprietário de uma adega que ainda não havia sido aberta ao público, foi executado a tiros na tarde de sexta-feira, dia 12, dentro do próprio estabelecimento, no bairro Areão. O crime aconteceu no momento em que ele trabalhava nos preparativos finais para inaugurar o espaço neste sábado, dia 13.

A vítima foi morta dentro da Adega MisterBeer, localizada na Rua Alfredo Cândido Vieira, nº 37. Segundo informações do boletim de ocorrência, Leonardo estava no local acompanhado de outras pessoas, entre elas um sócio, um funcionário e o próprio filho de 5 anos, quando dois homens chegaram em uma motocicleta. O passageiro desceu do veículo usando capacete, máscara e roupas escuras, dificultando sua identificação.

De acordo com os relatos apresentados à Polícia Militar, o homem entrou na adega e anunciou que Leonardo era o alvo. Em seguida, sacou uma arma de fogo, descrita no registro como um revólver calibre .38 cromado, e começou a atirar. A ação teve características de execução, já que o criminoso teria ido diretamente em direção à vítima.

Durante o ataque, Leonardo tentou fugir pela lateral do imóvel e pelos corredores da adega, mas foi perseguido pelo atirador, que continuou efetuando disparos até atingi-lo. Ele caiu no corredor do estabelecimento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado, mas o óbito foi constatado ainda no local.

Um dos pontos mais impactantes do caso é que o filho de 5 anos da vítima estava no estabelecimento no momento do crime. Segundo o relato de testemunha, a criança foi retirada do local durante os disparos para ser protegida. A presença do menino aumentou a comoção em torno do homicídio e reforçou a brutalidade da ação criminosa.

A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, que recolheu vestígios e realizou os levantamentos no local. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio e trabalha com a hipótese de execução. A motivação, no entanto, ainda é desconhecida e deverá ser apurada ao longo da investigação.

As primeiras informações indicam que os criminosos fugiram em uma motocicleta de pequeno porte, possivelmente uma Honda CG com tanque vermelho. Imagens de câmeras de segurança da região apontam que a dupla teria seguido em direção ao bairro Jardim Mourisco após o crime. Até a última atualização, ninguém havia sido preso.

Testemunhas também relataram à polícia que os suspeitos usavam roupas escuras e que o autor dos disparos estava com o rosto coberto. A Polícia Civil deverá analisar imagens de monitoramento, ouvir novas testemunhas e aguardar os laudos periciais para tentar esclarecer a dinâmica completa da execução e identificar os responsáveis.

O crime abalou moradores da região e chamou atenção pela forma como ocorreu. Leonardo foi morto dentro do estabelecimento que se preparava para inaugurar, em um momento que deveria marcar o início de uma nova etapa profissional. Em vez da abertura da adega, o endereço acabou se transformando em cena de homicídio.

A investigação também deverá apurar informações preliminares apresentadas por familiares e testemunhas. Entre os relatos levados à polícia, há versões que apontam possível motivação ligada a questões pessoais, mas nada foi confirmado oficialmente. Por isso, a Polícia Civil trata o caso com cautela e não descarta novas linhas de investigação.

A morte de Leonardo se soma a outros episódios de violência registrados em Taubaté e aumenta a preocupação com a segurança pública no município. O assassinato de um comerciante, em plena tarde, dentro de um estabelecimento prestes a ser inaugurado e na presença do filho pequeno, expõe uma cena de extrema gravidade e deixa perguntas ainda sem resposta.

A Polícia Civil de Taubaté segue responsável pela investigação. A expectativa agora é que imagens de câmeras, depoimentos e vestígios periciais ajudem a identificar os autores e esclarecer a motivação do crime que interrompeu a vida de Leonardo Ariel de Toledo aos 29 anos.

Foto: Marcelo Caltabiano

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