OITO DIAS NO MAR: BUSCAS POR DHEORGE SÃO RETOMADAS EM ILHABELA COM APOIO DO GBMAR E DA MARINHA
As buscas por Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, desaparecido no mar do Litoral Norte, foram retomadas na manhã desta segunda-feira, 1º, em Ilhabela, completando oito dias de uma operação marcada por angústia, esperança e mobilização de equipes de resgate. O jovem desapareceu durante um passeio de moto aquática no domingo, 24, e desde então familiares, amigos e autoridades seguem tentando encontrar respostas sobre o que aconteceu em alto-mar.
A operação havia sido prorrogada no sábado, 30, após nova avaliação das equipes envolvidas. Nesta segunda-feira, o Grupamento de Bombeiros Marítimo, o GBMar, confirmou a retomada dos trabalhos com apoio da Marinha do Brasil. A força-tarefa também pode contar com o auxílio de aeronaves da Força Aérea Brasileira e da Polícia Militar, ampliando a área de varredura marítima e aérea no Litoral Norte.
O desaparecimento de Dheorge aconteceu após ele sair para um passeio de moto aquática na região da Praia da Ponta das Canas, em Ilhabela. No dia seguinte, a embarcação foi encontrada parcialmente submersa e à deriva, a cerca de 22 quilômetros do ponto onde havia sido vista pela última vez. Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, que estava com ele na moto aquática, foi resgatada com vida por pescadores na terça-feira, 27, após passar cerca de 42 horas à deriva no mar.
Uma das principais pistas encontradas durante a operação foi o colete salva-vidas usado por Dheorge. O equipamento foi localizado boiando em alto-mar, nas proximidades da Ilha de Búzios, região onde Bruna também foi encontrada. O GBMar confirmou que o colete pertence ao jovem desaparecido, mas ressaltou que ainda não há confirmação sobre o paradeiro dele. As buscas seguem concentradas principalmente na área onde o equipamento foi localizado.
A família acompanha cada etapa da operação com apreensão. A mãe de Dheorge fez um apelo para que as buscas não sejam encerradas e afirmou acreditar na possibilidade de o filho ainda ser encontrado com vida. Em declaração emocionada, ela disse que ele pode estar em uma ilha, perdido, esperando ajuda, e pediu orações para que as equipes recebam uma direção sobre onde procurar. Ela também afirmou que a família não quer conviver com a dúvida sobre o que aconteceu no mar.
A mobilização também recebeu manifestação de solidariedade do pai de Bruna, Sidney José da Silva. Mesmo com o alívio pelo resgate da filha, ele afirmou que a aflição das famílias continua enquanto Dheorge não for encontrado. Segundo ele, a paz só estará completa quando houver uma resposta sobre o paradeiro do jovem.
Após receber alta hospitalar, Bruna relatou que permaneceu ao lado de Dheorge durante boa parte da luta pela sobrevivência no mar. Ela afirmou que os dois ficaram juntos até a madrugada de terça-feira e negou boatos de que o amigo teria retirado o colete salva-vidas antes de desaparecer. Segundo Bruna, a moto aquática apresentou problemas mecânicos e começou a afundar, enquanto a correnteza arrastava os dois para mar aberto.
A operação reúne embarcações do GBMar e da Marinha, além de aeronaves usadas nas varreduras. De acordo com os bombeiros, as equipes continuam percorrendo uma extensa área marítima com o objetivo de localizar Dheorge. A cada nova etapa, familiares e amigos renovam a esperança de que o jovem seja encontrado.
Natural de Alcântaras, no Ceará, Dheorge morava havia cerca de dez anos em São José do Rio Preto, onde construiu sua trajetória profissional. Enquanto as buscas entram em mais um dia, a história segue mobilizando moradores de diferentes cidades, em uma corrente de oração, expectativa e pedido por respostas.


