ENTREGADOR É ATRAÍDO POR SUPOSTO PEDIDO E EXECUTADO A TIROS AO LADO DA MOTO EM LORENA
Um entregador de 40 anos foi morto a tiros na noite desta quinta-feira, dia 11, em Lorena, em um crime que intriga a polícia e levanta a suspeita de que uma falsa solicitação de entrega possa ter sido usada para atrair a vítima até o local da execução. O homicídio aconteceu na Rua Antônio da Silva Tavares, no bairro Vila Portugal, onde João Guilherme Silva Torres foi encontrado caído ao lado da motocicleta que utilizava para trabalhar.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por volta das 23h18 para atender uma ocorrência inicialmente informada como disparos de arma de fogo. Ao chegarem ao endereço, os agentes encontraram João já sem sinais vitais, próximo a uma motocicleta Yamaha/FZ25 Fazer branca. Uma equipe do Samu esteve no local e constatou o óbito.
De acordo com o registro policial, a vítima apresentava ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo nas regiões do rosto, pescoço e peito. A perícia identificou quatro lesões características de tiros, embora, de forma preliminar, tenham sido apontados dois possíveis pontos de entrada dos projéteis, localizados no olho esquerdo e no tórax. A área foi preservada para o trabalho da Polícia Científica.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, incluindo Força Tática e Companhia Geral, além do Samu e da Perícia Criminal. Após os primeiros levantamentos no local, o corpo de João foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Guaratinguetá.
Durante as diligências iniciais, os policiais informaram que não foram encontradas testemunhas que tivessem presenciado o crime. Também não foi possível localizar câmeras de monitoramento próximas que tivessem registrado a ação criminosa, em razão da baixa luminosidade e das condições do local no momento do atendimento. A ausência de imagens e relatos diretos torna a investigação ainda mais desafiadora.
Uma das principais linhas de apuração envolve a atividade profissional da vítima. Conforme o boletim de ocorrência, João trabalhava como entregador e havia saído para realizar uma entrega após receber uma solicitação por telefone celular. Conversas analisadas pelos policiais indicam que ele se deslocou até o endereço onde acabou sendo atingido pelos disparos.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o pedido de entrega possa ter sido usado como armadilha para atrair João até o local do crime. A motivação e a autoria ainda são desconhecidas, e essa linha de investigação deverá ser aprofundada com a análise das mensagens, do histórico de contatos, da rota percorrida pela vítima e de outras informações que possam ajudar a reconstruir os momentos anteriores ao homicídio.
Outro ponto que chama atenção é que o celular e a carteira de João não foram localizados após o crime. A ausência desses pertences também deverá ser analisada pela investigação, que irá apurar se os objetos foram levados pelos autores, se desapareceram durante a ação ou se têm relação com a dinâmica do homicídio.
O caso foi registrado como homicídio e será investigado pela Polícia Civil de Lorena. Entre as providências esperadas estão a análise pericial, o levantamento de possíveis câmeras em pontos mais distantes, a verificação de dados telefônicos, a identificação da pessoa que solicitou a entrega e a busca por informações que possam indicar quem atraiu a vítima até a Rua Antônio da Silva Tavares.
A morte de João Guilherme Silva Torres expõe a vulnerabilidade enfrentada por profissionais que trabalham com entregas, especialmente durante a noite. Entregadores costumam se deslocar para locais variados, muitas vezes sem conhecer o solicitante, o endereço ou as condições de segurança do ponto de entrega. Em casos como este, a rotina de trabalho pode ter sido usada como caminho para a prática de um crime violento.
O homicídio causou impacto em Lorena e deixou moradores da Vila Portugal apreensivos. A execução, registrada em via pública e sem testemunhas localizadas até o momento, reforça a gravidade do caso e a necessidade de respostas rápidas. A Polícia Civil deverá concentrar esforços para identificar os autores dos disparos e esclarecer se João foi realmente atraído por uma falsa entrega.
Até a conclusão das investigações, a principal informação confirmada é que João saiu para trabalhar, foi até o endereço indicado por meio de uma solicitação e acabou morto a tiros ao lado da própria motocicleta. O caso permanece em apuração.


