MORTE NA BR 459: JOVEM KELVIN PERDE A VIDA EM BATIDA FRONTAL DE MOTO E POLÍCIA INVESTIGA RETIRADA DO VEÍCULO EM LORENA
Kelvin Teodoro da Silva, de 25 anos, morreu após um grave acidente de moto na noite de quinta-feira, 28, na BR 459, em Lorena, no Vale do Paraíba. A colisão frontal aconteceu por volta das 21h, no trecho conhecido como Parque Rodovias, nas proximidades do km 22, perto de um radar de velocidade. O impacto envolveu a motocicleta conduzida pelo jovem e um Fiat Uno Vivace preto. Kelvin chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado à Santa Casa de Lorena, mas não resistiu aos ferimentos.
O caso foi registrado no Plantão da Delegacia Seccional de Guaratinguetá como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar. A investigação ficará sob responsabilidade do 1º Distrito Policial de Lorena e também deverá apurar um ponto considerado importante pela Polícia Civil: a retirada da motocicleta do local antes da preservação completa da cena do acidente.
Segundo o boletim de ocorrência, o motorista do Fiat Uno seguia no sentido Itajubá quando reduziu a velocidade ao se aproximar de um radar com limite de 40 km/h. Nesse momento, conforme a apuração inicial, a motocicleta conduzida por Kelvin teria invadido a pista contrária, provocando a colisão frontal. A Polícia Rodoviária Federal analisou marcas deixadas na pista e ouviu testemunhas para tentar reconstruir a dinâmica da batida.
Em depoimento, o condutor do carro afirmou que não conseguiu visualizar a motocicleta antes do impacto porque ela estaria trafegando com os faróis apagados. Ele relatou que a batida ocorreu de forma repentina e que, após a colisão, estacionou no acostamento, permanecendo no local até a chegada do socorro e das equipes policiais. O boletim informa que, em análise preliminar, o motorista não apresentava sinais de alteração da capacidade psicomotora e trafegava em velocidade considerada compatível com a via.
Uma testemunha que seguia logo atrás da motocicleta também foi ouvida. Segundo o relato apresentado à polícia, Kelvin conduzia a moto em alta velocidade e teria realizado manobras consideradas perigosas momentos antes do acidente. A testemunha afirmou ainda que o motociclista teria feito ultrapassagens, avançado sinal vermelho e trafegado pela contramão antes da colisão. O depoimento também aponta que os faróis dianteiro e traseiro da motocicleta estariam apagados.
Além da morte do jovem, a Polícia Civil investiga a retirada da moto do local antes da chegada da perícia técnica. De acordo com a PRF, quando os policiais chegaram ao trecho da rodovia, Kelvin já havia sido socorrido e a motocicleta não estava mais na cena do acidente. O boletim aponta possível enquadramento no artigo 312 do Código de Trânsito Brasileiro, que trata da inovação artificiosa em acidente automobilístico, quando há alteração do local, de objetos ou vestígios que possam comprometer a investigação.
A suspeita inicial é de que familiares tenham removido a motocicleta antes da preservação da área. Esse ponto deverá ser apurado para esclarecer se a retirada interferiu na análise da dinâmica do acidente, na posição dos veículos, nas marcas da pista e em outros vestígios importantes para a perícia.
A Polícia Civil aguarda os laudos periciais para esclarecer detalhes fundamentais da ocorrência, como a velocidade dos veículos, as condições de iluminação da motocicleta, a posição de cada veículo na pista, o ponto exato do impacto e eventual responsabilidade criminal. O motorista do Fiat Uno foi ouvido e liberado após o registro da ocorrência.
Kelvin tinha 25 anos e sua morte causou comoção após o grave acidente na BR 459, uma das ligações mais movimentadas da região. A investigação agora busca reunir os elementos técnicos e testemunhais para esclarecer como a colisão aconteceu e quais circunstâncias contribuíram para a tragédia.


