CURTO-CIRCUITO EM GELADEIRA PROVOCA INCÊNDIO EM APARTAMENTO E DEIXA MORADOR E PORTEIRO INTOXICADOS EM SÃO JOSÉ
Um incêndio em um apartamento no sexto andar de um edifício residencial mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros na manhã desta sexta-feira, 5, na região central de São José dos Campos. A ocorrência foi registrada na Rua Coronel Madeira e deixou duas pessoas intoxicadas pela fumaça: o morador do imóvel, de 33 anos, e o porteiro do prédio, de 49.
Segundo as informações divulgadas, as chamas ficaram concentradas na cozinha do apartamento. A causa provável apontada pelo Corpo de Bombeiros foi um curto-circuito em uma geladeira, situação que teria dado início ao fogo e provocado a fumaça que atingiu o ambiente. Apesar do susto, o incêndio foi controlado antes que se espalhasse para outros cômodos ou unidades do edifício.
Antes da chegada das equipes de emergência, o morador e o porteiro conseguiram conter as chamas. A ação rápida ajudou a evitar que o fogo ganhasse maiores proporções, mas os dois acabaram inalando fumaça durante a tentativa de controlar o incêndio. Eles apresentaram sintomas de intoxicação e precisaram ser encaminhados ao Hospital Clínica Sul para atendimento médico.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e deslocou quatro viaturas para a ocorrência. Ao chegar ao local, a equipe confirmou que o foco do incêndio estava na cozinha do apartamento. Depois da extinção das chamas, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo, etapa necessária para eliminar qualquer possibilidade de reignição, além de uma vistoria de segurança no imóvel.
Após a avaliação, o apartamento foi deixado em condições seguras. A vistoria é fundamental em casos de incêndio residencial, especialmente quando há suspeita de falha elétrica, pois permite verificar se ainda existe risco no ambiente, se houve comprometimento de instalações e se o local pode permanecer isolado ou liberado com segurança.
O caso chamou atenção por envolver um edifício residencial em área central da cidade. Em prédios, mesmo incêndios concentrados em um único cômodo podem representar risco maior por causa da propagação da fumaça por corredores, escadas e áreas comuns. A fumaça, muitas vezes, é responsável por intoxicações antes mesmo de as chamas atingirem outros espaços.
A ocorrência também serve de alerta sobre a importância da manutenção de eletrodomésticos e instalações elétricas. Geladeiras, tomadas, extensões e equipamentos ligados continuamente à energia precisam de atenção, principalmente quando apresentam cheiro de queimado, ruídos incomuns, superaquecimento, mau contato ou sinais de falha elétrica.
A intoxicação por fumaça pode causar tosse, falta de ar, irritação nos olhos, tontura, dor de cabeça e mal-estar. Em situações mais graves, pode comprometer a respiração e exigir atendimento médico imediato. Por isso, a recomendação em casos de incêndio é sair do local, acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 e evitar permanecer no ambiente tentando combater as chamas sem segurança.
Com o fogo controlado, o rescaldo realizado e as duas vítimas encaminhadas para atendimento, a ocorrência foi encerrada sem registro de feridos por queimaduras. O caso deverá ficar registrado como incêndio acidental, tendo como causa provável o curto-circuito na geladeira, conforme as informações iniciais repassadas pela corporação.


